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Jovens realizando missão em Almirante Tamandaré (PR). Foto: João Borges.
Jovens realizando missão em Almirante Tamandaré (PR). Foto: João Borges.
Virtudes e Valores

Jovens estudantes aproveitam as férias para contribuir com comunidades de cinco cidades

Cerca de 500 jovens de instituições do Grupo Marista dispõem do seu tempo para fazer a mudança que querem ver no mundo.

O período de férias para alguns jovens estudantes significa a oportunidade de servir ao outro, durante uma semana, podendo contribuir com a transformação do mundo em que vivemos, com pequenas ações e atitudes. Trata-se da Missão Solidária Marista que está em sua 12ª edição e conta nesse ano com aproximadamente 500 alunos e ex-alunos de instituições maristas, além de 200 outras pessoas na organização.

“Essa é uma proposta simples e ao mesmo tempo ousada, porque levamos jovens de diferentes classes sociais de nossas instituições a vivenciar outras diversas realidades”, conta Diogo Galline, do Setor de Pastoral do Grupo Marista. Nas cidades selecionadas para o trabalho deste ano estão Almirante Tamandaré (PR), Londrina (PR), São José (SC), Chapecó (SC) e São Paulo (SP). Essas localidades receberão os missionários até o dia 21 de janeiro.

“A missão nos ajuda a ir atrás da mudança. Já passei por três experiências como essa, e quando a gente volta da semana missionária, a vontade de continuar a ajudar o próximo só aumenta. Eu vim de um dos centros sociais mantidos pelos maristas, então para mim, que um dia já fui ajudado, poder ajudar é gratificante”, conta Guilherme Galvão, 19 anos, do Centro Social Marista Irmão Justino, de São Paulo, que está trabalhando na própria cidade.

Foto: João Borges.

Welinton Trentin, também de 19 anos, é de Joaçaba (SC), estudou no Colégio Marista Frei Rogério e está em Chapecó para o projeto missionário. “No trabalho missionário conseguimos nos conhecer mais. Coisas que nãos sabemos que podemos fazer aparecem nesses dias, e aí podemos levar para nosso dia-a-dia, quando voltamos. Além disso, o nosso desejo é que o pessoal que nos recebe nas cidades continue o trabalho que começamos. É a educação para a solidariedade”, diz.

“É um choque de realidade a primeira missão que fazemos”, avalia Osmar Junior, de 22 anos, ex-aluno da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, que está vivenciado a missão na cidade paranaense de Almirante Tamandaré. “Conviver com pessoas de realidades diferentes, tanto os missionários quanto os moradores das comunidades, nos mostra que a vida é muito mais do que nossa rotina”, diz ele.

Para João Pedro Astolfo, de 16 anos, aluno do Colégio Marista de Ribeirão Preto (SP) e que está em São Paulo para a missão, está participando do projeto pela segunda vez. “Volto sempre valorizando mais aquilo que tenho. Aprendemos a reclamar menos da vida e temos a consciência da importância da felicidade dos outros também”, diz.

Foto: João Borges.
Foto: João Borges.

Igor Santos da Silveira, do Centro Social Marista São José, de Santa Catarina, tem 18 anos e participa pela terceira vez da Missão Solidária Marista, na sua própria cidade. “Deixar esses dias das férias é poder começar a transformação que a gente tanto quer no mundo, porque a gente veste a camisa e se adapta a outra realidade. E os moradores das cidades também vestem essa camisa, porque dividem com a gente o pouco que têm, ao nos receberem em suas casas. Eu vejo que mais que a fome física, as pessoas têm fome da conversa e da atenção e nós oferecemos isso em retribuição ao cuidado dele conosco”, conta ele.

“No final de tudo a gente leva a capacidade de fazer a diferença de pouquinho em pouquinho. Me formei em pedagogia e hoje atuo na minha cidade natal, Dourados (MS). O que aprendo nas missões apresento a meus alunos e repasso a importância da mudança do mundo”, explica Rafael Duarte, do Centro Social de Dourados e que está na missão em Londrina (PR).

Durante toda a semana missionária, os voluntários realizam atividades concretas como a pintura de escolas e outras instituições, a criação de hortas e a conservação de praças, por exemplo. Há ainda as ações com as famílias, com conversas com idosos e crianças e a convivência com os moradores que alojam os missionários em suas casas. Como inspiração para esse trabalho está o próprio Jesus e o padre Marcelino Champagnat, fundador do Instituto Marista, que um dia percebeu a necessidade de ajudar as crianças após encontrar-se com um jovem moribundo.

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