Covid-19

Uso da Hidroxicloroquina contra Covid-19 é colocada em dúvida em estudo nos EUA

Novo estudo, divulgado na terça-feira (21), avaliou dados de cerca de 370 pacientes norte-americanos diagnosticados com Covid-19 em todo o país

  • Por Equipe Sempre Família
  • 22/04/2020 14:33
Novo estudo questiona os benefícios da hidroxicloroquina contra a Covid-19
| Foto: Bigstock

Mais mortes foram registradas entre pacientes que fizeram uso da hidroxicloroquina, de acordo com um novo estudo que avaliou a ação do medicamento contra o novo coronavírus. A pesquisa, que envolveu cientistas espalhados por todo os Estados Unidos, avaliou dados clínicos de 368 pacientes homens com o diagnóstico da Covid-19 que passaram pelos hospitais dos veteranos norte-americanos entre o dia 9 de março e 11 de abril.

Dos resultados, 28% dos pacientes que receberam a medicação morreram, enquanto que entre as pessoas que não receberam a hidroxicloroquina, apenas o tratamento de rotina, a taxa de mortos foi de 11%. Para o grupo de pacientes que recebeu, além da hidroxicloroquina, o medicamento antibiótico azitromicina, a mortalidade ficou em 22%. A diferença, segundo os pesquisadores, entre esse grupo de pacientes e aqueles que receberam o tratamento de rotina não foi considerada grande o suficiente para excluir outros fatores que possam ter contribuído na taxa de sobrevivência.

Risco do uso de respiradores

Com relação à necessidade de ventilação artificial, entre as pessoas que receberam o tratamento de rotina, 14.1% delas fizeram uso do aparelho respirador. Em comparação, o equipamento foi usado entre 13.3% pacientes que receberam a hidroxicloroquina e entre 6.9% dos que receberam a hidroxicloroquina associado a azitromicina.

"Não encontramos evidências que o uso da hidroxicloroquina, tanto com ou sem a azitromicina, reduz o risco da ventilação mecânica entre pacientes hospitalizados com a Covid-19. Uma associação com o aumento na mortalidade geral foi identificada em pacientes tratados apenas com a hidroxicloroquina. Os achados destacam a importância de esperar por resultados de estudos prospectivos, randomizados e controlados, em andamento, antes da adoção dessas substâncias", destacam os pesquisadores no artigo.

O estudo foi divulgado nesta terça-feira (21), por meio da plataforma medRxiv, que traz estudos que não passaram pela revisão de outros pesquisadores. Os resultados, portanto, podem ainda ser contestados.

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