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Crédito: Bigstock.
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Saúde

O que a gestante pode e não pode comer?

Pesquisadores constataram que mães que passam por uma dieta alimentícia pobre durante a gravidez correm o risco de ter um bebê que pode desenvolver diabetes tipo 2 e outras doenças quando chegarem à vida adulta

Sabemos que a boa alimentação na gestação traz benefícios não só para a mãe como também pode influenciar no desenvolvimento e nos futuros hábitos alimentares do bebê. Pesquisadores das universidades de Cambridge e Leicester, ambas no Reino Unido, constataram que mães que passam por uma dieta alimentícia pobre durante a gravidez correm o risco de ter um bebê que pode desenvolver diabetes tipo 2 e outras doenças quando chegarem à vida adulta.

Segundo os cientistas, a descoberta auxilia na identificação de pessoas com mais tendência a desenvolver tais patologias, facilitando o tratamento. A investigação científica foi publicada na no periódico Cell Death and Differentiation.

“Sabemos que a dieta da mãe durante a gravidez tem um papel importante na saúde da pessoa na fase adulta, mas os mecanismos do corpo que participam desse processo não são bem compreendidos. Agora, mostramos em detalhes como esse mecanismo interliga uma dieta pobre a doenças que são percebidas à medida que envelhecemos”, diz Susan Ozanne, da Universidade de Cambridge.

A professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Niterói, Flávia da Silva Santos, preparou uma lista com os alimentos que não podem faltar na dieta da gestante, além daqueles que devem ser evitados e abolidos do cardápio. Confira:

 Alimentos que devem ser evitados

  1. Brown coffee background texture. roasted coffee beans. Brown coffee beans close-up of coffee beans for background and texture
    Crédito: Bigstock.

    Café – O excesso de cafeína pode causar baixo peso, prematuridade, alterações respiratórias e cardíacas no feto (não exceder 100 ml ao dia).

  1. Chocolate – Por conter cafeína seus efeitos são os mesmos do café.
  1. Mate – Por conter cafeína seus efeitos são os mesmos do café.
  1. Refrigerante – Rico em açúcar, pode aumentar o risco de ganho de peso excessivo. Os a base de cola, por conterem cafeína, possuem efeitos semelhantes aos do café.
  1. Soja – Por conter a isoflavona (fitoestrógeno), pode estimular alterações hormonais inadequadas no período gestacional.
  1. Adoçantes artificiais – Em excesso, o uso indiscriminado e frequente pode levar ao risco de má formação fetal. Orienta-se apenas para gestantes diabéticas (sucralose, acessulfame K e estévia).
  1. Embutidos (salsicha, presunto, linguiça etc.) – Possui em sua composição sódio em excesso, o que pode favorecer o desenvolvimento de síndromes hipertensivas gestacionais e edema.
  1. Produtos industrializados (congelados, enlatados, etc.) – Por conterem sódio e gordura em excesso podem favorecer o desenvolvimento de síndromes hipertensivas gestacionais, edema e ganho de peso excessivo, respectivamente.
  1. Carnes com gordura – Podem favorecer o ganho de peso excessivo.
  1. Frango com pele – Pode favorecer o ganho de peso excessivo.
  1. Sucos industrializados – Por conterem açúcar em excesso, podem favorecer o ganho de peso excessivo e aumentar o risco do desenvolvimento de diabetes gestacional.
  1. Fígado bovino – Por ser uma fonte expressiva de vitamina A, pode, em excesso, favorecer má formações fetais.

 

Alimentos que devem ser abolidos

  1. Crédito: Bigstock.
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    Peixe cru e frutos do mar – Aumentam o risco de contaminação microbiana, podendo causar prematuridade e abortamento.

  1. Carne mal passada ou crua – Risco de contaminação microbiana, podendo causar prematuridade e abortamento.
  1. Canela – Estimulante de contração uterina, aumentando o risco de abortamento ou prematuridade.
  1. Hortelã – Risco de abortamento e prematuridade.
  1. Boldo – Risco de má formação e abortamento.
  1. Bebida alcoólica – Risco de má formação (síndrome alcóolica fetal).
  1. Peixes contaminados com mercúrio (peixes de grande porte) – Risco de má formação.
  1. Leite não pasteurizado (leite sem processamento térmico) – Risco de contaminação por Listeria monocitogenis (má formação e abortamento).
  1. Queijo não pasteurizado (minas, ricota etc.) – Risco de contaminação por Listeria Monocitogenis (má formação e abortamento).
  1. Ovo cru – Risco de contaminação por Salmonella (má formação).
  1. Frutas e verduras cruas não higienizadas – Risco de desenvolvimento de toxoplasmose (má formação).
  2. Óleo de linhaça – Risco de prematuridade.

 

Alimentos que não podem faltar

  1. Crédito: Bigstock.
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    Legumes – Fontes de vitaminas, minerais e fibras. Necessárias em maiores quantidades na gestação.

  1. Verduras (higienizadas corretamente) – Fontes de vitaminas, minerais e fibras.
  1. Frutas (higienizadas corretamente) – Fontes de vitaminas, minerais e fibras.
  1. Cerais integrais (macarrão, arroz, etc) – Fontes de carboidratos, vitaminas, minerais e fibras. Necessários em maiores quantidades na gestação.
  1. Leite integral esterilizado – Fonte de proteína de alto valor biológico, cálcio, magnésio e vitamina D. Necessários em maiores quantidades na gestação.
  1. Queijos processados – Fonte de proteína de alto valor biológico, cálcio, magnésio e vitamina D.
  1. Peixes de pequeno porte (sardinha) – Fonte de proteína de alto valor biológico, cálcio, magnésio, vitamina D e ácidos graxos poli-insaturados (DHA). Importante para o desenvolvimento cerebral e visual do feto.
  1. Carnes magras (alcatra, mignon, patinho) – Fonte de proteína de alto valor biológico.
  1. Frango – Fonte de proteína de alto valor biológico.
  1. Ovo bem passado – Fonte de colina (importante para o desenvolvimento cerebral do feto).
  1. Sucos naturais – Fontes de vitaminas e minerais.
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