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Angélica Favretto

Mil Novecentos e Bolinha

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No Limite: o primeiro reality show da Rede Globo

Bem antes de confinar pessoas em uma casa nos Estúdios Globo, a emissora colocava uma galera para sobreviver no meio do nada

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Se você acha que o primeiro reality show produzido pela Rede Globo foi o Big Brother, se engana. Dois anos antes, a emissora se aventurou em mostrar os perrengues que podem ser vividos por grupos formados por pessoas desconhecidas, que precisam sobreviver com poucos recursos e em lugares isolados no mapa. Comer olho de cabra te lembra algo? Pois é, estou falando do programa No Limite.

Apresentado por Zeca Camargo, o No Limite foi baseado em um programa norte-americano chamado Survivor e isso inclusive rendeu alguns probleminhas para a Rede Globo. É que a emissora não comprou os direitos autorais do produto e isso rendeu até processo para eles, o que fez com que o programa fosse tirado da grade depois de três temporadas. Maaaas…em 2009, com tudo legalizado, a atração voltou.

Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

A ideia do No Limite era colocar os competidores em provas bem difíceis que exigiam não só do físico deles, mas também da mente. É que não raro, as equipes tinham alimentação limitada, precisavam lidar com as adversidades de conviver em um grupo em que nem todos tinham afinidades, e ainda lutar para vencer o grupo oponente em provas de resistência e até lógica. Tudo isso somado ao fato de estarem acampados em lugares isolados como praias ou mata, tendo que tomar banho em rio, cozinhar em fogueiras e dormir no chão.

A primeira edição do programa ficou no ar de julho a setembro de 2000 e acontecia na Praia dos Anjos, um nome fictício criado para um lugar próximo à Fortaleza. Eram doze competidores divididos em duas equipes (Sol e Lua) e a vencedora foi a cabeleireira Elaine. Já a segunda temporada estreou em janeiro de 2001 e permaneceu no ar até março, e acontecia na Chapada dos Ventos, nome escolhido para um local na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Aqui os grupos eram divididos entre Lobos Guarás e Araras Vermelhas. Quem venceu o programa foi o estudante Leo.

Lembra da primeira abertura?

A terceira fase do No Limite volta para a praia em outubro de 2001 e teve seu término em 23 de dezembro daquele ano. Agora o local se chamava Praia do Cocal e ficava na Ilha de Marajó, no Pará. O vencedor foi Rodrigo, um policial militar que ficou conhecido como Capitão. Em todas essas temporadas o prêmio era de R$ 300 mil e mais um carro zero quilômetro.

Depois de todo o problema com direitos autorais que contei acima, o programa volta em 2009 para uma quarta temporada. O apresentador continua o mesmo: Zeca Camargo, mas desta vez o prêmio é melhor, passando de R$ 300 mil para R$ 500 mil e o sortudo, ou melhor, o grande resistente, foi a bombeira Luciane. Essa edição, ao contrário das outras, teve 23 participantes e além do domingo, era apresentado também na quinta-feira.

Entre as provas do programa, uma que ficou marcada foi aquela do banquete com iguarias exóticas, na primeira edição. Entre os pratos estava o tal olho de cabra, que quando estourava na boca parecia soltar uma tinta de caneta Bic. Só de ver aquilo já dava agonia, porque demorava até explodir na boca. Que sofrimento. Em 2009 o tal olho de cabra voltou em uma prova. Aqui nessa matéria mostra um pouquinho:

No ano passado, passeando pelos canais de tevê, passei pelo Canal Viva e o programa estava passando. E bem nesse dia que eu parei para assistir, era o tal capitulo do olho de cabra. Coincidência, né?! Fuçando aqui pela internet, vi que de fato a primeira temporada do programa estava sendo reprisada pelo Viva entre janeiro de março do ano passado.

 

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