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Felipe Koller

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5 santos que foram médicos

A medicina foi para eles uma das tramas com a qual o Espírito Santo teceu a sua santidade, tornando-os cada vez mais semelhantes a Deus-Amor à medida em que se doavam às pessoas fragilizadas e feridas.

Sejam homens ou mulheres, leigos ou ministros ordenados, muitos cristãos viveram o exercício da profissão de médicos como um serviço ao próximo que testemunha o amor e o cuidado de Deus. A medicina foi para eles uma das tramas com a qual o Espírito Santo teceu a sua santidade, tornando-os cada vez mais semelhantes a Deus-Amor à medida em que se doavam às pessoas fragilizadas e feridas. Conheça alguns deles, cuja santidade foi reconhecida pela Igreja:

São José Moscati

José (Giuseppe) Moscati nasceu em Benevento, na Itália, em 1880, mas mudou-se com a família para Nápoles aos quatro anos de idade. Ele se doutorou em medicina em 1903, com uma tese sobre a ureogênese hepática. Ele atuou incansavelmente na pesquisa, no atendimento aos doentes e em inspeções de saúde pública quando Nápoles sofreu uma epidemia de cólera em 1911. Permaneceu célibe, fazendo de toda a sua vida uma doação aos doentes e necessitados e à pesquisa científica – foi responsável por pesquisas pioneiras sobre as reações químicas do glicogênio. Não só não cobrava dos mais pobres, como costumava colocar dinheiro dentro do envelope em que lhes dava a receita. Em 1922, conquistou a livre-docência. Morreu em 1927, no meio de um dia de trabalho, depois de atender alguns pacientes.

Beato Lucas Dochier

Nascido em 1914 no município francês de Bourg-de-Péage, Paul Dochier já era médico quando decidiu entrar em um mosteiro trapista (Notre-Dame d’Aiguebelle) em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, adotando o nome de Lucas (Luc). Devido ao conflito, mesmo como monge ele continuou a atender os doentes e feridos, sem nunca cobrar nada. Transferido para o mosteiro de Tibhirine, na Argélia, em 1946 – em 1938 ele já tinha prestado serviço militar no Marrocos –, permaneceu exercendo a medicina, atendendo a população, majoritariamente muçulmana. Em março de 1996, ele foi sequestrado junto com outros seis monges trapistas, durante a Guerra Civil Argelina, depois que a comunidade decidiu permanecer na abadia mesmo diante das ameaças. Ele ficou em cativeiro por cerca de dois meses e ao fim desse período foi martirizado. Ele será beatificado neste ano, junto com outros 18 mártires imolados na Argélia entre 1994 e 1996.

Santa Gianna Beretta Molla

Nascida em 1922, em Magenta, perto de Milão, Gianna formou-se médica aos 27 anos e em seguida especializou-se em pediatria. Ela desejava tornar-se leiga missionária no Brasil, onde estava o seu irmão, o frei Alberto Beretta, para cuidar dos necessitados. Na oração, porém, discerniu sua vocação ao matrimônio. Casou-se aos 33 anos com o engenheiro Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Membro da Sociedade de São Vicente de Paulo e da Ação Católica, ela considerava o exercício da sua profissão um verdadeiro dom recebido de Deus, ao qual correspondia a sua missão. Todas as suas gestações foram difíceis, mas a última teve uma complicação a mais: a descoberta de um tumor no útero. Gianna recusou-se a abortar e submeteu-se a uma delicada cirurgia, que teve sucesso. Sua filha nasceu com saúde, mas a mãe acabou morrendo uma semana depois de dar à luz, em 1962 – em uma oferta da própria vida que o Beato Paulo VI chamou de “meditada imolação”.

Beato Ladislau Batthyány-Strattmann

Ladislau (László) nasceu na Hungria em 1870, mas a sua família – de origem nobre – se mudou para a Áustria quando ele tinha apenas 6 anos. Teve uma infância conturbada: seu pai abandonou a família durante a infância, se tornou protestante e casou com outra mulher. Sua mãe morreu quando ele tinha 12 anos. Formou-se em medicina aos 30 anos, depois de tentar agricultura, química, filosofia e música. Dois anos antes, havia se casado com a condessa Maria Teresa zu Coredo und Starkenberg, com quem teve 13 filhos – além de uma filha com outra mulher, antes de se casar. Aos 32, Ladislau abriu um hospital na cidade de Kittsee – que ainda está em operação e desde 2004 leva o seu nome. Em 1914, herdou um castelo em Körmend, na Hungria, e se mudou para lá no ano seguinte, transformando uma ala do castelo em uma clínica. Ficou conhecido por não cobrar nada das pessoas necessitadas – acabou sendo chamado pelo povo de “o médico dos pobres”. Ladislau morreu em 1931, em Viena, onde ficou internado por 14 meses devido a um câncer na bexiga.

Beato Jacques-Désiré Laval

Quando jovem, Laval tinha dúvidas se entrava para o seminário ou estudava medicina. Nascido em 1803, na cidade francesa de Croth, acabou se doutorando em medicina aos 27 anos, com uma tese sobre a artrite reumatoide. Exerceu a profissão por quatro anos, mas percebeu que estava vivendo-a mal, buscando a própria glória, e redirecionou sua caminhada após um acidente de cavalo que quase o matou. Entrou para o seminário e foi ordenado aos 35 anos. Dois anos depois, decidiu entrar na congregação dos espiritanos e foi enviado em missão para as Ilhas Maurício. Ali, seu conhecimento em medicina o ajudou a cuidar da população, que era formada majoritariamente por ex-escravos. Laval ainda ajudou a comunidade local a se desenvolver na agricultura e no saneamento. Ele compartilhava da pobreza do povo, jejuando para repartir seu alimento e dormindo em uma caixa de madeira. Morreu devido a um AVC em 1864 e se tornou conhecido como o Apóstolo de Maurício.

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