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Angélica Favretto

Mil Novecentos e Bolinha

Um blog nostálgico

Os aniversários da década de 80 e 90 e suas delícias

As festinhas feitas na sala de casa ou na garagem, com docinho, salgadinho e amigos, eram boas demais!

Delicinhas!
Delicinhas!

Essa na foto sou eu, em um aniversário feito em casa. Se você era criança nas décadas de 80 e início de 90, com certeza teve uma dessas. E vai dizer que não era super legal?! Hoje eu até me espanto com algumas festinhas infantis que parecem quase um Baile de Debutantes. Mas isso é questão de gosto, e gosto (principalmente de mãe) não se discute.

Engraçado é que, da mesma forma com que existem as grandes festas de aniversário para crianças, algumas mães têm optado, novamente, por celebrar a nova idade de seus filhos em casa mesmo. Talvez influenciadas pela saudade de suas festinhas quando crianças, o fato é que convidar amiguinhos e família para comer bolo, salgadinho e docinho na sala de casa, está aí com tudo mais uma vez.

E falando em bolo, salgadinho e docinho, tinha coisa melhor que isso? O brigadeiro quase sempre era enrolado pela mãe, avó e tias, durante alguns dias. A massa de chocolate, se não era caseiro vinha daquelas latinhas pequenas compradas no mercado. Valia o mesmo para o cajuzinho e os beijinhos muitas vezes também. Era lambuzar a mão de margarina, pegar um tanto de massa na colher e dá-lhe fazer bolinhas. Tinha vezes que o braço começava a doer e saia uns menores que as outras, mas com granulado por cima, tava valendo!

 

Sobre bolo eu não posso falar muito. É que eu não sou fã de bolo de aniversário, sabe…E olha que na família tenho uma avó, uma tia e uma prima que fazem esse tipo de bolo muito bem! Mas, não. Não adianta. Não curto.

A vó que faz bolos.
A vó que faz bolos.

Já os salgadinhos precisavam de um especialista para fazer, geralmente. Nem toda a avó ou tia sabe fazer a massinha dos risoles, das bolinhas de queijo ou das coxinhas. E salgadinho ruim em festinha de criança é um pecado! Aliás, se tem coisa que precisa de atenção especial é a coxinha. Aqui está um salgadinho que não pode faltar e que se for feito de qualquer jeito pode até traumatizar. Sério. Aqui em Curitiba, inclusive, tem mini coxinha até para comer no cinema, de tanto que esse salgadinho é bom. Ele, que saiu das festinhas infantis, ficou para a vida! A Coxinha Lovers vende umas bem pequenininhas para que você coma assistindo ao filme, como se fosse pipoca. A receita deles, pelo que vi, é exclusiva e é uma delícia! Agora pensa: se a coxinha lá das festinhas dos proprietários da Coxinha Lovers tivesse sido ruim, eles não teriam um negócio como esse hoje em dia. #ficadica para o capricho na alimentação das festinhas de seus filhos, viu?! 😉

Lindinhas fritando… :D

E o refrigerante? Eu não lembro, pelo menos, de ter suco nas minhas festas. Era refrigerante mesmo e todo mundo bebia tranquilamente. Parece que não existia essa preocupação grande como a que existe hoje com a alimentação das crianças, né? E o refrigerante não vinha em garrafa pet não! Pelo menos nas minhas festas ele vinha em garrafas iguais as de cerveja! Aqui em Curitiba a gente chama esse tipo de refrigerante de gasosa. Não sei como é na sua cidade. Olha aí as garrafas todas em cima da mesa, no meu aniversário de quatro anos:

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Eu, meu pai e uma vizinha…acho.

Outra coisa boa era a playlist. Tocava música de criança mesmo! E é outra coisa que tem voltado: seja com músicas da Disney, Peppa Pig ou Galinha Pintadinha, o fato é que as musiquinhas simples e com letra engraçadinha, tem tocado bastante nos aniversários. Na minha infância, por exemplo, quem embalava a tarde era o disco da Xuxa.

Ah! E não dá pra esquecer dos amigos, né?! Sem eles a festinha não era nada. Pessoal da escolinha, da rua e primos, se morassem perto, enchiam a sala ou a garagem, de alegria! É inevitável que, pelo menos no primeiro ano da criança, os adultos sejam em maior número, mas quer ver a festa pegar fogo, é juntar a criançada para comemorar!

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Amiguinhos e um dos meus tios (o de blusa preta)

Eita tempo bom que não volta mais (ou volta, se você for criativa na festa dos seus filhos…hehe)

*As fotos são do meu arquivo pessoal

P.S: Se você é de Curitiba e quer comer as mini coxinhas no cinema, a loja da Coxinha Lovers fica lá no Shopping Palladium, perto da escada rolante que dá acesso às salas da UCI. Estou avisando porque com coxinha não se brinca e não quero ninguém passando vontade depois. As delicinhas vêm em copinhos e é possível fazer porções mistas com bolinhas de queijo e quibes. Ah! E a coxinha não é só de frango não! Tem vários recheios super gostosos! =P

coxinha

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5 Comentários

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  1. Eu era feliz e não sabia, meu Deus… Olhei as fotos da matéria e bateu saudades dos meus tempos de infância, sou de 1983. Nas minhas festas de infância, o refrigerante era Tubaína Baré nessas mesmas garrafas retornáveis e suco de groselha. Era feito gelatina colorida, pipoca, sanduíche colorido, tantas delícias; e os descartáveis eram de papelão e os garfinhos de madeira da marca “Gina” ou o pedaço de bolo era servido em guardanapos de papel… Era até engraçado comer bolo e pedaços do guardanapo junto, kkkk!
    Eu não sei o que houve com essa nova geração, que tudo tem de buscar os serviços caríssimos de buffet apenas para mostrar status que a pessoa não tem, infelizmente. Essas festinhas de nossa infância sim, nos trazem boas lembranças e muitas saudades é claro!

  2. Os dias são maus… Antigamente, as festas de aniversário eram tão boas, que o politicamente correto nem tinha vez. O bolo era confeitado com granulado de alumínio, ou miçangas coloridas; brigadeiro e cajuzinho, balas de côco nos bolsos a melar; coxinhas e quibes, risoles e esfihas; o refrigerante Baré ou Vedette, igual às garrafas de cerveja, porque só pegava o líquido, deixando o depósito; balões estourando no fim; o palhaço, geralmente uma vaquinha que era feita em família, já vinha “de fogo”, mas divertia a criançada; adultos colocavam a conversa da parentela em dia… Hoje em dia, bolo sem glúten, sem lactose, sem sacarose, sem frutose, sem…… gosto, espetinho vegano, buffet racionado, músicas depressivas, adultos que tem síndrome de Peter Pan, temática homossexual, refrigerante sem graça, álcool gel… a lista é interminável. Nós não tivemos traumas, nem perdemos pedaços pelo “bulling” do Estado, que dita as regras do que comer ou beber… saudades…

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