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A mãe de uma criança com síndrome de Down publicou um desabafo no Facebook após o filho ser vítima de preconceito dentro do próprio condomínio, na Zona Norte de São Paulo. Inicialmente destinada aos vizinhos, a carta, intitulada “Comunicado de uma mãe”, foi postada nas redes sociais e compartilhada mais de 4 mil vezes.

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No texto, a contadora Rita Iglesias de Souza Marques, de 47 anos, diz que Fernando, de 6, foi chamado de “doido, maluco e retardado” por outras crianças que brincavam no parquinho no começo do mês. Rita conta que esta não é a primeira vez que Fernando sofre algum tipo de preconceito, mas que, por se tratar de seu próprio condomínio, ela sentiu a necessidade agir.

“Já passamos por várias situações, mas chegou em um limite que eu precisava tomar uma atitude, porque aqui é onde ele mora e vai crescer. O parquinho é onde ele vai passar a infância e aqui é onde ele terá as lembranças dele. Eu decidi tomar uma atitude”, diz a mãe. Na carta, ela explica aos vizinhos que a síndrome de Down não é uma doença e pede para que as crianças sejam orientadas sobre isso.

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Para que todos os moradores lessem a carta, Rita enviou um e-mail para a síndica do prédio pedindo para que ela fixasse o comunicado no quadro de avisos. A moradora não teve resposta e decidiu colar, por conta própria, o recado nos murais. No dia seguinte, os panfletos tinham sido retirados. Posteriormente, porém, a síndica decidiu apoiá-la.

O site G1 entrevistou o advogado Márcio Rachkorsky, especialista em condomínios e, para ele, a gestão do prédio tem o dever de se esforçar pela conscientização. “Uma das obrigações do síndico é manter a ordem, o senso de justiça, e trabalhar pelo respeito entre os vizinhos. Com base nisso, fica claro que a síndica tem o dever de ajudar essa mãe e utilizar todos os meios do condomínio para fazer isso”, disse o advogado.

 

Leia a carta abaixo:

 

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Colaborou: Felipe Koller

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