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Reflexões para mulheres reais

Baixa autoestima? Saia do celular

Não, você não é a única que se sente mal depois de ver a vida dos outros nas redes sociais.

autoestima

Sabe aquele momento em que você pega o celular, abre o Instagram e fica 10 minutos vendo as fotos no seu feed, 15 min olhando os Stories e mais um bom tempo analisando as imagens sugeridas na seção “Explorar”? E, depois dessa jornada que levou mais de meia hora, você pensa: “nossa, eu realmente preciso melhorar meu cabelo! E essas minhas espinhas, quando vão sair? Essas gordurinhas na minha barriga… nem me fale”.

Após alguns minutos dessa reflexão, você abre o Facebook e vê que sua amiga que viajou para Cancun está curtindo uma praia – enquanto você tem ainda mais três meses de trabalho até as férias. E, assim, num piscar de olhos, os pensamentos pessimistas ressurgem na sua cabeça: “que raiva…. queria eu estar tomando um sol perto desse mar azul, mas ao invés disso estou aqui, e nunca vou conseguir ir para Cancun”.

Se você já teve alguns desses pensamentos, fique tranquila. Você não está sozinha.

É natural do ser humano querer compartilhar com as pessoas próximas coisas da sua vida, sejam elas viagens, acontecimentos felizes ou apenas coisas do cotidiano. Essa tendência é inerente ao homem, e é exatamente desse desejo de compartilhamento que nascem os relacionamentos sociais, como a amizade, por exemplo.

Com o surgimento das redes sociais, as pessoas perceberam que poderiam compartilhar estas coisas boas de um jeito muito mais simples: apenas com um clique, uma foto, uma legenda. Sem mais longas histórias cara a cara. Agora, muitas experiências estão concentradas em um só lugar, e tudo que você precisa fazer para ter acesso a essa coletânea é desbloquear o celular.

Com isso, ao abrir o Instagram, você tem o compartilhamento de experiências não só do seu círculo de amizades ou familiares. Você sabe o dia-a-dia das mais de 600 pessoas que você segue: onde elas almoçaram, o tanto de esforço que elas fazem para estudar, os milhares de amigos descolados que ela tem e o seu relacionamento perfeito. Tudo isso vezes o número de pessoas que você segue. Parece muita pressão na autoestima de uma pessoa só, não é?

Pois bem, de fato é muita pressão. Enxergar esta construção de perfil que cada usuário das redes sociais molda para si mesmo pode ser muito danoso para qualquer um, proporcionando um ritual de comparação com os outros e depreciação de si mesmo que só cresce.

Para analisar a influência que as redes sociais têm na mente dos jovens, um estudo realizado pela Instituição de Saúde Pública do Reino Unido, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, entrevistou 1.479 jovens (de 14 a 24 anos), questionando o sentimento deles em relação ao Instagram. Sete em cada dez dos voluntários disseram que o aplicativo fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem e, para as meninas, o efeito do Instagram foi ainda mais preocupante: nove em cada dez se sentem infelizes com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, pensando até em fazer cirurgias plásticas.

Pode parecer um absurdo meninas tão jovens se sentirem tão mal apenas por causa de fotos, mas incentivos não faltam nos celulares para elas se sentirem deste modo. Ao ver no feed garotas com corpos, cabelos e rostos alinhados com o padrão de beleza imposto pela sociedade ganhando centenas ou milhares de curtidas, elas acreditam que só serão desejadas e queridas se forem deste modo.

Esta comparação contínua cria uma necessidade crescente de aprovação como um motor para se sentir bem.

Assim, o número de curtidas e comentários em postagens e fotos começam a condicionar a autoestima da pessoa. Se ela não recebeu o tanto de likes que estava acostumada nas suas fotos, provavelmente vai pensar que as pessoas não a acham mais tão bonita, ou que ela passou a ficar desinteressante.

As redes sociais se tornam, então, o meio disponível mais fácil para a autoafirmação do ser humano na sociedade, onde cada um tentará ao máximo comprovar seu bem-estar e felicidade aos demais simplesmente por meio de fotos e posts.

Sim, as redes sociais podem ser ferramentas incríveis para melhorar o diálogo com os outros e compartilhar fotos, postagens e memes engraçados, promovendo uma aproximação com amigos e familiares, mas só se forem usadas com moderação. Assim, devemos refletir: será que estamos usando as redes sociais com ponderação e sabedoria? Ou apenas estamos nos comparando com os demais? Talvez essa vida tão maravilhosa que as pessoas desejem ter esteja justamente fora do celular.

 

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1 Comentário

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  1. Excelente reflexão! As redes sociais podem ser muito positivas para o nosso cotidiano. Porém, é preciso de muito equilíbrio e sabedoria no seu uso para que então não traga mais efeitos negativos do que positivos. Além disso, fico sempre preocupada com o impacto que essa visibilidade da vida alheia acaba tendo principalmente em crianças e jovens. Se para nós, adultos, às vezes, já é uma fonte intensa de pressão ver a vida alheia recheada de perfeição, imagina para uma criança ou adolescente ainda em fase de formação.

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