Corrida pelas vacinas

Anvisa facilita o registro de vacinas contra a Covid-19 no país

    • Estadão Conteúdo
    • 01/10/2020 11:43
    Em nota técnica, a agência permite agora que as empresas enviem informações das vacinas conforme forem sendo gerados
    Em nota técnica, a agência permite agora que as empresas enviem informações das vacinas conforme forem sendo gerados| Foto: cottonbro/Pexels

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota técnica na última segunda-feira (28) que visa simplificar o procedimento de análise dos dados e do registro de vacinas contra a Covid-19 no país. A mudança reduz as exigências para a admissão do protocolo desses novos produtos.

    De acordo com a entidade, a proposta determina que, após a inclusão das informações, a equipe analisará a documentação em até 20 dias. O novo procedimento de submissão, chamado de "submissão contínua", prevê que, conforme os dados técnicos forem gerados pelas empresas, eles deverão ser apresentados à agência.

    "Dessa forma, as empresas interessadas no registro de vacinas Covid-19 não precisarão aguardar a disponibilização de todos os dados e documentos técnicos nem o preenchimento de todos os requerimentos regulatórios para então apresentá-los à Anvisa por meio da submissão do pedido de registro", destaca a entidade.

    Agilidade, mas sem prejuízo

    A Anvisa destaca, ainda, que essa mudança não afetará o padrão de qualidade exigido das vacinas. O objetivo, segundo a instituição, é "acelerar a disponibilização à população brasileira de vacinas contra o novo coronavírus, desde que demonstradas a sua qualidade, segurança e eficácia, conforme os requerimentos técnicos e regulatórios vigentes."

    Vacinas em testes

    Contra a Covid-19, há 10 candidatas às vacinas que estão sendo testadas na fase 3 dos estudos clínicos, com milhares de candidatos, em diferentes países no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há quatro estudos em andamento:

    • ChadOXnCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca;
    • Coronavac, produzida pela empresa Sinovac, testada no Brasil pelo Instituto Butantã;
    • Duas vacinas RNA antiviral da Pfizer - Wyeth;
    • AD26.COV2.S, da Janssen-Cilag.

    Nesta semana, o governo de São Paulo anunciou que, caso aprovada a vacina em testes no estado, a coronavac, a vacinação de profissionais da saúde poderia começar a partir do dia 15 de dezembro. As aprovações dependerão do término dos ensaios clínicos de fase 3, que estão previstos até o fim do ano - pelo menos os resultados preliminares.

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