Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Bigstock
Bigstock
Comportamento

O que acontece com as nossas emoções quando não desconectamos

A obsessão por determinados assuntos ou tarefas pode custar caro para o corpo e para a mente, além de afetar o convívio com os outros

Não é a toa que nos últimos anos o número de pessoas que sofrem de estresse e ansiedade só aumentou: o ritmo de vida que levamos hoje nos faz passar horas e horas presos à inúmeras ocupações e preocupações. Isso faz com que nossa mente esteja constantemente ativa não somente no ambiente de trabalho, mas também durante os momentos de descanso e lazer, o que prejudica a saúde, o convívio familiar e, principalmente, as nossas próprias emoções.

Esse ritmo que exige cada vez mais produtividade e resultados é assumido por nós a cada dia com maior velocidade, quem afirma é a mentora de capital humano e professora da Faculdade Estácio Curitiba Erika Lotz. “Se antes chegava 18h e nós saímos do trabalho, hoje com a questão das mídias sociais é como se nós nos cobrássemos por estar 24 horas no ar”, ressalta Erika. “Isso, de fato, pode comprometer tanto a saúde, o humor, quanto as nossas emoções e relacionamentos, porque a mente está constantemente ativa e em movimento”.

Quando não nos desconectamos dessa avalanche de informações e preocupações, entramos em um estado de ativação intenso e persistente que gera tensão, mal-estar e mau humor. Por isso, é preciso começar – mesmo que aos poucos – a fazer o exercício de se desconectar.

Mãe X mulher: o equilíbrio entre os dois papéis é possível?

Ter momentos diários e até dias inteiros realmente livres para podermos nos afastar das coisas que nos preocupam, dar atenção a nós mesmos e a quem amamos, e só então retomar as atividades, a partir de outra perspectiva e mais descansados, é indispensável.

“Quando não fazemos isso, nós entramos em um profundo desgaste emocional e em uma grande ansiedade porque nossa mente está sempre deslocada do momento presente. Então nós nem resolvemos a situação que está sendo vivida no presente e nem resolvemos aquela outra situação futura na qual a nossa mente está”, explica a professora. “Isso tudo acaba impactando naquilo que as pessoas menos querem: a baixa na produtividade ou na qualidade da entrega”.

Estar inteiramente presente

Para reverter essa situação, a especialista afirma que o primeiro passo é estar inteiramente presente no exercício de cada papel que assumimos. “Nós temos diversos papéis, papel de mãe, de pai, de gestor, de esposo, esposa, de amigo”, lembra Erika. “Se neste momento eu estou no meu papel de mãe é fundamental que a minha mente esteja inteiramente presente naquilo que eu estou fazendo, canalizando a minha energia”. A ideia é estar com o foco da energia sempre naquilo que está acontecendo agora.

7 dicas para conciliar trabalho e família

Outra dica importante é fazer constantes autoavaliações do desempenho em cada um desses papéis e também olhar com carinho para a gestão de nosso tempo e das nossas prioridades. Segundo a especialista, é fundamental analisar o que é realmente urgente e o que pode ficar para depois. “Grande parte do desgaste emocional está nas coisas que não são urgentes, mas não conseguimos dizer não para elas”, afirma.

Quando usamos nosso tempo para fazer essas coisas que, por hora, são desnecessárias, ao final no dia nosso sentimento, provavelmente, será de frustração porque outras coisas importantes deixaram de ser feitas e, principalmente, bem vividas. “Apesar da vida turbulenta, das demandas de papéis, das cobranças por produtividade, cobranças internas ou externas, existem escolhas e uma maneira equilibrada de conduzir isso sem que você comprometa a qualidade de um papel porque sua mente está agitada e não está no momento presente”, orienta a professora. “Fazendo isso você fortalece a sua inteligência emocional e suas escolhas”.

***

Recomendamos também:

***

Acompanhe-nos nas redes sociais: Facebook Twitter | YouTube

Newsletter Estilo de Vida

Aqui os valores fazem parte da notícia

Clique e leia
Leia também