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Foto: Facebook/Personalised by Nat
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Virtudes e Valores

Mãe cria capas personalizadas que podem salvar vidas em caso de acidentes

As frases indicam as condições médicas de pessoas com implantes, síndromes ou necessidades especiais

“Eu tenho autismo e posso resistir à ajuda”, “Meu nome é John. Eu não falo e tenho epilepsia”, “Eu tenho paralisia cerebral. Preciso de ajuda para andar”. É com frases como essas que uma australiana espera salvar a vida de crianças e de outras pessoas com necessidades especiais. Os textos são estampados em capas personalizadas colocadas em cintos de segurança. A ideia é que, no caso de um acidente de carro, por exemplo, as equipes de socorro saibam como agir com aquele passageiro.

A iniciativa foi de Natalie Bell, mãe de uma menina que nasceu com perda auditiva moderada e, desde bebê, usa um implante coclear – dispositivo eletrônico que proporciona sensação auditiva. Natalie sempre pensava o que poderia acontecer com a filha no caso de uma batida em que ela ficasse inconsciente. Isso porque pessoas com certos tipos de implantes auditivos não podem ser submetidas a exames de ressonância magnética. Por conta dessa preocupação, Natalie teve essa simples, mas genial, ideia de estampar no cinto de segurança esta informação.

A solução viralizou. As capas criadas por Natalie foram parar nas redes sociais e têm sido um sucesso. Em publicação no Facebook, a australiana diz que tem recebido pedidos do mundo inteiro e não só de pessoas com problemas auditivos, como a filha dela, mas também com outras condições médicas. Ela conta que, com tanta demanda, acabou abrindo um negócio chamado “Personalizados por Nat”. Hoje, oferece as capas – que também podem ser acopladas a bolsas, cadeiras de rodas, mochilas – para pessoas com autismo, diabetes, paralisia cerebral, síndrome de Down, mal de Alzheimer e epilepsia.

Foto: Facebook/Personalised by Nat
“Eu sou surda. Tenho um implante coclear. Não façam ressonância magnética”. | Foto: Facebook/Personalised by Nat
Foto: Facebook/Personalised by Nat
“Eu tenho autismo. Posso resistir à ajuda” | Foto: Facebook/Personalised by Nat

 

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