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Médicos pela Vida: o grupo que lembrou ao STF que a categoria não apoia o aborto

Grupo de profissionais se organizou em reação à ameaça do STF de legalizar o aborto no Brasil, atropelando atribuições do Congresso Nacional

Em setembro desse ano, logo após a audiência pública no STF que discutiu a ADPF 442, ação que pode descriminalizar o aborto no Brasil, um vídeo protagonizado por médicos viralizou nas redes sociais. Simples, mas impactante, a peça mostrava vários profissionais fazendo o juramento de Hipócrates, texto do século V antes de Cristo, comum em formaturas do curso de Medicina e que cita expressamente o aborto como algo impensável. Os responsáveis pela campanha foram os Médicos pela Vida, grupo que reúne dezenas de médicos engajados na defesa da vida desde a concepção.

O grupo surgiu em março desse ano, após a convocação da audiência pelo tribunal. Segundo a a ginecologista Jordana Bessa Peloso, uma das líderes do grupo, a chegada dessa ação ao STF colocou em alerta uma multidão de médicos pró-vida, já que sinalizava que o Brasil estava copiando o controverso caso “Roe x Wade”, que legalizou pela via judiciária o aborto nos Estados Unidos. “Juntamos os amigos, amigos de amigos, e assim formamos um grupo de aproximadamente 100 médicos na cidade de São Paulo”, diz.

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Quando compartilharam o vídeo na página do Médicos pela Vida, no Facebook, e em grupos do WhatsApp, os responsáveis não imaginavam o alcance que a iniciativa teria. “Em poucas horas eu já estava recebendo o vídeo de volta”, lembra Jordana. “Eram pessoas que eu nem imaginava que poderiam se identificar, muitos médicos, professores da faculdade. Eles se sentiram representados”.

 

O Juramento

Jordana conta que após a divulgação do vídeo, o médico Drauzio Varella, um entusiasta do aborto legalizado e famoso por suas aparições na TV, publicou um artigo no portal UOL, tentando desqualificar o juramento. O texto diz que “o juramento de Hipócrates está tão antiquado que soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-no feito papagaios. Faz sentido jurar por Apolo, Asclépios, Higeia e Panaceia não fazer sexo com escravos quando entramos na casa de nossos pacientes? Ou não usar o bisturi, mesmo em casos de cálculos nos rins?”

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Em defesa dos Médicos pela Vida, Jordana afirma que “o juramento é atemporal, pois trata de valores morais e que os exemplos que ele dá são adaptáveis, basta um pouco de interpretação de texto”. Ela salienta uma parte do juramento em que diz “não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam”, e explica: “Isso significa para o médico de hoje que ele não vai tratar de uma doença da qual não seja o especialista”.

Somente esse ponto já mostra como esse tipo de juramento nunca se torna antiquado. E para Jordana, não é compreensível que só agora as pessoas tenham o interesse de abolir ou modificar o juramento, incomodados com o trecho em que é dito que a nenhuma mulher será dada substância abortiva. “Ele é maravilhoso. É usado na medicina por séculos e séculos”, diz ela.

 

Futuro

O grupo analisa como positiva a fala de alguns especialistas como o médico Raphael Câmara e a advogada Janaína Paschoal, durante a audiência pública de agosto. Para eles a verdade exposta pelos palestrantes a favor do atual entendimento jurídico teve um apelo muito forte. Entretanto, eles sabem que os ativistas pró-aborto não desistirão facilmente e afirmam que estarão atentos ao rumo que o tema seguirá. “Estaremos sempre dispostos a trabalhar em favor dos nossos pacientes, em qualquer estágio de vida ou condição”, diz Jordana.

Quanto aos planos para 2019 eles ainda são incertos, mas diversos médicos em outros estados têm entrado em contato com o grupo. “Agora já sabemos que temos um apoio muito amplo para criar ações mais concretas”, comemora Jordana. E apesar das incertezas, o Médicos pela Vida já está criando uma rede de médicos interessados em oferecer atendimento voluntário. A inspiração vem da entidade “Abortion Pill Rescue”, dos Estados Unidos.

O programa norte-americano conta com um telefone 0800, que é disponibilizado para que grávidas em situação de risco e que tentaram fazer aborto medicamentoso sejam orientadas para um tratamento de reversão que “corta” o efeito da pílula abortiva. Na sequência elas são encaminhadas a médicos credenciados para fazer o pré-natal e outras consultas necessárias, gratuitamente. “Para fazermos algo semelhante no Brasil, precisaríamos ainda esclarecer algumas questões legais junto aos conselhos de medicina”, pondera.

Mais informações sobre o Médicos pela Vida podem ser encontradas na página do grupo no Facebook e também no site oficial. Aos médicos interessados em unir-se ao grupo é recomendado que enviem um contato por mensagem privada.

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