Vacinas contra a Covid-19

Vacina da Pfizer protege contra variante britânica do coronavírus, diz estudo

    • Estadão Conteúdo
    • 21/01/2021 09:11
    A variante encontrada no Reino Unido do novo coronavírus pode não ser problema para a vacina da Pfizer/BioNTech, segundo estudo
    A variante encontrada no Reino Unido do novo coronavírus pode não ser problema para a vacina da Pfizer/BioNTech, segundo estudo| Foto: Bigstock

    A vacina da Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e a BioNTech protegerá contra a nova variante do coronavírus identificada no Reino Unido, de acordo com um artigo publicado por cientistas das duas farmacêuticas nesta terça-feira (19). A pesquisa foi divulgada na plataforma BioRXiv, e ainda não passou pela revisão de outros pesquisadores.

    O documento reafirma as descobertas publicadas no início deste mês em outro artigo escrito por cientistas da Pfizer, que também indicou proteção do imunizante contra a nova cepa. Enquanto o estudo anterior testou um vírus feito em laboratório que tinha uma mutação chave presente na variante do Reino Unido, a nova pesquisa testou um vírus desenvolvido em laboratório, com todas as mutações.

    A nova cepa do coronavírus do Reino Unido, uma das que surgiram em todo o mundo nos últimos meses, se espalhou rapidamente em partes da Europa e agora está presente nos Estados Unidos.

    O novo estudo alerta que os cientistas devem continuar a procurar por novas cepas do vírus e observou que não se sabe exatamente quais resultados de laboratório podem indicar uma perda de proteção no mundo real.

    Variantes diferentes

    De acordo com o virologista Lawrence Young, professor de Oncologia Molecular da Escola de Medicina de Warmick, os resultados desse estudo são tranquilizadores, mas não respondem sobre outras variantes, como as identificadas no Brasil e na África do Sul.

    "Esse pré-print mostra que um vírus sintético carregando as mutações que estão presentes na proteína Spike da variante do vírus do Reino Unido (B.1.1.7) podem ser bloqueadas das células infectadas no laboratório por anticorpos de indivíduos vacinados com a vacina da Pfizer/BioNTech", resume o especialista, em depoimento à plataforma Science Media Center.

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