Cliente reclama de funcionário autista e dona de pizzaria reage
Amanda (à esquerda) tem 10 funcionários com algum tipo de condição especial.| Foto: Reprodução/Facebook

Amanda Cartagine, a dona de uma franquia de uma pizzaria em Greenville, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, coloca o seu negócio a serviço da inclusão. Dos 16 funcionários de sua pizzaria, 10 têm algum tipo de necessidade especial. Imagine então como foi a reação dela quando um cliente ficou insatisfeito com o tempo de resposta de um funcionário autista e pediu a ela para que colocasse uma placa “alertando” a freguesia a respeito da condição do rapaz.

Bom, ela pôs mesmo uma placa, dizendo: “Temos orgulho de ser um empregador que oferece oportunidades iguais e contrata todos os filhos de Deus”. O cliente havia pedido ao rapaz autista que reabastecesse a tigela de alface do buffet. Insatisfeito com a “demora”, reclamou com o gerente, que explicou que aquela não era a tarefa ordinária daquele funcionário. Mesmo assim, o cliente não aceitou a justificativa e sugeriu a colocação da placa.

“Isso me deixou irritada”, contou Amanda ao veículo local WYFF. “Eles são como meus filhos. Queria fazer algo que não fosse rude, mas expusesse meu ponto de vista”. Foi aí que surgiu a ideia da placa que ela afixou na pizzaria. “Se o cliente não está satisfeito com isso, então eu estou satisfeita que ele não volte mais aqui. É o dólar de que eu não preciso”, disse.

“Se você tem a paciência de deixá-los aprender no seu ritmo, quando eles pegam o que têm de fazer, são imbatíveis”, explicou a empresária, que disse que seus funcionários estão sempre sorrindo e são extremamente éticos.

Angie Mosley, mãe de um dos funcionários de Amanda, comentou: “Nós, mães de filhos com necessidades especiais, sempre enfrentamos barreiras e estigmas e ensinamos todos os dias para as outras pessoas que nossos filhos são mais parecidos com eles do que diferentes”. O filho de Angie, Ryan, tem síndrome de Down. “Ele adorou receber seu salário pela primeira vez. Ficou super feliz com o fato de que tinha dinheiro no banco e podia comprar seu videogame favorito”, contou a mãe.

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