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Angélica Favretto

Mil Novecentos e Bolinha

Um blog nostálgico

Castelo Rá-Tim-Bum: quando os programas infantis da TV aberta ensinavam muito!

Apesar de ter sido produzido e veiculado na década de 90, sua fórmula educativa é atemporal, podendo fazer sucesso ainda hoje entre as crianças

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Já tem algum tempo que eu sigo no Instagram dois atores que fizeram parte da minha infância: o Luciano Amaral e a Cinthya Rachel. Caso não estejam familiarizados com os nomes, ele é o Pedro e ela a Biba, do Castelo Rá-Tim-Bum. Acho muito legal poder ver que assim como eu, claro, eles também cresceram, têm suas profissões e até família. E é legal poder acompanhar alguns momentos de nostalgia deles, quando postam fotos do tempo em que gravavam programas da TV Cultura, e principalmente, do Castelo.

Toda essa conversa é para dizer que neste post nós vamos relembrar de um dos programas infantis que mais trazem boas lembranças aos adultos e que, inclusive, é passado de pai para filho. O Castelo Ra-Tim-Bum foi produzido e exibido pela TV Cultura no início da década de 90 (mais precisamente entre maio de 1994 e dezembro de 1997), com um total de 90 episódios e um especial de Natal, e tinha como público alvo as crianças entre 3 e 8 anos.

O programa fez tanto sucesso que chegou a ganhar exposição em São Paulo há alguns anos, levando muitos adultos a reviverem seus dias de criança. Teve até quem analisasse a importância do projeto, na formação das crianças da década de 90, como foi o caso de Sátira Machado, autora do livro “Poesia infantil na TV: a experiência do Castelo Rá-Tim-Bum” e professora de educomunicação na PUCRS. Segundo ela, em entrevista ao Zero Hora em 2014, o programa conquistou o público por apresentar o conteúdo escolar de forma lúdica, por meio de quadros que falam sobre matemática, língua portuguesa, geografia, ciências, inseridos no cotidiano.

E de fato. Quanta coisa você e eu aprendemos por meio das divertidas ilustrações do programa? Fosse com as fadas que moravam no lustre do castelo, com o Mau, com o Gato, com Tíbio e Perônio, e mesmo com as crianças que pareciam ter as mesmas curiosidades que a gente que estava em casa. A gente aprendia a ter noções de ecologia, de higiene pessoal e ética brincando! Até hoje eu paro para ver um episódio que esteja passando e acho sempre sensacional e muito atual, podendo facilmente ser apresentado às crianças hoje.

Mas vamos a algumas curiosidades do programa:

  • Você sabia que a abertura do Castelo Rá-Tim-Bum foi gravada de trás para frente? Hoje parece uma coisa absurda, já que até nos celulares temos funções de rebobinar, que nos facilitam a gravação de vídeos nesse modelo. Mas para mostrar o castelo sendo construído ao redor da árvore que acomodava a cobra Celeste e os Passarinhos, a equipe de produção construiu uma maquete que foi sendo desmontada durante o processo. O resultado, claro, é ótimo!
  • O programa foi parcialmente inspirado em outro que também é educativo: o Rá-Tim-Bum. (Falarei dele em breve, por que eu amo também). As duas produções deram origem, ainda, a uma franquia com Ilha Rá-Tim-Bum e Teatro Rá-Tim-Bum. Ah! E ainda tem a TV Rá-Tim-Bum, criada em 2004 e que incialmente só transmitira os programas infanto-juvenis criados pela TV Cultura entre 1980 e 2000, mas que hoje já tem suas produções próprias.
  • O Castelo Rá-Tim-Bum era tão educativo, que tinha parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e por isso apresentava ao final dos episódios as marcas Fiesp, Sesi e Senai.
  • O orçamento usado para produzir o programa também foi algo atípico para a emissora: os 70 primeiros episódios custaram 1,2 milhões de dólares, como mostrou uma reportagem de O Globo, em maio de 1993.
  • Sobre a criação dos personagens: todo o visual de Pedro foi inspirado em um personagem de Peter Pan; já o Nino foi caracterizado com roupas típicas do inverno europeu do século XV. O Tio Vitor tinha traços do pintor Salvador Dali; Tíbio e Perônio foram inspirados nos gêmeos Dupont e Dupond, de “As Aventuras de Tim Tim” e, claro, em O Gordo e o Magro.
  • Ah! E a Caipora, inicialmente seria um Curupira. Mas aí tinha a dificuldade de colocar os pés virados para trás.

Vamos lembrar do primeiro episódio do programa? Aliás, esta é uma lista de reprodução com todos (talvez falte o especial de Natal). Então… DELICIE-SE ASSISTINDO!

Ah! E tem uma entrevista de 2014, com alguns atores, no The Noite do Danilo Gentili:

E esta do ano passado, com alguns outros, mas no Programa do Porchat:

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