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Arquivo pessoal/Eliana Figueredo
Arquivo pessoal/Eliana Figueredo
Virtudes e Valores

Professor nina bebê para que mãe possa continuar acompanhando a aula

Em uma sociedade que dificulta de tantas formas a conciliação entre a família e o estudo e o trabalho, Eliana teve a sorte de ter um professor sensível e dedicado

Sob vários aspectos, a sociedade dificulta que seja possível conciliar a paternidade e a maternidade com o estudo e a vida profissional. Muitas mulheres acabam deixando os estudos ou a carreira para cuidar dos filhos, sobretudo quando o pai ainda pensa que apenas a mulher deve se ocupar do cuidado dos filhos. Outras vezes, por necessidade de priorizar a carreira, as mulheres perdem a oportunidade de viver a experiência da maternidade, se fazem pouco presentes na vida dos filhos ou até mesmo acabam procurando pelo aborto.

Eliana Figueredo, porém, teve a sorte de ter um professor sensível e dedicado. Aluna do 8º período de Direito em uma faculdade particular de Teresina, no Piauí, Eliana é casada e tem uma filha de 8 anos um filho de 3 meses, que vai com ela todos os dias à faculdade. A estudante diz que até teria com quem deixá-lo, mas como não quer deixar de amamentá-lo, acaba levando-o junto.

Conciliação entre família e trabalho: uma pauta que precisa estar em foco

Em um dia que parecia comum, Eliana assistia à aula de Direito Penal, com o professor Alessander Mendes, quando Mateus começou a chorar. Sua primeira reação foi a de sair da sala, para não atrapalhar seus colegas nem seu professor. Mas Alessander resolveu fazer a diferença: percebeu a tristeza de Eliana em ter que deixar a classe e, para que a aluna não perdesse o conteúdo, segurou o bebê em seu colo, enquanto continuava a aula. Assim, Eliana conseguiu continuar anotando as coisas que ele ensinava. E Mateus ficou quietinho e parou de chorar.

Eliana diz que não ficou surpresa com a atitude do professor, que sempre se mostrou compreensivo e sensível, desde quando ela estava grávida. Alessander, que é professor universitário há 21 anos, afirma que o papel do docente é mediar e que nunca teve a intenção de medir forças com seus alunos. “Eu sou mediador de conflitos e uma das técnicas foi usar a empatia para valorizar e entender aquela mãe, que queria assistir à aula. Como professor, não devemos estar disputando, mas auxiliando. Ela estar com um bebê porque precisa não é motivo para eu impedir o conhecimento”, defende.

Confira o vídeo:

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