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Casamento e Compromisso

Por que namorar alguém da mesma religião é a melhor decisão para quem quer se casar

O relacionamento amoroso entre pessoas de religiões diferentes pode ser desgastante para o casal e ter forte influência na cumplicidade entre os dois

Convivemos o tempo todo com pessoas que não pertencem à mesma religião que nós, seja no trabalho, na faculdade e mesmo entre um grupo de amigos. Apesar das diferenças, o bom nível de relacionamento pode se manter, já que o respeito tende a prevalecer. No entanto, quando se trata do relacionamento de casais de namorados, ou até mesmo casados, essa conciliação fica bem mais complicada. Um relacionamento amoroso entre pessoas de religiões diferentes pode ser desgastante para o casal e ter forte influência na cumplicidade entre os dois.

Para a psicóloga Silvana Leoni Calixto, um cenário em que o casal pertença a diferentes comunidades de fé exige um maior empenho dos dois para manter o relacionamento. Ela explica que, naturalmente, o relacionamento já exige a conciliação entre as diferenças de comportamento provenientes da cultura de cada um, portanto, acrescentar mais a espiritualidade como um fator a ser adaptaptado pode não ser saudável. “Diferenças enriquecem o namoro e o casamento, mas até certo ponto. A questão da espiritualidade é algo profundo demais”, comenta.

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Quem professa a fé cristã, por exemplo, tende a ver a vida como uma espécie de missão. Espera-se que o namoro e o casamento não sejam só para benefício dos dois. “Acreditamos que Deus une propósitos. Quando escolhemos alguém para compartilhar a vida, não faz sentido estar com quem não gosta do que é mais importante para nós”, avalia o pastor Tiago Augusto Cardoso, da Igreja Metodista do Bacacheri.

Por isso é importante que, ainda no namoro, esse fator seja levado em conta, para que num futuro casamento não haja o desgaste da relação, ou um dos lados acabe sacrificando a própria fé para ficar com quem ama. “A religião traz consigo uma série de valores que estão impregnados na alma como a bondade, compreensão, perdão, amabilidade, generosidade”, explica o padre Marcos Adelino Cordeiro de Lima, capelão do colégio Bosque Mananciais. Se os valores não forem os mesmos, não haverá um relacionamento duradouro. “ É preciso ser prudente e evitar o ‘tiro no escuro’”, completa o sacerdote.

Durante o namoro as diferenças podem até ser maquiadas, já que o casal tende a mostrar suas qualidades e ocultar suas limitações. Quem tenta namorar alguém de outra religião por um tempo até aceita frequentar uma comunidade de fé diferente para permanecerem mais tempo juntos, mas isso dificilmente se torna um hábito a ser mantido por anos. “No aprofundamento dessa relação, o tempo dedicado por um e outro em sua missão religiosa pode suscitar conflitos”, exemplifica Cardoso.

Casamento misto

Para Lima, as diferenças entre as religiões dentro de um casamento podem se tornar uma “pedra no sapato” do casal, que incomodará e dificultará a vida a dois. “ O casamento, além de ter um compromisso de fidelidade, é uma fusão de duas almas”, diz. Se não houver este “casamento espiritual” não poderá haver de verdade um “casamento corporal”, completa.

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Além disso, com o passar do tempo virá a frustração. Porque mesmo que haja o respeito pela fé do outro, a rotina de vida será complicada, especialmente devido à participação de cada um em seus respectivos cultos e também na educação dos filhos.  “Conheço um casal nesta situação e o marido até acompanha a mulher aos domingos na igreja, mas em determinadas situações mais delicadas, em que é preciso compartilhar momentos de fé, eles têm certa dificuldade até na maneira de conversar com Deus”, diz Silvana.

Por outro lado, Cardoso lembra dos vários namoros entre pessoas da mesma religião, que resultaram em casamentos. Salvo os conflitos comuns a qualquer relacionamento, na questão espiritual eles tinham vantagem por terem os mesmos propósitos. “Minha recomendação é que as pessoas procurem alguém que não os abandone na chuva quando as tempestades vierem, mas que lhes ofereça abrigo seguro”, diz.

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1 Comentário
  1. Bom dia , preciso de conselho para uma situação que estou a viver. Estou num relacionamento a 1 ano e 2 meses e em outubro completamos 1 ano de noivado, somos os 2 cristãos com chamado para ministério e confessamos a mesma fé, tenho 32 anos sou mãe de um menino de 4 anos que o pai é falecido, o meu noivo tem 30 anos pai de 2 filhos, acontece que quando fizemos o noivado o ano passado em outubro marcou-se a data de casamento para outubro deste ano, mas o Senhor falou muito forte para o meu coração que não seria aquela data que marcamos, falei com ele e ele também concordou e passado este tempo de lá para cá não conseguimos acertar uma outra data para o casamento, o meu noivo diz que sente que ainda não é momento de casarmos para deixarmos tudo no tempo de Deus, ele diz que já cometeu muitos erros nos relacionamentos passados e que não quer cometer comigo, com estas palavras senti que ele é que ainda não esta preparado. Mas vivemos praticamente uma vida de casados pq partilhamos algumas vezes a nossa futura casa há finais de semana que vou para la devido algumas atividades que tenho na igreja naquela zona, partilhamos finanças pq ele neste momento não esta a trabalhar, partilhamos sonhos e projetos, nos apoiamos muito um nas responsabilidades do outro, e acabo por fazer alguns deveres como cozinhar e cuidar da roupa dele quando estou la e pela graça de Deus ate agora não caímos na fornicação. Mas esta situação toda me tem deixado aflita pq partilhamos tanta coisa e quando é para acertar o casamento nada. Ele diz que quando for para casar há de sentir e vamos resolver tudo , mas eu acredito que para realização de um casamento é necessário uma preparação, uma planificação, um tempo para trabalharmos nisso e organizarmos as coisas. Penso voltar a falar com ele novamente sobre o casamento em Outubro quando fizermos um ano de noivado para ver se conseguimos acertar uma data para 2019. Preciso da vossa ajuda não sei se me estou a precipitar ou devo esperar? Tenho orado para que o Senhor fale diretamente com ele e sossegue o meu coração.

    Deste já agradeço pela atenção

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