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Foto: Wikimedia Commons
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Defesa da Vida

BBC encomenda pesquisa e omite resultados contrários ao aborto na hora de divulgá-la

A rede britânica prometeu imparcialidade, mas ignorou seletivamente dados da pesquisa que apontavam apoio do povo às restrições à prática

A rede de televisão britânica BBC ignorou seletivamente dados de uma pesquisa de opinião que ela mesma encomendou ao veicular um documentário sobre aborto no último dia 16 de outubro. O documentário, intitulado Abortion On Trial (“O aborto em julgamento”), tinha por objetivo debater a legislação sobre o aborto no Reino Unido e simplesmente não citou os resultados da pesquisa que se mostravam contrários a uma legalização mais extensiva. A omissão foi apontada pelo jornal Daily Mail.

O programa reuniu um grupo de nove mulheres com diferentes visões sobre o aborto para debater o tema. Para o documentário, a BBC – que é a emissora estatal de rádio e televisão do Reino Unido – encomendou junto à empresa ICM Unlimited a realização de uma pesquisa de opinião com duas mil pessoas maiores de 18 anos, em que foram feitas doze perguntas sobre o aborto a cada entrevistado.

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O estudo foi realizado através da internet entre os dias 26 e 29 de maio e foi divulgado no site da empresa responsável pela pesquisa no mesmo dia em que o documentário foi veiculado. A ideia era que “a cada questão discutida pelas convidadas”, a apresentadora Anne Robinson “comparasse a sua visão com a do público em geral”, segundo o material publicitário referente ao programa. Mas o documentário ignorou alguns dos resultados da pesquisa – aqueles que não favoreciam uma legalização mais ampla do aborto no país.

Em vez disso, o programa pinçou resultados favoráveis a uma campanha em curso no país que visa a estender os casos em que o aborto é legal. Atualmente, a lei britânica já é uma das mais permissivas da Europa, permitindo o aborto sob demanda até as 24 semanas de gestação, mas ativistas querem extinguir essa limitação de tempo quando o aborto é realizado por motivações “sociais”.

 

Omissões

Entre os pontos da pesquisa desprezados pelo documentário, está o fato de que 55% dos entrevistados disseram que o aborto seletivo por sexo nunca deve ser permitido, contra 6% que defenderam que a mulher sempre tem o direito de escolha. Além disso, 56% das pessoas que participaram da pesquisa disseram que o aborto deve ter algum tipo de restrição, contra 37% que apoiam sem qualquer ressalva a decisão da mulher.

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Outro dado ignorado é que 44% dos entrevistados concordam que seja mantida ou endurecida a regra vigente de que são necessários dois médicos para aprovar a realização de um aborto, contra 15% que disseram que nenhuma aprovação legal deveria ser exigida.

 

Parcialidade

Um dos responsáveis pela lei que legalizou o aborto na Grã-Bretanha em uma série de casos em 1967, o lorde David Steel, disse no programa que “talvez tenha chegado a hora de revisitar a legislação de 50 anos atrás e descriminalizar completamente o aborto”. A ativista Diane Munday, também entrevistada no documentário, também defendeu a legalização completa, até mesmo quando o motivo é o sexo do bebê.

Nenhum especialista contrário ao alargamento do limite para o aborto foi entrevistado, ainda que a diretora de religião e ética da BBC, Fatima Salaria, tivesse prometido que o programa seria imparcial.

Depois que o Daily Mail apontou a supressão de alguns dados revelados pela pesquisa no programa, a BBC negou a acusação e disse que a equipe de produção “se empenhou para garantir que o documentário fosse justo e imparcial”.

 

Com informações do Daily Mail.

 

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