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Educação dos filhos

Não é chatice: especialistas defendem que restringir acesso de filhos à internet é questão de segurança

Dos casos que chegam ao Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), da Polícia Civil do Paraná, 30 a 35% envolvem crianças

Lucian Haro, especial para o Sempre Família

Diante de ameaças como o jogo suicida Baleia Azul, em 2017, e mesmo a boneca “Momo”, que voltou aos noticiários no início deste ano, a educadora infantil, Aline Gavasso, decidiu instituir uma nova regra em casa: os filhos só podem acessar a internet se ela ou o marido estiverem por perto.

“Essa foi a forma que encontramos de deixar que eles mexam em sites e páginas que gostam, mas sem que a gente perca o controle do que estão vendo ou com quem estão falando”, explica ela. “Temos muito medo do que possa acontecer”.

Segundo Aline, a estratégia tem funcionado. O Gabriel, de oito anos, já sabe que tem que esperar o pai chegar do trabalho para poder entrar em sites de jogos no computador. Já a Manuela, de apenas quatro, só mexe nas redes sociais, para publicar fotos e vídeos, se ela estiver junto.

Antes de tudo, a segurança

E, pelo que defendem especialistas, essa tem que ser mesmo uma preocupação constante entre os pais. “Uma criança não tem consciência de quem está falando a verdade e de quem está mentindo”, aponta psicóloga Adriana Potexki. “Nem nós adultos podemos garantir que estamos totalmente livres de sermos manipulados por um psicopata”, afirma.

Qual o preço pago por filhos e pais diante da exposição de crianças na internet

O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), da Polícia Civil do Paraná, Demétrius Gonzaga de Oliveira, diz que de 30 a 35% dos casos que chegam até eles, para investigação, envolvem crianças. “São situações que vão desde bullying até aliciamento e exploração sexual de menores. Tudo pela internet e tendo crianças como vítimas”.

Ele explica que, na maioria das vezes, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo algum tipo de assédio ou ameaça depois de muito tempo. “Criminosos usam da inocência delas para agir. Não largue a tecnologia na mão do seu filho sem ele estar acompanhado e orientado”, diz o delegado, que sugere o diálogo franco e direto com as crianças, para mostrar os reais riscos a que elas estão expostas.

Para Adriana Potexki, é preciso romper a ideia de que os pais que traçam limites para os filhos são chatos ou inconvenientes. “Na internet qualquer pessoa tem acesso livre ao seu filho e a gente não sabe quem está por trás. Nesse caso, não é questão de ser chato, mas sim de segurança”, defende.

A psicóloga reforça, ainda, que “na medida em que a criança for tendo a compreensão do que pode acontecer, ela vai entender que a preocupação se trata, na verdade, de proteção”.

Sempre juntas

Tornar-se um parceiro da criança também funciona nesses casos. A confeiteira Esther Tatiane Ribeiro, por exemplo, acredita ter encontrado a medida certa para alimentar o sonho da filha de ser uma blogueira famosa, sem tirar o olho do que ela acessa na internet.

“Hoje, toda vez que ela vai fazer um vídeo novo, nós pensamos juntas no que vai postar. Eu dou ideias e ajudo na produção, na gravação e até na edição dos materiais”, comenta a mãe que participa do processo do início ao fim. “Sei quando ela está navegando e ela me vê como uma parceira, não como alguém que fica controlando”, diz.

Já Isabele, de 11 anos, diz ter encontrado uma seguidora fiel e confiável dentro de casa. “Eu gosto que ela me ajude nos vídeos. Não acho que fique controlando o que vejo. Acho que está preocupada comigo”.

 

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