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Divulgação/ Grupo Marista
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Educação dos filhos

No Dia Mundial da Infância, especialista fala da importância do brincar

Não há dúvidas de que brincar é fundamental para desenvolvimento afetivo, cognitivo e social das crianças

Engana-se quem acha que brincar é algo sem importância, só porque é hábito comum às crianças. Do contrário, os adultos deveriam brincar mais, para liberar a criatividade, por exemplo. E para as pequenas, não há dúvidas de que brincar é fundamental para seu desenvolvimento afetivo, cognitivo e social. Anualmente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) celebra o Dia Mundial da Infância, com a proposta de fazer uma reflexão sobre o modo como têm sido formadas as crianças para viverem na sociedade do amanhã. E muito do que elas aprendem sobre isso vem dos valores adquiridos por meio da brincadeira. Marcia Nanaka, especialista em educação infantil da diretoria de ação social do grupo Marista falou ao Sempre Família da importância do brincar e do quanto as crianças precisam ser incentivadas a esse ato.

Como o brincar é importante para que a criança desenvolva suas habilidades sociais?

Por mais que a criança tenha momentos em que há a intencionalidade na brincadeira, em geral esse é um ato natural dela. É que a brincadeira possibilita à criança que ela sinta e imagine, com as pequenas coisas, um mundo diferente. Essa característica é fundamental para seu desenvolvimento social e relacional. Hoje vemos muitas famílias com filhos únicos, por exemplo, e é nesse momento da brincadeira, principalmente em grupo, que ela adquire noções de respeito ao outro, de empatia, e de delimitação de espaço.

Quais valores as crianças podem aprender brincando?

Por meio da brincadeira a criança aprende sobre solidariedade, empatia, respeito, sustentabilidade; conhecem mais sobre a importância da natureza e dos materiais que estão à sua disposição por meio dela, tendo a consciência de preservação e reutilização. Além disso, brincar é fundamental para o desenvolvimento de sua criatividade, tornando-o, no futuro, um cidadão responsável pelo mundo em que vive e pelas pessoas que estão próximas a ela. A criança aprende a valorizar as pequenas e as grandes coisas.

E como você tem visto a brincadeira na rotina das crianças hoje, pensando na quantidade de atividades que muitas delas têm?

Há crianças com uma rotina tão pesada quanto a de um adulto. E ela sequer escolheu isso, porque os pais, na ânsia de proporcionar a elas muito do que eles mesmo não tiveram, querem que elas façam todas as atividades extracurriculares possíveis. Acredito que a partir do momento da escolha do que se irá fazer no contraturno escolar, os pais já podem passar a seus filhos um valor importante: respeito. Não é errado perguntar o que a criança quer e isso mostra a ela que você sabe que ela faz parte daquela família. Além disso, é fundamental que a criança tenha tempo para ser criança. Ela precisa brincar e isso não é “fazer corpo mole”, é ser o que ela tem de ser.

O Grupo Marista tem um projeto em uma de suas unidades sociais chamado Cotidianidades, em que as brincadeiras com acesso à natureza são bastante valorizadas. Hoje vemos que as crianças quando brincam, o fazem em aparelhos eletrônicos. Como mudar esse pensamento dos pais de que brincar no quintal de casa ainda é essencial?

Para haver a mudança do olhar do pai, primeiro ele tem de compreender que a criança aprende a brincar sozinha. Digo isso porque a brincadeira acontece por conta da tradição oral, quando são passados ensinamentos de geração em geração. Em nosso projeto falamos que cada vez menos temos brincadeiras de roda, cantigas, amarelinha. Essas brincadeiras tradicionais vão se perdendo com o tempo e as diversas opções digitais. E também perde a criança quando ela não sai de casa, não tem contato com o que é natural e por consequência não adquire noção do todo. Criança não precisa tanto de tecnologia. E são os pais que mostram isso a elas, quando também saem dos smartphones e da frente da televisão. É preciso qualidade no tempo que se passa com as crianças e isso só acontece quando se está no mundo real e não no virtual.

 

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