Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Bigstock
Bigstock
Natalidade

Revogação da política do filho único na China não tem surtido o efeito esperado

Medida implantada há 40 anos foi revogada em 2015 para conter a baixa taxa de natalidade no país, mas agora são os jovens que não querem ter famílias grandes

Com a maior população do mundo, a China há anos vê seu número de idosos crescer, enquanto a taxa de fertilidade (nascimentos por mulher) segue em declínio. Segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, em 2050, 35% de sua população será de idosos – algo em torno de 487 milhões de pessoas. E mesmo a revogação da política do filho único, em 2015, parece não estar surtindo efeitos sobre essa crise.

No ano seguinte à mudança da medida criada em 1970, o país chegou a experimentar um bom aumento no número de nascimentos, com 17,86 milhões de recém-nascidos. Mas em 2017, nasceram 630 mil crianças a menos e a taxa de natalidade passou de 12,95 nascimentos a cada 1 mil habitantes em 2016, para 12,43 em 2017.

Entenda como o declínio da natalidade prolonga a crise econômica

E as projeções do governo chinês para os próximos anos não são animadoras, ao apontarem que a taxa de natalidade deve continuar a cair nos próximos anos. Mas, desta vez, o problema recai sobre os frutos da política: os jovens que agora podem ter filhos, temem não conseguir dar um futuro adequado a seus descendentes e por isso adiam a gravidez ou quando já têm um filho, evitam o segundo.

Agora, por meio de propagandas estatais e declarações, as autoridades buscam incentivar que os casais “tenham mais filhos em nome do país”. A revogação da lei do filho único ainda é restritiva ao permitir que as famílias tenham no máximo dois filhos, então outras políticas têm sido cogitadas como ampliar a licença-maternidade e estimular um segundo filho por meio de incentivos financeiros e fiscais. Mas já há quem defenda o fim definitivo da medida tirando o limite no número de filhos.

Carreira e finanças em primeiro lugar

Segundo a BBC, os jovens chineses estão acostumados a ser o centro das atenções, a ter riqueza material e liberdade pessoal, e seguem uma tendência mundial: concentram-se mais em suas próprias carreiras e felicidade. E esse é um reflexo direto dos anos de planejamento familiar rigoroso e amplo desenvolvimento econômico no país, em que esses jovens cresceram.

Mas talvez a questão que mais preocupa a todos seja a financeira, principalmente para aqueles que já têm um filho. De acordo com pesquisas, criar uma criança em uma cidade pode consumir mais da metade da renda familiar e muitas famílias preferem colocar seus esforços em um só filho ou até em nenhum.

Quase metade dos países do mundo está em crise de natalidade. Por que isso é ruim?

E se nada mudar, em 10 anos o número de mulheres chinesas em idade fértil será 40% menor e isso decorrerá em apenas 8 milhões de nascimentos por ano. A economia chinesa enfrentará grandes problemas com essa realidade. Para sustentar a população idosa, a China conta com o trabalho de pessoas em idade ativa que estão em número cada vez menor. Ou seja, a baixa taxa de natalidade acarretará também em dificuldade no sistema de aposentadorias e serviços voltados para as necessidades daqueles com idade avançada.

A política do filho único

1979: Proposta do governo limita todos os casais a um filho.

1982: Planejamento familiar se torna uma política básica do Estado.

2000: Um casal pode ter um segundo filho, se ambos forem filhos únicos.

2013: Casais são autorizados a ter um segundo filho se um deles é filho único.

2015: Fim da política de um filho, todos os casais podem ter um segundo filho.

***

Recomendamos também:

***

Curta nossa página no Facebook e siga-nos no Twitter.

Newsletter Estilo de Vida

Aqui os valores fazem parte da notícia

Clique e leia
Leia também