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Atualidades

Bispo suspende padre que se candidatou a vereador pelo PC do B

O direito canônico não permite que padres tenham parte ativa em qualquer partido político.

O bispo de Leopoldina, em Minas Gerais, dom José Eudes Campos do Nascimento, suspendeu um padre afiliado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que se candidatou a vereador na cidade de Visconde do Rio Branco. Eduardo Inácio de Abreu, de 39 anos, registrou candidatura como “Padre Eduardo”. Ele já havia sido candidato a deputado estadual pelo mesmo partido em 2014.

O decreto de suspensão foi publicado ontem no site da diocese. “Decretamos que o Reverendíssimo Padre está suspenso totalmente do exercício da ordem sagrada, do exercício do poder de regime eclesiástico e do exercício de qualquer ofício eclesiástico”, diz o texto. Caso desobedeça à proibição indicada no decreto, o padre Eduardo pode ser demitido do estado clerical, uma situação de difícil reversão.

Dom José Eudes notificou o sacerdote no dia 10 de setembro, requerendo que ele apresentasse em cinco dias úteis um documento que comprovasse a sua desfiliação partidária e a consequente desistência do pleito. O padre não atendeu a ordem do bispo, que emitiu então o decreto de suspensão.

O Código de Direito Canônico prescreve que os clérigos não devem ter “parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais”. O decreto não faz referência ao fato de que o partido em questão se apresente como comunista.

Com a suspensão, que é uma pena que a Igreja Católica aplica para ressaltar a gravidade do erro incorrido por um padre, Eduardo está proibido, até segunda ordem, de celebrar a missa e outros sacramentos, dentro ou fora do território da diocese. A exceção são os casos em que um fiel corre perigo de morte. Nesse caso, ele poderá atendê-lo em confissão e lhe dar a comunhão, a confirmação e a unção dos enfermos, dependendo de cada situação.

Leia a íntegra do decreto.

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