Febre amarela: quando devo me vacinar?| Foto: Bigstock

A confirmação da morte de 38 macacos nos estados da região Sul e Sudeste do país gerou um alerta do Ministério da Saúde para a vacinação da população dessas regiões contra a febre amarela. O animal, quando infectado, pode ser picado por mosquitos e, na sequência, a doença pode ser repassada aos humanos. É importante lembrar que não há transmissão de febre amarela entre humanos, e nem entre macacos e humanos.

No Paraná foram notificadas 34 mortes de macacos, três em São Paulo e um em Santa Catarina, entre julho de 2019 e janeiro desse ano. No mesmo período, foram identificados 327 casos suspeitos da doença em humanos em todo o país. Permanecem em investigação ainda 50 deles, sendo que um caso foi confirmado. Moradora do Pará, a vítima morreu da doença.

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Proteção pela vacina

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Uma das formas mais importantes de proteção contra a febre amarela é por meio da vacinação. O imunizante é distribuído gratuitamente nas unidades de saúde, e é ofertado pelo Calendário Nacional de Vacinação.

A vacina está indicada a crianças a partir dos nove meses e a adultos até os 59 anos de idade, desde que não tenham a comprovação de já terem sido imunizados. Apenas uma dose é suficiente para a proteção completa contra a doença.

Quem não deve se vacinar?

Como a vacina é feita a partir do vírus vivo atenuado, há uma pequena chance de que a pessoa possa desenvolver a doença, em uma proporção de 1 reação adversa para cada 400 mil doses aplicadas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Ainda assim, pessoas acima dos 60 anos de idade, que não vivam em regiões de risco de infecção ou que não vão viajar a essas áreas, devem evitá-la. O mesmo vale para gestantes, bebês antes dos nove meses de idade e pessoas com problemas no sistema imunológico, ou imunodeprimidas.

Ainda segundo a pasta de saúde, entram na lista de pessoas que devem evitar a vacinação:

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  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Pessoas em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Pessoas portadoras de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Vale, no entanto, sempre conversar com médicos especialistas para pesar os riscos da não vacinação.

Mudança no reforço a cada 10 anos

Desde 2017, o Brasil adotou a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a vacina contra a febre amarela pode ser aplicada em dose única - sem a necessidade de reforço a cada 10 anos, como era preconizado anteriormente.

Isso porque estudos mais recentes indicaram que uma dose é suficiente para uma proteção total e completa. Caso tenha sido vacinado com a dose fracionada, ofertada em campanhas de imunização em 2019, é preciso o reforço.

Sintomas e tratamento

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, que dura cerca de 10 dias em média, e tem uma gravidade variável. Causada pelo vírus RNA, é transmitida pela picada de mosquito.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há registros apenas da febre amarela do tipo silvestre, que é transmitida por mosquitos que vivem em campos e florestas. A febre amarela do tipo urbana, cuja transmissão se dá por mosquitos mais comuns ao cotidiano brasileiro, como o Aedes aegypti (mesmo transmissor da dengue, zika e chikungunya), não ocorre no país desde 1942.

Dos sintomas da doença, é preciso ficar atento a:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Dores pelo corpo;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Hemorragias nas gengivas, nariz, estômago, intestino ou pela urina.
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60% é a taxa de mortalidade que a febre amarela pode atingir. É, portanto, considerada uma doença de risco. O tratamento da doença visa, apenas, os cuidados com os sintomas. A prevenção se dá por meio da vacinação.