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Foto: Facebook/Mark Zuckerberg
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Atualidades, Religião

O que o papa Francisco disse para Mark Zuckerberg, o dono do Facebook

O fundador da rede social mais popular do mundo deu de presente para o pontífice um drone que fornece internet a regiões remotas

O papa Francisco recebeu hoje (29/08) o fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, acompanhado da esposa, Priscilla Chan, segundo informou o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Greg Burke. Eles falaram sobre como utilizar as comunicações para amenizar a pobreza, encorajar a cultura do encontro e fazer com que uma mensagem de esperança possa chegar especialmente às pessoas mais necessitadas.

Poucas horas depois do encontro, Zuckerberg publicou em seu perfil uma foto com o papa, mostrando o presente que deu a Francisco, um modelo do Aquila, um drone movido a energia solar que pretende levar conexão à internet a lugares remotos.

Já Priscilla destacou em seu post que eles conversaram sobre a sua “missão em comum de alcançar e servir todos os necessitados”. O objetivo em comum não é impedido pelas diferenças de cenário dos interlocutores. Zuckerberg é de origem judia, mas se identifica como ateu e tem afinidade com o budismo.

“Nós dissemos a ele como admiramos a sua mensagem de misericórdia e ternura e o modo como ele encontra novas formas de se comunicar com pessoas de todas as crenças ao redor do mundo”, escreveu Zuckerberg em seu post. “É um encontro que nunca esqueceremos. Dá para sentir o seu calor e a sua ternura e quão profundamente ele se importa com ajudar as pessoas”.

Zuckerberg, de 32 anos, foi à Itália para participar do casamento de Daniel Ek, co-fundador e presidente do Spotify, ontem, junto ao lago de Como. Hoje, participou ainda de um encontro com o primeiro-ministro, Matteo Renzi, e de um congresso na Universidade Livre Internacional de Estudos Sociais Guido Carli, na capital italiana, uma cidade especial para o casal, que passou ali a sua lua-de-mel.

O papa e a internet

Francisco não é, pessoalmente, um grande usuário da internet – “Sou um desastre… Que vergonha!”, disse ele certa vez. O Vaticano não mantém nenhuma conta oficial do papa no Facebook, mas Francisco acumula mais de 3 milhões de seguidores no Instagram e mais de 30 milhões no Twitter, se somadas as suas nove contas em diversas línguas, abertas no pontificado de Bento XVI. O papa também já utilizou algumas vezes a plataforma Hangouts, do Google, para conversar ao vivo com estudantes do mundo inteiro, em um projeto educativo da fundação pontifícia Scholas Occurrentes.

Quando o Vaticano abriu a conta de Francisco no Instagram (@franciscus), em março deste ano, Zuckerberg lhe deu as boas-vindas. “Bem-vindo ao Instagram, papa Francisco!”, escreveu ele no Facebook. “Independentemente da fé que cada um pratica, todos podemos ser inspirados pela humildade e pela compaixão do papa Francisco. Não vejo a hora de seguir o papa – e vê-lo continuar a compartilhar com o mundo a sua mensagem de misericórdia, igualdade e justiça”. O Facebook também é dono do Instagram, bem como do WhatsApp.

Em 15 de janeiro, o papa já havia recebido em audiência o diretor executivo do Google, Eric Schmidt, acompanhado de Jared Cohen, que dirige o Google Ideas. Poucos dias depois, em 22 de janeiro, Francisco recebeu Tim Cook, presidente da Apple. No mês seguinte, foi a vez de Kevin Systrom, co-fundador e presidente do Instagram. Em novembro de 2014, durante uma audiência geral, saudou ainda Melinda Gates, esposa de Bill Gates e promotora com ele de uma fundação filantrópica. Também Zuckerberg e a esposa estão emprenhados em atividades educativas e filantrópicas, através da Chan Zuckerberg Initiative.

Na sua mensagem deste ano para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicada em janeiro, o papa escreveu que os meios de comunicação que a internet oferece também podem ser formas de comunicação plenamente humanas. “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”, afirmou Francisco. “O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral”.

Em 2014, na mesma ocasião, já havia afirmado que “a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”. “A revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus”, escreveu o papa.

zuckerberg e o papa

 

Com informações de Vatican Insider.

Colaborou: Felipe Koller

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