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Natalidade

Quando e como visitar (ou não) o recém-nascido

A chegada do bebê cria uma onda de carinho entre familiares e amigos. Mas é preciso bom senso na hora de conhecê-lo

Colaborou: Caroline Olinda

A empolgação e a ansiedade de avós, parentes e amigos para ver o recém-nascido podem se transformar em tormento para os pais e o próprio bebê. Mas existem indicações que evitam situações inoportunas.

A primeira coisa a se pensar na hora de programar uma visita a um bebê que acaba de chegar ao mundo é o grau de intimidade que se tem com a família. Quando há grande proximidade, especialmente com a mãe, não há problema algum em agendar uma visita na maternidade. Mas, quando a relação não é tão próxima, o melhor é esperar algum tempo antes de ir conhecer o recém-nascido. Como nas primeiras semanas a família ainda estará se adaptando à nova rotina, é preciso compreender que a prioridade dos pais será a criança e não as visitas.

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Em qualquer caso, a regra fundamental é respeitar o desejo dos pais, evitando dar trabalho ou modificar a rotina da casa. Em relação ao bebê, o principal é descartar qualquer ação que possa representar um risco ou estresse ao pequeno. Isso inclui visitá-lo estando adoentado, com resfriado ou outra complicação de saúde. Na dúvida, espere o bebê completar três meses para ir conhecê-lo.

Após esses 90 dias, a rotina da casa com o novo integrante na família está melhor estabelecida, o bebê já tomou as principais vacinas e o seu organismo já conseguiu desenvolver melhor os mecanismos de defesa.

Veja abaixo algumas dicas práticas de como agir na hora de visitar um :

Sem beijo

Resista à tentação e não beije nem pegue nas mãos do bebê. O beijo no recém-nascido é restrito aos pais e a quem cuida da criança. A principal “porta” de contaminação dos bebês está no rostinho, pelo nariz e pela boca. Note que eles levam com frequência as mãos à boca.

Em casa

É bom aguardar algumas semanas para visitar o bebê em casa. Nunca chegue sem avisar ou fora do combinado.

Sem barulho

Seja onde for a visita, evite falar ou rir muito alto. Aglomerações também não são indicadas. Se houver muitas visitas, é melhor ser breve e ir embora.

Não exagere nas dicas

A menos que os pais peçam ou deem abertura para isso, evite ensiná-los a cuidar da criança. Lembre-se: seus métodos ou os dos seus pais podem estar ultrapassados.

Passeios e convites

Crianças com menos de três meses não devem ir para locais fechados e aglomerados. Então, não fique chateado se o amigo que está com um recém-nascido não aceitar o convite para a festinha de aniversário do seu filho. No outono e no início do inverno, esses passeios são especialmente perigosos para as crianças com menos de 90 dias. Nesse período, principalmente na Região Sul do país, há muitos vírus circulando e o risco de contaminação aumenta em locais com pouca ventilação e muitas pessoas.

Crianças

Se você já tem filhos, leve-os para conhecer o bebê apenas se conseguir mantê-los comportados e se eles não estiverem adoentados. Lembre-se de sua experiência.

Odores

Fumantes devem deixar o cigarro de lado pelo menos duas horas antes de visitar o bebê. Também é bom evitar o uso de loções, cremes ou perfumes fortes. Cheiros fortes podem causar alergia ou irritação no bebê.

Fotografias

Antes de sair fotografando o bebê, peça autorização para os pais. Não use flash para proteger os olhinhos do bebê. Deixe que os pais postem fotos nas redes sociais.

Gripe & cia

Se você não estiver bem de saúde – mesmo que seja um simples resfriado – não vá até o recém-nascido. Se já marcou a visita, adie. A pediatra Marcilene Oku, do Hospital Nossa Senhora das Graças, explica que, antes dos 3 meses, o bebê ainda não tomou as principais vacinas, nem desenvolveu as defesas do organismo. Se o encontro ocorrer, evite contato ou ambiente fechado. Quando quem está adoentado é uma pessoa de casa – pai, mãe ou irmãos –, o importante é manter as mãos sempre higienizadas e evitar beijos e outros contatos muito próximos. A mãe adoentada pode usar máscara cirúrgica na amamentação.

Maternidade

As visitas na maternidade devem ser feitas apenas por quem é bem próximo da mãe. E, mesmo nesses casos, evite o dia do nascimento. A mãe ainda está em recuperação e precisa de tranquilidade.

Higiene

Ao chegar à casa do bebê, a primeira coisa a fazer é lavar bem as mãos e braços até a altura dos cotovelos. A pediatra Marcilene Oku lembra que o álcool gel ajuda a higienização, mas água e sabão é o ideal. Em relação à roupa, a possibilidade de contaminação da criança devido a contato com tecidos é mínima. De qualquer forma, evite ficar muito tempo com o bebê no colo.

Sem demora

Empenhados no cuidado da criança, os pais não têm muito tempo. A menos que os pais insistam, fique no máximo 30 minutos e dispense refeições ou cafezinhos.

Presentes

Para o bebê, você pode escolher clássicos como roupinhas, sapatinhos. Para a mamãe, opte por joias, livros sobre maternidade. O pai pode gostar de livros e bebidas.

Privacidade

Se for hora de a mãe amamentar, dar banho ou trocar a criança, é melhor dar privacidade a ela. E, se o bebê estiver dormindo, nem pense em acordá-lo.

Pode colo?

Não peça para segurar o pequeno. Muitos pais sentem-se inseguros. Apenas segure a criança se eles a oferecerem e se você não se sentir inseguro.

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