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Felipe Koller

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A história do bispo anglicano e do cardeal que moraram juntos durante um ano

Os dois estão convencidos de que a unidade entre os cristãos não virá de um decreto, mas de experiências compartilhadas.

Myers e Lacroix. Foto: Catholic News Service.
Myers e Lacroix. Foto: Catholic News Service.

Durante pouco mais de um ano, um arcebispo católico e um bispo anglicano viveram debaixo do mesmo teto. Bruce Myers, o bispo anglicano de Quebec, foi o hóspede do cardeal Gérald Lacroix, arcebispo católico de Quebec, de maio de 2016 até julho de 2017, enquanto a residência episcopal anglicana ainda estava sendo ocupada pelo predecessor de Myers, Dennis Drainville.

“Sério?” – essa era a reação da maioria das pessoas quando Lacroix contava que o bispo anglicano morava com ele. “E como é?”, perguntavam. “Bem, você sabe”, respondia ele. “Ele come cereal como nós, ora a Deus como nós”. A amizade entre anglicanos e católicos quebequenses vem de longa data, mas uma pequena comunidade formada pelos bispos de ambas as confissões foi um passo totalmente novo.

“Compartilhei momentos de oração, as refeições diárias, a vida social. Eu me senti completamente integrado na vida da casa”, diz Myers. “Ele era um de nós, alguém da família”, completa o cardeal.

Os dois pastores costumavam rezar juntos. Myers, aliás, participava todos os dias da celebração da eucaristia na casa, ainda que sem comungar, respeitando a disciplina católica a esse respeito. “Para mim, era um dos momentos mais importantes de cada dia – estar ali, ainda que eu não pudesse receber o Santíssimo Sacramento”, conta. “Eu recebia a eucaristia espiritualmente”.

A "sé do arcebispo", assento do bispo católico na catedral anglicana, de frente para a cátedra do bispo anglicano, que é no mesmo estilo. Foto: Facebook/Holy Trinity Cathedral
A “sé do arcebispo”, assento do bispo católico na catedral anglicana, de frente para a cátedra do bispo anglicano, que é no mesmo estilo. Foto: Facebook/Holy Trinity Cathedral

“É uma manifestação da comunhão real, embora imperfeita, de nossas igrejas. Estar presente, para mim, é um testemunho de comunhão e unidade visível”, avalia Myers. “Era doloroso para ele, mas para nós também”, acrescenta Lacroix. “E é bom que é doloroso, porque não queremos permanecer desse modo. Queremos chegar à plena unidade”.

Os dois bispos não somente eram vistos juntos na casa episcopal, como também durante as celebrações litúrgicas na catedral católica e na anglicana. Em 2016, os anglicanos chegaram a inaugurar um assento especial em sua catedral, reservado especificamente para o arcebispo católico de Quebec – chamado “a sé do arcebispo”. “A cruz peitoral que uso hoje foi um presente do cardeal Lacroix e dos dois bispos auxiliares de Quebec”, compartilha Myers. “Foi abençoada pelo Santo Padre”.

Agora, Myers vive na residência episcopal anglicana, a poucas quadras de Lacroix. Os dois estão convencidos de que a unidade entre os cristãos não virá de um decreto, mas de experiências compartilhadas. “Sempre senti no meu coração que não apenas eu fui hóspede aqui, vivendo em comunhão com você”, diz o bispo anglicano, voltando-se ao cardeal. “Trouxe comigo toda a Diocese Anglicana do Quebec. Então, era uma relação interpessoal, mas eclesial ao mesmo tempo”.

Com informações de Crux.

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