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Isabel de Castela. Crédito: Wikimedia Commons.
Isabel de Castela. Crédito: Wikimedia Commons.
Ranking

As dez mulheres mais ricas de todos os tempos

De líderes mundiais do antigo Egito a magnatas dos negócios de hoje, algumas mulheres superaram em muito as pressões de seu tempo e alcançaram o topo

Usando uma metodologia desenvolvida por historiadores e economistas, a revista Money identificou na história global as mulheres mais ricas de todos os tempos. A publicação optou por colocar na lista apenas mulheres que foram além da herança e tiveram elas mesmas um papel relevante no gerenciamento, manutenção e crescimento de suas fortunas, mesmo se originalmente as tenham recebido de seus pais ou maridos. Um aspecto importante no ranking é a proporção da sua riqueza numa comparação com a riqueza de todo o mundo em cada época.

A Money diz ter consultado cerca de trinta historiadores e pesquisado dezenas de candidatas. O que se segue é um meticuloso – ainda que discutível – ranking das mulheres mais ricas da história.

 

  1. Charlene de Carvalho-Heineken
Divulgação.
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Época: 1954-hoje

País: Países Baixos

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 0,017%

Cada vez que você abre uma Heineken, está contribuindo com a fortuna dessa magnata cervejeira holandesa, cuja riqueza chegou a 12,7 bilhões de dólares em 2016. Charlene é filha única de Freddy Heineken, que foi CEO da terceira maior cervejaria do mundo de 1971 a 1989. Ela herdou 25% da Heineken International quando o seu pai morreu em 2002. Sem uma educação formal na área dos negócios, Charlene teve um papel proeminente na escolha do atual CEO, Jean-François van Boxmeer. Desde que ele assumiu o cargo, viu entrar 30 bilhões de dólares na empresa.

 

  1. Anne Cox Chambers
Wikimedia Commons

Época: 1919-hoje

País: Estados Unidos

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 0,021%

Cox Chambers chegou a ser embaixadora na Bélgica e recebeu da França o título de Comandante da Legião de Honra em 2009, mas a sua fama vem principalmente de sua atuação como magnata da mídia. Sua fortuna vem do seu quinhão na Cox Enterprises, que era de seu pai. A empresa é dona de periódicos como o Atlanta Journal-Constitution e o Palm Beach Post. Mas a maior parte do seu rendimento vem da divisão de telecomunicações, que detém uma das maiores emissoras de televisão a cabo dos Estados Unidos. Anne foi membro do corpo de diretores da Cox Enterprises, mas já se aposentou: em novembro passado, a bilionária de 96 anos repartiu a sua riqueza – um montante de 15,3 bilhões de dólares – entre os seus três herdeiros.

 

  1. Susanne Klatten
Divulgação
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Época: 1962-hoje

País: Alemanha

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 0,024%

 A mulher mais rica da Alemanha deve a sua fortuna de 17,4 bilhões de dólares principalmente a uma das empresas mais lucrativas do país: a BMW. Susanne herdou 12,6% da empresa do seu pai, Herbert Quandt. Ela também investe em diversos negócios, de companhias farmacêuticas a empresas de energia eólica. Junto com a sua já falecida mãe, Johanna Quandt, e o seu irmão Stefan, Susanne foi alvo de críticas em 2013 por uma controversa doação de quase um milhão de dólares para o partido conservador de Angela Merkel. O acesso de generosidade da família coincidiu com a decisão do governo de fazer pressão contra padrões de emissões de combustíveis, reportou The Wall Street Journal.

 

  1. Yang Huiyan
Reprodução/YouTube
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Época: 1981-hoje

País: China

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 0,025%

Muitas pessoas sofreram um belo golpe com a crise econômica de 2007, mas poucas de forma tão dramática quanto Yang Huiyan. A herdeira chinesa havia recebido 16,2 bilhões de dólares do seu pai, Yang Guoqiang, fundador da incorporadora de imóveis Country Garden. Depois da crise, a sua fortuna despencou para 5,2 bilhões. Huiyan envolveu-se no negócio da família desde a adolescência, quando já acompanhava as reuniões com o seu pai. Agora ela é vice-presidente do conselho de administração e em 2014 ajudou a levantar 410 milhões de dólares com a venda de ações.

 

  1. Liliane Bettencourt
Divulgação

Época: 1922-hoje

País: França

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 0,055%

 Se alguma vez você comprou uma loção na Body Shop ou usou um batom da Maybelline antes de sair de casa, você contribuiu com a fortuna da herdeira da L’Oreal, que atingiu o seu ápice em 2015, com 40,7 bilhões de dólares. Liliane é agora uma acionista majoritária na empresa de cosméticos fundada por seu pai em 1907. Sob sua direção, a L’Oreal adquiriu outras marcas, como a Lancome em 1964 e a fragrância Polo da Ralph Lauren em 1985. As ações da empresa pública, cotadas pela primeira vez em 1963, vêm caindo há vários meses, em parte por causa de uma baixa na demanda nos difíceis mercados da Ásia e da América Latina. Liliane sofre atualmente de demência e não está mais envolvida na condução da empresa. Ela foi substituída por seu neto em 2012.

 

  1. Isabel de Castela 
Wikimedia Commons
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Época: 1451-1504

País: Espanha

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 1%

Como uma das monarcas mais ricas do mundo, não parecia que as coisas ainda poderiam melhorar muito para a rainha Isabel I de Castela – até que ela consolidou o seu poder sobre toda a Espanha casando com o seu primo, Fernando de Aragão. No momento de sua morte, a coroa de Castela tinha um rendimento anual de cerca de 1,45 milhão de ducados. Isabel e Fernando alargaram o seu império, unindo a Espanha num só reino, reivindicando a soberania sobre a península Ibérica e conquistando vastos territórios no Novo Mundo. Ela também governou na época de um grande crescimento na indústria têxtil e madeireira da Espanha e possuía pessoalmente algumas das mais valiosas joias e tapeçarias da sua época, conta Nancy Marino, professora de história da Espanha na Universidade do Estado de Michigan.

 

  1. Cleópatra
Crédito: fromcairo.com
Crédito: fromcairo.com

Época: 69-30 a.C.

País: Egito

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: cerca de 2,6%

 Cleópatra, uma das governantes mulheres mais famosas do mundo, é lembrada tanto por sua fortuna quanto por suas habilidades de manipulação política. Como faraó do Egito, ela controlou algumas das maiores indústrias da nação da época, como a do trigo, do papiro e dos unguentos, o que lhe garantia uma renda anual de 12 a 15 mil talentos egípcios. Sua riqueza foi estimada em cerca de 95,8 bilhões de dólares. No entanto, Cleópatra não era capaz de sustentar com o seu próprio bolso a sua vida de luxo: ela emprestava muito dinheiro de líderes estrangeiros para financiar as várias guerras que travou durante o seu reinado.

 

  1. Catarina, a Grande
Wikimedia Commons
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Época: 1729-1796

País: Rússia

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 5,4%

 A alcunha de Catarina pode não se referir apenas ao seu poder político, mas também à sua fortuna, que equivaleria atualmente a cerca de 1,5 trilhão de dólares. A mulher a governar por mais tempo a Rússia – historicamente um dos maiores impérios em termos de território – também tinha autoridade sobre a Igreja Ortodoxa Russa, que controlava cerca de um terço dos servos do império. Embora tenha começado o seu reinado tendo em mente reformas liberais, como libertar os servos, Catarina mudou de ideia depois de uma revolta popular em 1773. Enquanto a maioria dos russos não melhorou de vida durante o reinado de Catarina, o trabalho deles levou a algumas das mais ambiciosas expedições militares e projetos culturais do império.

 

  1. Hatshepsut
Wikimedia Commons
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Época: 1507-1458 a.C.

País: Egito

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: cerca de 20%

Para reinar como a primeira mulher faraó do Egito, Hatshepsut trabalhou duro para convencer os seus súditos de que o seu reinado era vontade dos deuses. E quem poderia culpá-la: em questão estava o controle de minas de ouro que rendiam anualmente o equivalente a 2 bilhões de dólares. De fato, ela permanece como a mais rica chefe de estado mulher da história do Egito, segundo Kara Cooney, egiptologista da Universidade da Califórnia. Hatshepsut subiu ao poder depois da morte do seu marido e meio-irmão, Tutmés II. Durante as duas décadas de seu reinado, ela governou um dos mais vastos impérios do mundo antigo, com um território que ultrapassava as fronteiras do Egito e chegava ao Oriente Médio, além de ter controlado minas com grandes reservas de ouro, cobre e pedras preciosas.

 

  1. Imperatriz Wu
Wikimedia Commons
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Época: 624-705

País: China

Riqueza máxima em comparação com a riqueza global: 22,7%

Ela se tornou a mulher mais rica de todos os tempos, mas isso custou o sangue da própria família. Essa imperatriz chinesa subiu ao poder como concubina de dois imperadores da dinastia Tang, pai e filho. Quando o filho, Gaozong, chegou ao poder, Wu foi implacável na eliminação de rivais para ganhar a sua atenção. Ela matou a sua própria filha de uma semana e creditou o crime a uma das principais consortes de Gaozong, a imperatriz Wang, que foi presa e executada. Quando o imperador morreu, Wu obrigou os seus próprios filhos a abdicar do trono e foi nomeada administradora da corte, uma posição equivalente à de imperador. Suas táticas trouxeram êxito à economia chinesa: durante o seu reinado de quinze anos, o império se tornou um dos maiores do seu tempo, estendendo-se até a Ásia central. A riqueza nacional floresceu graças ao comércio de chá e seda com nações ocidentais através da Rota da Seda.

 

Com informações de Money.

Colaborou: Felipe Koller.

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