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Virtudes e Valores

Por que cada vez mais jovens estão decidindo parar de ver pornografia

Cada vez mais, eles têm procurado parar de ver pornografia ao constatar perda de interesse em sexo real e uma visão distorcida das mulheres.

O acesso a conteúdo pornográfico mudou muito nas últimas décadas. Se há mais de vinte anos um adolescente estava limitado a manter escondida alguma revista ou ficar acordado até tarde para ver cenas rápidas de sexo em filmes comuns, o jovem de quinze anos atrás já podia baixar algumas fotografias em sua internet discada no computador da família e salvá-las em algum disquete.

Mas a geração atual pode ver mais mulheres nuas em seu próprio telefone em apenas dez minutos do que muitos homens mais velhos viram em sua vida inteira. Podem ainda ver cenas que a maioria das pessoas jamais tinha imaginado e muito menos testemunhado. E é exatamente isso que eles escolhem fazer. O governo norte-americano, que está lentamente acordando para o problema, divulgou um relatório em 2012 que diz que um em cada três meninos entre 10 e 13 anos já viu conteúdo explícito online, com quatro de cada cinco deles se tornando consumidores regulares antes dos 16 anos.

Um número cada vez maior de homens de vinte e poucos anos, que cresceram alimentados por essa dieta de pornografia ilimitada, têm reportado alguns efeitos colaterais, que incluem perda de interesse em sexo “de verdade”, dificuldades de ejaculação e disfunção erétil. Simultaneamente, as mulheres também têm sofrido as consequências nos relacionamentos: expectativas irreais a respeito do sexo e uma pressão para que elas se portem como porn stars.

Nenhuma dessas denúncias é nova. A diferença é que agora elas não ganham voz apenas nas igrejas ou em alguns grupos feministas: vêm dos próprios jovens.

Quais as consequências de uma exposição ilimitada à pornografia?

Em maio de 2012, foi postada no YouTube uma palestra do TED chamada The Great Porn Experiment. Desde então, ela foi vista mais de 7 milhões de vezes. Nela, o professor aposentado de fisiologia Gary Wilson afirma: “O amplo uso de pornografia online é um dos mais velozes experimentos globais já conduzidos”. O seu argumento é que nós não sabemos o que acontecem com jovens quando eles têm à disposição uma quantidade ilimitada de pornografia – tanto em volume quanto em variedade – antes de terem qualquer tipo de experiência sexual na vida real. Não há precedentes na história. Somente agora as cobaias da era virtual estão atingindo uma idade em que podem contar o que acontece.

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Um dos principais lugares em que eles estão se reunindo para compartilhar as experiências sobre isso é uma comunidade online chamada NoFap (“fap” é uma gíria em inglês para masturbação), um grupo de apoio e de recursos para qualquer um que queira largar a pornografia. A comunidade propõe o desafio de não consumir pornografia nem se masturbar durante noventa dias – duas práticas que raramente existem uma sem a outra para a geração da internet.

Durante esse período de abstinência, os usuários dizem que primeiro se experimenta uma “linha reta”, quando o seu interesse por sexo desaparece quase por completo, e depois começam a experimentar “superpoderes”, que incluem desde um maior interesse no sexo oposto e uma melhora na autoconfiança até mais energia e vivacidade no dia-a-dia. Na plataforma, os usuários – mais de cem mil – postam atualizações do seu progresso, compartilham dificuldades e pedem ajuda quando sentem que uma recaída é iminente.

Por trás deles estão histórias realmente perturbadoras e frequentemente tocantes de jovens que acreditam que a pornografia faz mal, geralmente por dois motivos: o tempo gasto com ela – com frequência algumas horas de cada vez, normalmente tarde da noite – e a própria natureza do conteúdo. Um usuário da plataforma, Will, um jovem britânico de 25 anos, explica como pouco a pouco se viu atraído por fetiches incomuns, graças ao uso de pornografia: “Eu me vi gravitando em direção ao lado mais escuro dos fetiches particulares – coisas como alimentação forçada e homens sendo amassados por mulheres obesas. Havia vídeos de atrizes pornô tão obesas que mal podiam andar. Pensar nelas me excitava”.

Cada vez mais pesado

A história de Will segue um padrão comum entre os usuários do NoFap. O consumo de fotos de mulheres nuas e vídeos simples de sexo enjoa e dá lugar, pouco a pouco, ao desejo de consumir conteúdo extremo ou de nichos.

Outro vídeo do YouTube popular no meio é uma palestra do TED de um estudante de gênero israelense chamado Ran Gavrieli, que explica por que decidiu parar de ver pornografia. “Eu parei porque o consumo de pornografia injetou uma raiva e uma violência nas minhas fantasias sexuais que antes não existia”, ele começa. “O que a pornografia nos mostra, em 80-90% do tempo – é sexo sem as mãos. Sem toque, sem carícia, sem beijo. As câmeras não estão interessadas em gestos sensuais: elas focam apenas na penetração. Não é isso que genuinamente desejamos”.

“Antes da pornografia, eu costumava fantasiar sobre um cenário em que eu encontraria uma mulher, pensava no que eu diria a ela e o que ela me diria. Mas a pornografia conquistou minha mente. Perdi minha habilidade de imaginar”, diz Gavrieli. “Eu tentava desesperadamente pensar em algo humano e não conseguia, porque a minha mente tinha sido bombardeada por todas aquelas imagens de mulheres sendo violentadas”.

Em seu escritório em Londres, o doutor Thaddeus Birchard, especialista em terapia psicossexual, atende homens com todo tipo de vício sexual, incluindo pornografia na internet. Ele fundou o primeiro programa de tratamento para viciados em sexo do Reino Unido. “O cérebro humano implora por novidade”, explica ele. “É por isso que casais têm uma relação sexual quando fazem uma viagem de um fim de semana mesmo estando abstinentes há meses. E você encontra novidade sem fim na internet”.

Birchard compara o funcionamento do cérebro com uma máquina de caça-níqueis: “Você procura por pornografia na internet e não sabe quando vai ter aquele clique. Você pode ver uns dez vídeos e ter o clique de repente. Ou ver cem e não ter nada”. Essa busca por novas experiências explica por que usuários de pornografia pesada buscam conteúdo cada vez mais extremo. Esse mecanismo é ainda mais poderoso porque durante a excitação sexual estamos programados para não pensar se sentiremos culpa mais tarde.

“A excitação desliga a nossa capacidade de pensar sobre as consequências”, diz Birchard. “Está programada assim. A natureza quer que você multiplique o seu DNA, e você faz isso ejaculando frequentemente no maior número de lugares possível. É literalmente um desligamento, então você para de pensar na sua esposa, no trabalho amanhã cedo, e fica na internet até as quatro da manhã”.

A relação com as mulheres “reais”

Porém, a quantidade de tempo que a pornografia toma ou a culpa que os homens sentem por aquilo a que assistem não é o problema real da maioria dos homens no NoFap. O problema real é como isso afeta o seu comportamento com as mulheres.

O programador Alexander Rhodes, de Pittsburgh, EUA, lançou a plataforma meio que brincando alguns anos atrás, mas agora leva a sério a tarefa de ajudar jovens a deixar a pornografia. Aos 24 anos, ele diz que a pornografia é a versão para a sua geração do tabaco: algo nocivo e viciante cujas consequências estamos aprendendo apenas depois de experimentá-las.

A pornografia age como uma droga no cérebro

A sua própria história, que ele expõe abertamente, exemplifica o que realmente assusta os jovens que o seguiram na abstinência. Enquanto muitos dos usuários da plataforma são claramente desajustados sociais que perceberam que deixar a pornografia lhes deu confiança para se aproximar de uma mulher pela primeira vez, outros são como o personagem de Joseph Gordon-Levitt em Como não perder essa mulher – seu filme a respeito do vício em pornografia: caras normais que já ficaram com mulheres estonteantes, mas que descobriram que preferem a pornografia ao sexo.

Como quase todo homem da sua geração, Rhodes começou a ver pornografia por volta dos 11 anos e aos 19 “estava assistindo ao conteúdo mais extremo e em maior resolução disponível”. “Eu gostava de ver mulheres serem humilhadas”, diz ele. “Durante anos eu não conseguia ter um orgasmo durante o sexo. Era necessário que eu me masturbasse com a parceira, com frequência enquanto eu pensava em pornografia. Não havia nenhum foco na linda mulher real diante de mim – era apenas uma corrida para o orgasmo. Mesmo que eu me considerasse um bom namorado, eu simplesmente separava e despersonalizava a minha parceira como um instrumento para atingir o orgasmo”.

“A minha mente separava completamente emoção, empatia, intimidade, amor, afeto e tudo o mais do sexo. E minhas expectativas faziam minha parceira se sentir objetificada, usada e insuficiente”, conta Rhodes. Assim como Will e outros usuários do NoFap, ele diz que o consumo de pornografia não apenas causou o fim do seu relacionamento, como o próprio prazer com o sexo. E a maioria são jovens que sequer passaram dos vinte e cinco anos de idade.

Uma mensagem positiva

Apesar de todos os relatos tristes de relacionamentos arruinados e excitação perdida, a mensagem dominante que emerge do NoFap e de outros sites antipornografia similares é muito positiva. Mais do que qualquer coisa, eles querem falar sobre como deixar a pornografia mudou as suas vidas.

De acordo com a psicologia, o padrão sexual masculino é estabelecido entre os sete e os nove anos, antes de ser ativado na adolescência. É durante esses delicados anos que toda uma vida de gostos e expectativas sexuais serão criados.

Uma mensagem central de sites como NoFap, Fight The New Drug e Your Brain On Porn é que deixar a pornografia pode “resetar” os danos causados no cérebro e fazer a sexualidade voltar a níveis saudáveis. É o que os usuários comemoram nos fóruns: alcançam novas metas de abstinência e festejam as conquistas.

Com informações de Esquire.

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7 Comentários
  1. Os efeitos da pornografia em seu cérebro

    O que acontece quando se tranca um rato em uma gaiola junto com uma ratinha receptiva?

    Primeiro, se vê uma cópula atrás da outra; daí, progressivamente, o rato se cansa daquela ratinha em particular. Mesmo que ela queira mais, ele já enjoou. Contudo, troque a ratinha por uma outra e o rato imediatamente se reanima e se empenha em fertilizá-la.

    Se você repetir este processo com várias ratinhas diferentes, o rato pode quase morrer de exaustão.

    Isto é chamado de esfriamento – uma resposta automática a parceiros sexuais. E isto é o que faz você se tornar um viciado em pornografia na Internet.

    Como no rato do laboratório existe um mecanismo dentro de você que te impulsiona a fertilizar mulheres, homens e qualquer coisa que você vir em uma tela de computador (Nota: o esfriamento também se manifesta nas mulheres. Estudos mostram que, quando dada a oportunidade, mulheres são tão promíscuas quanto os homens).

    Circuitos primitivos em seu cérebro governam emoções, desejos, impulsos e tomadas de decisões no subconsciente. Seu trabalho é tão eficiente que a evolução não sentiu necessidade de modificá-los muito desde que os seres humanos são seres humanos.

    Mais dopamina, por favor

    Nos ratos, em você e em todos os outros mamíferos, o desejo sexual é despertado através de uma substância chamada dopamina. A dopamina regula o núcleo da parte mais primitiva do cérebro – o circuito de recompensa . É graças a ele que podemos experimentar prazer, mas também podemos desenvolver vícios.

    Seu circuito de recompensa te ordena a fazer tudo aquilo que garanta sua sobrevivência e a transmissão dos seus genes adiante. No topo da lista de recompensas dos humanos estão comida, sexo, amor, amizade e fantasias diversas. Estas recompensas são chamadas de reforços naturais, que são o oposto das drogas viciantes.

    O propósito evolucionário da dopamina é te motivar a fazer o que seus genes querem que você faça. Quanto maior a descarga de dopamina, mais você desejará algo; sem ela, você simplesmente o ignora. Para bolo de chocolate e sorvetes, um estouro de dopamina; para palmito, nem tanto. O sexo e o orgasmo é o que naturalmente libera maiores descargas de dopamina para seu circuito de recompensa. Um dos apelidos da dopamina é a “molécula do vício”.

    Ainda que se possa definir a dopamina como a substância do prazer, tecnicamente essa definição não muito precisa. A dopamina está mais para a busca do prazer, a medida do seu potencial. Apesar de haver controvérsias, acredita-se que a recompensa final e as boas sensações estão relacionadas com os opióides. Dopamina é o querer e os opióides são o gostar. Acredita-se também que o vício é um querer fora de controle.

    Fantasias, fantasias, mais fantasias

    A dopamina surge para os estímulos: um carro novo, um lançamento no cinema, um novo eletrônico – todos nós nos tornamos apegados a algo sob dopamina. Assim como em qualquer novidade, a excitação se vai à medida que a dopamina vai se exaurindo.

    Aqui está como o esfriamento funciona: o circuito de recompensa do rato vai descarregando cada vez menos dopamina para uma mesma fêmea, mas quando uma nova fêmea surge, uma grande descarga de dopamina é liberada. Isso não lhe soa familiar?

    Pornografia na Internet é um atiçador em especial do seu circuito de recompensa, pois os estímulos estão todos a apenas um clique. Pode ser uma “nova parceira”, uma cena incomum, um ato sexual esquisito, ou – pense você mesmo em algo -. Qualquer um pode ficar clicando por horas, experimentar muito mais estímulos em dez minutos do que qualquer um de nossos ancestrais puderam experimentar durante toda a vida.

    E o que o cérebro faz quando se vê em um número ilimitado de estímulos, cuja quantidade é incapaz de suportar? O cérebro se adapta, o que pode levar ao vício.

    Drogas não são os únicos viciantes

    É sabido que substâncias que estimulam a liberação de dopamina, como álcool e cocaína, podem levar ao vício. Mas apenas uma minoria (entre 10-15%) de seres humanos ou ratos que já consumiram essas substâncias se tornaram viciados. Quer dizer então que nós estamos livres do perigo dos vícios? Em se tratando de abuso de entorpecentes, talvez sim. Mas em se tratando de excesso de estímulos de recompensas naturais como sexo, comidas gordurosas, videogames ou jogos de azar, a resposta pode ser não, ainda que certamente nem todos se tornarão viciados.

    A razão do por que podemos nos tornar viciados com comida e sexo superestimulantes, mesmo que não sejamos propensos a vícios, está no fato de que nosso circuito de recompensa nos estimula a procurar sexo e comida, não drogas. Atualmente, os alimentos calóricos (70% dos adultos norte americanos estão acima do peso, 35% estão obesos) e pornografia na Internet (sobre o que você está lendo agora) têm muito mais potencial para viciar pessoas do que as drogas. Ambos sobrecarregam os mecanismos de saciamento – o sentimento de estar satisfeito – porque as calorias e as oportunidades de se reproduzir são a prioridade número 1 dos genes.

    Todos os vícios afetam o cérebro de forma similar

    Pesquisas recentes revelam que os vícios comportamentais (comidas saborosas, jogos de azar ou videogames) e vícios por entorpecentes possuem algo em comum: redução da dopamina e uma queda nos receptores de dopamina do circuito de recompensa. Isto é a base de todos os vícios. Com menos dopamina e menos receptores dessa substância, fica muito mais difícil estimular o circuito de recompensa. Isto leva ao que toos os viciados experimentam: uma resposta indiferente ao prazer.

    O cérebro dos viciados em pornografia na Internet, ao contrário do de outros tipos de viciados, não tem sido estudado até então. Contudo, é ilógico concluir que a pornografia na Internet não produz mudanças no cérebro, quando já foi provado que comidas gordurosas, videogames e jogos de azar são capazes de fazê-lo. (Adendo: Em agosto de 2011, os maiores especialistas da Sociedade Norteamericana de Medicina do Vício -ASAM[8]- publicaram sua nova e avassaladora definição de vício. Esta nova definição corrobora os pontos principais debatidos em “Your Brain On Porn”. Além do mais, os vícios comportamentais afetam o cérebro da mesma forma que as substâncias entorpecentes, em todos os aspectos. Tal definição, na prática, encerra o debate se o vício em sexo e pornografia é um vício verdadeiro ou não).

    Quanto mais prazer, menos prazer

    Apesar de você talvez não perceber, você está aqui porque você tem uma resposta indiferente ao prazer(9). O declínio nos receptores de dopamina e outras mudanças no cérebro te transformaram em um viciado em pornografia. Trata-se de fisiologia, não moralidade.

    O ciclo do vício em pornografia é semalhante a de outros vícios:

    satisfação sob estímulo->anestesia ao prazer->busca por mais estímulo->satisfação retorna sob maior estímulo->posterior declínio nos receptores de dopamina->mais anestesia ao prazer->busca por mais estímulo->satisfação retorna sob um estímulo ainda maior

    E em pouco tempo você já está viciado em pornografia, pois para o seu cérebro, nada mais é tão interessante quanto o pornô.

    Na visão dos seu genes, este é o cenário perfeito – te manter copulando freneticamente – antes que esta “oportunidade valiosa” desapareça.

    O sequestro de seu mecanismo de satisfação

    O consumo excessivo (sexo ou comida) é o sinal do seu cérebro primitivo que você conseguiu alcançar o “prêmio” evolucionário. Sob estímulos suficientes, os receptores e dopamina começam a declinar. Isso te deixa insatisfeito, querendo buscar mais. Esta anestesia ao prazer é o meio que seus genes têm para fazer você continuar buscando comida e oportunidades para se acasalar.

    O mecanismo de satisfação é uma vantagem evolucionária em situações onde a luta por sobrevivência se sobressai ao mero saciamento das vontades. Pense nos lobos, que precisam conseguir até 10 quilos em cada caça de uma vez só; ou em nossos ancestrais, que precisavam armazenar calorias de alta qualidade através de alguns quilos extras para fácil transporte, para sobreviver em tempos difíceis, ou mesmo diante de um harém para ser fertilizado em tempos de acasalamento.

    No passado, essas oportunidades eram raras e passavam rápido.

    O ambiente humano mudou drasticamente. A Internet oferece infinitas oportunidades de “acasalamento” que seu cérebro primitivo pensa que é real. Assim como qualquer outro mamífero que se preze, você vai se esforçar para espalhar seus genes para os quatro cantos, mas aqui a sua temporada de acasalamento não vai ter fim.

    Você clica, clica, clica, se masturba, clica, clica, clica, se masturba, clica, clica, clica. Seu mecanismo de satisfação se sobrecarrega. A evolução não preparou seu cérebro primitivo para estes estímulos sem fim.

    Células que juntas trabalham, juntas se programam

    Como a anestesia ao prazer impele ao uso contínuo do pornô, seu cérebro começa a se reprogramar(11). Essa reprogramação envolve superprodução de substâncias químicas naturais (delta FosB), e o reforço das conexões entre as células nervosas, facilitando a comunicação entre elas. Isto é o que acontece em todo aprendizado, é o que se chama de neuroplasticidade. Quanto mais intensa a experiência, mais fortes serão as conexões. Quanto mais fortes as conexões, mais fácil será para os impulsos elétricos fluírem por esse novo caminho.

    Com o consumo habitual do pornô, você estará aprofundando um canal em seu cérebro. Assim como a água flui por onde ela encontra menos resistência, os impulsos também o fazem, assim como os pensamentos. Assim como qualquer habilidade, quanto mais se pratica, mais fácil é de se fazer. Logo isto se torna automático, sem necessidade de qualquer pensamento consciente. Você formou um profundo canal de pornografia em seu cérebro.

    Uma anestesia ao prazer combinada com um grande canal levando-o a um alívio de curto prazo, é a base de todos os vícios.

    Escala e reprogramação

    O desenvolvimento da tolerância (anestesia ao prazer) faz com que um viciado precise de mais “droga” para obter o mesmo efeito. Usuários pesados de pornografia chegam a perceber que assim que eles desenvolvem tolerância para seus antigos gostos, eles partem para novas direções na busca de emoções intensas. Muitos procuram por coisas que os chocam – talvez porque o que é proibido e temível, combinado com prazer sexual, oferece um grande estímulo ao cérebro… pelo menos por um tempo.

    Por isso, não é incomum que alguém comece a ver pornô com uma foto do traseiro gostoso de uma Jennifer Lopez – e semanas depois se torna excitado com cenas de zoofilia ou estupros.

    Quanto mais intensos os eventos associados (orgasmo + vídeo), ou quanto mais essas cenas se repetem, mais forte é a reprogramação. Cada experiência programa novos gostos ao seu cérebro. Se suas preferências sexuais mudaram, seu cérebro também mudou.

    Definição de vício?

    Alguns acreditam que somente drogas, e não comportamentos, podem causar vícios. Como já mencionado anteriormente, isto é um equívoco. Especialistas na área definem o vício de várias formas. Sucintamente, as etapas de desenvolvimento do vício são as seguintes:

    – Comportamento impulsionado por emoções que progridem da busca para a compulsão;
    – Uso contínuo sob o risco de consequências adversas, e
    – Perda de controle.

    O vício pode vir acompanhado de dependência física e sintomas de abstinência. Muitos usuários compulsivos de pornografia se surpreendem com suas síndromes de abstinência, que se comparam àquelas sentidas por usuários de álcool e drogas.

    O que faz a pornografia na Internet ser única?

    Está claro que hoje em dia a pornografia na Internet é de fácil acesso, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, gratuito e privado. A forma com que é usada mantém os níveis de dopamina anormalmente elevados por um longo período de tempo, tornando-a especialmente estimulante e potencialmente viciante.

    Sites de recupereção frequentemente associam que o vício em pornografia na Internet se deve à combinação de masturbação e orgasmo com atuações estimulantes e chocantes. Com certeza ambos desempenham um papel, mas o que se destaca a pornografia na Internet das demais é:

    1) Possui fantasias extremas – centenas de novos parceiros sexuais por sessão. As fantasias são altamente estimulantes, e a pornografia atual não lembra em nada a Playboy, de imagens estáticas e conteúdo finito que seu pai consumia. Os usuários frequentemente relatam que mesmo o sexo real se torna chato em comparação com o pornô.

    2) Diferente do que acontece com comida e drogas, onde há um limite para consumo, não existe nenhum limite prático para o consumo de pornografia na Internet. Os mecanismos naturais de saciamento do cérebro não são ativados, até o momento do clímax. Mesmo assim, o usuário pode partir para algo ainda mais chocante para ficar se excitar novamente;

    3) Com comida e drogras, a única daneira de progredir no vício é consumindo mais. Com o pornô é possível progredir tanto com “parceiros” de fantasias quanto por assistir práticas sexuais novas e incomuns. É bem comum um usuário procurar por pornografia mais pesada.

    4) Diferentemente de comida e drogas, a pornografia na Internet muitas vezes não chega a ativar os mecanismos naturais de aversão. A aversão ocorre quando você não gosta de como uma droga, ou muito purê de batata amanhecido, te faz sentir.

    Muitos sintomas, uma única causa

    Muitas vezes os viciados em pornografia sentem uma variedade de sintomas que não conseguem associar ao uso exagerado do pornô. Alguns desses sintomas são:

    – Angústia relacionada à progressão em busca de ponografia mais pesada;
    – Impotência copulatória (Só se tem ereção com o pornô, e não com parceiros sexuais);
    – Masturbação frequente com pouca satisfação;
    – Ansiedade social severa, que vai se agravando;
    – Aumento da disfunção erétil, mesmo com pornô mais pesado;
    – Gostos mórbidos de pornô que não refletem sua orientação sexual (HOCD)(12);
    – Dificuldades de concentração, inquietação excessiva;
    – Depressão, ansiedade, lapsos de memória.

    Há boas razões para acreditar que estes sintomas surgem em decorrência da anestesia ao prazer e a reprogramação cerebral. Ambas são mudanças estruturais do cérebro, que precisam ser revertidas.

    Dando um reboot em seu cérebro

    Se este fenômeno está por trás de seus sintomas, você precisa restaurar a sensibilidade de seu cérebro. Isto é chamado de “rebooting”. A melhor forma de dar um reboot é dar a seu cérebro um descanso de todo o estímulo sexual intenso – pornografia, masturbação, orgasmo e fantasias sexuais – até que ele recupere sua resposta natural a esses estímulos (Acima de tudo, para muitos usuários a masturbação está fortemente ligada às fantasias, por isso deve-se evitar ambos).

    É claro, no princípio isto é muito difícil. O cérebro não pode mais depender do estímulo contínuo da dopamina (e outras substâncias neuroquímicas) associada à pornografia pesada. Suas conexões reforçadas ligando a satisfação de curto prazo a qualquer gatilho que seu cérebro associa ao pornô, estão a mil. Gatilhos como ficar sozinho em casa, imagens picantes ou mesmo stress e ansiedade, ativam a rotina pornô de seu cérebro. A única forma de enfraquecer essas conexões do subconsciente é parar de usar (reforçar) este caminho, e buscar ajuda comportamental. Gradualmente, esse caminho associado à pornografia e à fantasia sexual irá enfraquecer.

    O reboot não só vai parar de ativar a rotina pornô, as também vai ajudar seu cérebro a voltar a ter a sensibilidade de antes. Lembre-se, mentes anestesiadas ficam desesperadas por estímulos, e sua liberdade depende de uma mente balanceada. Aí então você poderá escolher entre seguir o caminho da excitação erótica ou ou algum caminho mais saudável. Não é nem necessário dizer que o reboot não vai garantir que você estará seguro contra os efeitos da pornografia na Internet no futuro. O cérebro humano estará sempre vulnerável a uma espiral perigosa estímulos e fantasias, e o cérebro de um ex-viciado em pornografia terá sempre uma forte via erótica, que será fácil de ser reativada.

    Fonte

    Leia mais: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-problemas-causados-pela-pornografia-na-internet#ixzz4b2J7e02y

    • Introdução

      Insatisfação. Tristeza. Culpa. Era assim que eu me sentia toda vez que acabava uma sessão de punheta + pornografia, acreditando piamente que eu conseguiria encontrar, de alguma forma, a felicidade, me masturbando. E com isso eu tentava buscar a felicidade e a plenitude de minha vida em um vício que, ao invés de me agregar valores importantes, contribuiu apenas para degradá-la. Estava eu envolto sobre uma capa de mentiras e histórias para boi dormir, que eu escutava tanto da grande mídia, quanto de alguns amigos meus, e até mesmo de meu pai. Eram histórias como: “ah, pornografia não faz tão mal assim, cara”, “Pornografia faz bem sim!”, “não faz mal nenhum só dar uma olhadinha”, “você não gosta de mulher não, é, cara ?!”, “se não matar o desejo, sua bilola vai explodir”.

      O mundo nefasto da pornografia entrou em minha vida quando eu tinha aproximadamente 11 para 12 anos, quando comecei a descobrir a masturbação, e intensificou-se ainda mais quando alguns amigos meus me apresentaram sites como Redtube e Xvideos, mais ou menos enquanto eu cursava o atual 7º ano Fundamental (antiga 6ª série), e diziam-me que eram sites de “joguinhos”. Lembro também, claramente, que eu tinha curiosidade, creio eu natural, para ver mulheres peladas, e os vídeos pornôs seriam uma ótima oportunidade naquela época de ver mulheres super gostosas e ter prazer com isso. Afinal, todo menininho, quando tem aula de natação, fica subindo no vestiário das meninas para ver se consegue ver alguma amiga pelada. Era isso pelo menos o que nós fazíamos. Tentávamos e tentávamos subir nos muros, sem ser vistos pelos professores. Eram bons tempos, pois estávamos curiosos em descobrir o sexo, o mundo das “mulheres”, o prazer sexual, e fazíamos isso com uma certa inocência. E a pornografia, para mim, mostrava-se, naquele momento, como essa válvula de escape da curiosidade sexual. Algo que, teoricamente, seria bastante normal e que não poderia fazer qualquer mal.

      Minha mãe, porém, me dizia para ter cuidado com alguns sites na internet, informando-me que nem todos os sites faziam bem para mim. Em outras palavras: ela estava falando da pornografia. Só cheguei a essa conclusão bem mais na frente, quando me dei conta do mal que a pornografia fazia em minha vida e me lembrei que minha mãe já tentara me alertar sobre o lado ruim da internet. Sendo assim, a curiosidade batia em meu coração, mas ao mesmo tempo que eu sentia vontade de acessar esses sites pornôs que me foram apresentados, eu sentia uma certa repulsa por aquilo. Era claramente um misto de emoções, misto de fazer o que se quer e fazer o que a consciência pede.Mas o vício deve ter falado mais forte, só pode! Eu acessava os vídeos, e achava aquilo bom, pois ora, eu estava num hárem com milhares de mulheres sem precisar sair de minha casa! Era o paraíso que todo homem (ou menino) queria para sua vida. Mas antes da internet chegar em minha casa, abrindo-me tamanha possibilidade de ver tantas mulheres, eu me deleitava com aquilo que tinha. Vários sábados eu fingia para minha mãe que estava dormindo, mas madrugava acordado esperando o Cineprivê da Band começar para ver algumas poucas mulheres peladas, em comparação com as milhares de mulheres que a pornografia em Full HD nos exibe hoje. Armazenava algumas fotos de baixa qualidade no meu celular, e tremia de medo se alguém quisesse ver o que tinha no meu celular. Escondia alguma fotos de mulheres de biquini, pegava revistas da Avon, e quando pintasse oportunidade certa (tempo ocioso e solidão), eu iria me masturbar. E quase sempre as sessões eram antes de dormir, acreditando eu que estivesse fazendo algo para relaxar. Ledo engano! Eu vivia, portanto, acreditando que a pornografia e a masturbação eram saudáveis para mim, ou pelos menos não faziam tão mal assim. E assim sobrevivia. Cheguei a ter um namorinho de 35 dias (lembro-me bem, afinal, foi o primeiro ahsuahs), também na 6ª série, com uma gaúcha desenrolada e simpática, que eu tinha uma queda por ela e ela uma queda por mim. Mas eu não sabia bem como me comportar diante de um relacionamento, e acabei por terminar o namoro com ela, por achá-la muito saidinha com os outros meninos. Depois desse primeiro “relacionamento”, eu comecei a preferir ficar solteiro do que ter que investir em um relacionamento e ter que cuidar dele todos os dias. E solteiro eu fiquei até o 2º ano do Ensino Médio, quando tive um outro namoro, já mais sério. E aqui entra a tal da Pornografia na história: durante todo esse período de solteiro, ela apresentava-se para mim como um modo de eu ter mulheres, sem, realmente, ter uma mulher. Como minha desenvoltura nas baladas não era lá essas coisas, ficar com várias meninas era um pouco complicado, a menos que eu aprendesse sobre o assunto; ao mesmo tempo que eu queria ficar com várias meninas, eu me acomodava na zona de conforto e podia ter o que eu queria sem precisar me esforçar e sair de minha casa. Eu tinha os sites pornôs, e aparentemente eles eram melhor do que uma mulher real. E essa tal da zona de conforto é uma desgraça. Cheguei a ter algumas paixões, mas eram apenas platônicas, pois nunca se concretizaram em relacionamentos. Nesse meio termo eu passei então aproximadamente uns 4 anos solteiro e sem ficar com nenhuma menina.

      Quatro anos solteiro, e igualmente aproximadamente quatro anos me deleitando com pornografia, e cada vez mais acabando com minha vida, sem saber. Tive um outro namoro e, diferentemente do que eu ouvia falar, que quando eu arranjasse uma mulher a pornografia ia parar, eu continuava a me masturbar e consumir pornografia. E a minha escalada de gêneros pornográficos era sempre presente. Começava por vídeos de lésbicas, que eu julgava ser uma pornografia leve, que não afetaria tanto meu cérebro, mais logo logo estava em categorias de sadomasoquismo, pois a dopamina no meu cérebro já não estava sendo suficiente. E eu me sentia muito mal ao consumir pornografia enquanto namorava, pois eu sempre procurava respeitar muito a dignidade de minha ex-namorada, respeitando-a e tratando-a sempre bem, mas vez ou outra eu me pegava em uma sessão de pornografia. Também não continuei com ela, e não sei se pela mesma incapacidade de manter um relacionamento mais duradouro, de investir meu tempo em um relacionamento, ou se ela realmente não fazia meu tipo.

      O fundo do poço

      Em alguns momentos eu tinha uma ligeira impressão que a pornografia realmente fazia um mal para mim, mas ainda assim eu tinha pessoas a minha volta que me diziam o contrário: “ah, pornografia não faz tão mal assim, cara”, “Pornografia faz bem sim!”, e outros.”. Eu também não tinha coragem de conversar com minha mãe sobre isso, pois era como se existisse um bloqueio em mim, ainda que ela fosse completamente aberta para conversar comigo sobre qualquer coisa.

      Era o dia 24 de setembro – dia de sábado – do ano de 2016. Lembro-me bem pois é algo marcante para quem está viciado e no fundo do poço. Nesse dia meus pais [leia-se minha mãe e meu padrasto] não estavam em casa, tinham saído para algum evento religioso aqui próximo. Então estava eu aqui sozinho em casa, sem uma rotina estipulada das coisas para fazer naquela tarde, portanto eu estava teoricamente livre e sem ter o que fazer.

      Como eu já vinha me masturbando há muito tempo, com uma frequência de quase todos os dias, eu vi nesse tempo livre a oportunidade de aproveitar e me deleitar na Pornografia [eu achava que eu ia “aproveitar”/”deleitar” alguma coisa…]. Na realidade o meu desejo era poder relaxar, uma vez que eu estava com o desejo de bater uma punheta vendo um vídeo pornô “legalzinho”, e dar vazão à essa vontade, e logo depois, na minha concepção, eu iria estar mais calmo para poder estudar, pensar na vida e fazer as minhas atividades. Não foi assim que aconteceu.

      Na primeira masturbação, eu senti um certo alívio, mas o problema é que o desejo de se masturbar com pornografia não acabava, e eu tive vontade de me masturbar mais uma vez, afinal eu estava sozinho em casa, não tinha ninguém para me vigiar [tinha apenas meu cachorro haha] e eu podia “aproveitar” para bater quantas punhetas quisesse. Antes de partir para a segunda masturbação, eu parei, pensei um pouco comigo, e disse: “Rapaz, já batesse uma punheta, pra quê outra? Já não foi suficiente?”. Resposta: não foi suficiente. Na tentativa de relaxar, eu acabei ficando ainda mais ansioso, e ao invés de sentar para estudar, pois ia ter uma prova na semana seguinte, aquela vontade de se masturbar novamente passava por minha cabeça, me atordoando. Depois de uns 20 minutos, fui me masturbar novamente, no mesmo site pornô, com várias abas abertas, consumindo conteúdos de pornografia pesados (muitas vezes em HD), que não condiziam com o que eu acreditava que fosse uma relação sexual.

      Esse dia, para mim, foi o fundo do poço. Não foi apenas esse dia, nem foi apenas ter me masturbado praticamente duas vezes seguidas. Foi uma série de eventos que aconteciam, e que eu via estarem totalmente associados com o consumo de Pornografia. Eu apenas não possuía o esclarecimento que o aparato científico e os que o e-book, o blog do Magrão, do Toguro e o site do Projeto nos dão . Conto aqui para vocês…

      O mal que a pornografia faz. Primeiro ponto.

      Minha primeira suposição de que a Pornografia estava fazendo um mal em minha vida veio quando eu entrei na faculdade, em 2015. Nessa fase de minha vida, eu já tinha tido uma tentativa de parar – sem conhecer o Método Como Parar – na qual eu fiquei aproximadamente 3 meses sem PMO, justamente no final de 2015. Isso sem bloqueadores, sem e-book, sem nada. A minha suposição fora que, teoricamente, eu escolhi um curso que eu gostava, que me identificava, porém o rendimento na faculdade foi bastante medíocre. Isso porquê, nesse tempo, eu não sentia motivação para vencer barreiras, motivação para parar, aprender, se esforçar… Eu estava já me anestesiando com o vício. Nem sei como passei nas cadeiras, pra falar a verdade.

      Minha rotina era ir pra faculdade de manhã, voltar de tarde, bater uma punheta, e estudar. Abrindo um parênteses aqui, a parte de minha rotina que era Estudar, quando existia, era bem medíocre. Eu tentava estudar, mas a concentração era baixíssima, meu rendimento nos estudos era muito baixo; passar 1h estudando era quase um martírio, eu ficava ansioso para que desse logo essas 1h e eu cumprisse com a minha obrigação. Com isso, estudando pouco, baixa concentração, sem determinação, meu rendimento era, oh, uma bosta. Foi nesse período que eu reprovei minha primeira cadeira da faculdade.
      Não vou demonizar meu vício em Pornografia, para não exagerar nas proporções, mas sei que se existiu uma variável que afetou consideravelmente meu rendimento nos estudos foi o fato de eu ter implicitamente acrescentado à minha rotina uma sessãozinha de Pornografia. E olhe que o meu relato é só mais um, no meio de tantos outros que eu já li atestando a mesma coisa. Foi o vício em Pornografia, eu diria, o responsável por entre 85 a 90% desse minha fase. Estamos falando aqui do ano de 2015. Primeiro Ponto.

      O meu objetivo, naquele momento, era me informar e mudar de hábito. Como mudança prática, toda noite antes de dormir eu lia a Bíblia por pelo menos 15 minutos, o que era muito bom. Tanto por que era uma atividade em substituição à Pornografia, quanto porque eu lia a Palavra de Deus. Passei, como disse, cerca de três meses sem PMO. Sem bloqueadores, sem nada. Só força de vontade mesmo.

      Segundo Ponto.

      Sem bloqueadores, sem um método, sem o relato dos outros ex-usuáros, a coisa não deu muito certo. Em março eu recaí, e simplesmente não conseguia me livrar desse vício. Voltava, aos poucos, a ver pornografia uma vez na semana, duas vezes na semana, quatro, seis, todo dia. Era a frequência aumentando e o conteúdo sendo cada vez mais pesado. Eu ia escalando para gêneros mais pesados, de vídeos de lésbicas, para categorias cada vez mais pesadas. Nisso, eu estava no 3º período da faculdade, prestes a concluir meus quatro anos do curso de italiano, que eu gostava e gosto pacas de estudar [me dá um tesão danado…].

      O que é que o meu curso tem a ver com o vício? Tem muito a ver, pois na cerimônia de conclusão – que foi com minha turma que só tinha senhorinhas simpáticas e um homem, simpático também, que tem a idade pra ser meu pai – eu cheguei na Escola e estava super ansioso, nervoso, preocupado, mas o que me estranhava era justamente o fato de eu estar nervoso, ansioso, preocupado, em um nível que eu nunca tinha sentido antes.

      Incomodava-me muito também o fato de eu observar a minha professora como um objeto, e não como uma mulher realmente. Ela era super simpática, delicada, loirinha de olhos azuis. Isso me incomodava, ao ver aquela “menina” jovem, legal, simpática, mas que eu só conseguia enxergar como uma extensão da Pornografia, sendo tentado a olhar pros peitos, bunda, etc. Parecia que eu era um animal, que não controlava os impulsos.

      Na cerimônia, eu estava super ansioso. Tivemos uma foto do grupo, e eu simplesmente não conseguia sorrir, pois estava quase que paralisado, e isso nunca tinha acontecido antes comigo. Eu sou tímido, mais na minha, porém a esse nível de timidez eu nunca tinha chegado antes.
      Isso foi há uma/duas semanas antes do meu fundo do poço, dia 24 de setembro de 2016. O segundo ponto que me fez ter certeza que pornografia fazia mal, e que eu tinha que parar, fazer o que fosse preciso.

      O encontro com o site Vicio em Pornografia Como Parar

      No dia seguinte, sem mesmo saber, eu começava o meu primeiro Reboot, sem imaginar que precisava instalar os bloqueadores, ler o ebook, e tals. Passei uns 10 ou 15 dias sem os bloqueadores, até que me convenci que precisava instalá-los como uma parte do processo de restauração. Notei os primeiros sintomas positivos no Reboot: maior concentração ao estudar, mais disposição ao acordar e ao longo do dia, maior confiança com as mulheres, ansiedade muito mais controlada, sem falar nos benefícios que eu não me lembro. Os primeiros dias não foram muito entediantes, pois com duas semanas depois do meu fundo do poço, eu estava indo para um encontro de jovens próximo de minha cidade, onde discutimos sobre religião, política, sociedade, e vários outros temas, sob uma perspectiva cristã, sempre dialogando com aqueles que não compartilham necessariamente dessa mesma fé.

      Na volta, eu já percebia o quanto que parar por três semanas de consumir pornografia produziu na minha vida. A autoestima estava bem melhor, minha disposição lá em cima, minha concentração idem, e não tinha como eu não perceber que isso se dava em virtude do desligamento com a pornografia.

      Fiquei ao todo 33 dias sem PMO, quando eu cai consumindo uma sessão de pornografia na noite de uma terça, e mais duas sessões de P na minha do dia seguinte. Eu me enganava pensando que precisava lançar pra fora toda energia sexual acumulada durante esses 33 dias, o que no fundo só me gerou mais arrependimento e insatisfação. Procurei não desanimar, porém, lendo os relatos do e-book e o capítulo do livro que fala sobre as recaídas, um momento que a gente não pode nunca desanimar. Pra me levantar foi difícil, fiquei com a vontade de masturbar com Pornografia por uns quase 10 ou 15 dias, e depois disso foi passando. Foi durante esses dias iniciais do meu segundo Reboot que eu tive uns sintomas levemente depressivos, pois num domingo eu estava muito triste, me sentindo sozinho e eu não conseguia sair de minha cama nem conseguia fazer nada. Era também um momento que eu precisava desabafar com meu pai, pois eu havia me lembrado que ele tinha me estimulado para ver pornografia quando eu era um pouco mais jovem, o que me deixou bastante triste ter me lembrado desse fato. No dia seguinte eu conversei com ele, falando sobre o vício em pornografia, sobre o fato de ele ter me influenciado a consumir pornô e acho que foi uma conversa saudável. Como eu não moro com ele, pois meus pais são separados, ele veio se encontrar comigo para almoçar e falar também das dificuldades que ele está passando em sua vida pessoal. Depois desse dia foi como se eu me sentisse restaurado. Uma coisa que eu não tinha vontade era de voltar a me masturbar, mesmo passando por essa bad que eu também nunca tinha experenciado antes. Aproximadamente uns 10 dias depois, tive uma nova bad semelhante à anterior, porém mais sutil, a qual eu pude gerenciar com mais tranquilidade e menos espanto.

      Passados os 21 dias iniciais, foi como se eu tivesse tido um primeiro alivio, uma vez que os primeiros 21 dias são os mais difíceis de se passar. Daí eu diante eu senti que era necessário apenas administrar o meu Reboot.

      Resumo dell’opera

      Hoje, dia 28 de fevereiro de 2017, está fazendo 125 dias que eu estou sem consumir pornografia, e dando continuidade ao meu Reboot, na fase de manutenção, em Hard Mode. Sem Pornografia, sem masturbação, e sem sexo durante este período. Posso afirmar, seguramente, que o homem que sou hoje não é o mesmo de 4 meses atrás. Sinto, atualmente, mais vontade de viver e de lutar pelas coisas que quero conquistar na minha vida. Sei que a jornada não é fácil, mas o guerreiro está, cotidianamente, preparando-se para a batalha. Minha disposição está muito melhor; minha ansiedade com relação as pessoas diminuiu significativamente; tenho mais assertividade nas minhas escolhas; sinto-me como líder de mim mesmo; possuo um objetivo na vida, e lutarei por ele. Apesar de ainda saber que eu tenho uma certa dificuldade em lidar com as meninas, por certa timidez e um pouco de ansiedade ao vê-las logo de início, não deixo de observar os inúmeros outros benefícios que eu tive. Aprendi que, se nosso cérebro consegue se “reconstruir” ao longo da vida, através do fenômeno da plasticidade cerebral, sei que posso trabalhar essa minha pequena ansiedade e insegurança ao lidar com as mulheres, e melhorar neste aspecto. Nada que uma pesquisa e estudos bem feitos sobre comportamento feminino, sedução, e linguagem corporal, por exemplo, possam ajudar. Com uma dose significativa de esforço.

      Eu, sinceramente, acredito que poderia melhorar ainda mais a minha participação aqui no Fórum, que é essencial para seguir bem na manutenção do experimento, que, acredito eu, foi muito bem sucedido. Não posso deixar de agradecer ao trabalho do Projeto, à contribuição do Toguro e do Magrão acerca do fenômeno do vício em pornografia com seus blogs. Como falara mais acima, foi o milagre que eu precisava em minha vida, e acabei percebendo que o milagre é uma construção que nós fazemos em nossas vidas. Não posso desconsiderar o esforço que eu fiz em ler, todos os dias, o e-book e me informar sobre o vício em pornografia. Portanto, também não digo ao amigo que chegou até aqui lendo meu relato que é fácil ou simples. Precisei mudar um hábito que eu fazia durante 6 ou 7 anos, e isso não é pouco, apesar de existirem Rebooters que estiveram viciados por bem mais que isso. E mesmo assim, tiveram muito sucesso também. A luta é cotidiana, não podemos nunca abaixar a rédea. Sempre atentos, desligando-se dos gatilhos que podem nos levar novamente ao vício. “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo.” (Filipenses 3; 13-14)

      Depois dos meus 4 meses de Reboot, sei que só voltarei a consumir pornografia se eu consentir em fazer isso, e também se eu retornar a ver gatilhos de fotos de mulheres de biquíni e fantasiar com elas. Só farei isso se eu for muito irresponsável com todo o esforço que eu fiz durante esse curto período e, sinceramente, eu não quero voltar a consumir pornografia.

      Acessar o meu diário / Data de minha última queda: 26/10/2016

      “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo.” (Filipenses 3; 13-14)

      FOCO, FORÇA E FÉ!

      Fonte: http://www.comoparar.com/t4730-a-jornada-rumo-a-

  2. Chega um momento em que isso coloca em risco sua própria paz espiritual e é nesses momentos em que optamos por simplesmente não seguir mais esse caminho. Infelizmente não somos sexualmente bem educados/orientados e quando nos damos conta já estamos totalmente ambientados as coisas e sequer conseguimos vislumbrar os males que ela podem trazer para a gente.

  3. Penso que a nossa juventude atual tem a sua disposição um “cardápio” repleto de opções para colocarem os seus hormônios em funcionamento, não precisando necessariamente da pornografia impressa ou digital, um tanto quanto sem graça, pois não tem cheiro, não acaricia e muito menos existe ao vivo e a cores.

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