Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Reprodução/ Youtube
Reprodução/ Youtube
Defesa da Vida

Grupo ativista tenta normalizar aborto em vídeo com crianças

No vídeo, a cofundadora do grupo, Amelia Bonow, passa 8 minutos tentando convencer algumas crianças de que elas devem comemorar o direito ao aborto ao lado dela

Alexandra DeSanctis, National Review

Alguns setores do movimento pró-aborto estão se tornando terrivelmente radicais, fazendo o uso metódico de publicidade e de eufemismos para sacramentalizar o ataque à vida humana. Neste mês, ativistas favoráveis ao aborto abriram um novo front, investindo esforços na doutrinação de crianças para que elas acreditem que devemos rir e aplaudir se os membros mais jovens da nossa espécie são executados pelo crime de ser pequenos e inconvenientes.

O grupo ativista Shout Your Abortion (“Fale em voz alta sobre o seu aborto”, em tradução livre) publicou um vídeo intitulado “Crianças encontram alguém que abortou” – um episódio de Kids Meet, um programa infantil veiculado pelo canal Cut.com. No vídeo, a cofundadora do grupo, Amelia Bonow, passa 8 minutos tentando convencer algumas crianças de que elas devem comemorar o direito ao aborto ao lado dela.

Desde 2015, o grupo de Bonow incentiva mulheres que abortaram a partilhar suas histórias, como uma forma de dar fim ao estigma social em torno do tema. O movimento ocupa hoje um lugar relativamente privilegiado no cenário pró-aborto e propaga a noção de que as mulheres não deveriam se sentir culpadas por se permitir usufruir de seus “direitos reprodutivos”.

Os 10 piores (mas populares) argumentos a favor do aborto

Crianças inocentes, talvez até agora indispostas a fazer parte desse constructo bizarro, são o mais recente alvo na empreitada de normalizar o assassinato de nascituros. O vídeo de Bonow é um exemplo e tanto disso. “Eles só tiraram a gravidez fora”, diz ela às crianças sobre seu próprio aborto. “É como uma consulta em um dentista qualquer ou algo assim”.

“A gente quer que as pessoas simplesmente tenham todos esses bebês?”, ela pergunta a um menino. Quando ele balança com a cabeça dizendo que não, evidentemente levado a isso pela forma da pergunta, Bonow questiona: “Então o que a gente faz com eles?”

A criança, agora claramente perplexa, tenta: “Coloca eles para adoção?” Bonow não gosta da resposta. “Eu me sinto como se fosse forçada a gerar vida. Perdi o direito à minha própria vida. Sou eu quem deveria decidir se meu corpo gera uma vida”, replica. Ela insiste ainda que “a expressão ‘pró-vida’ é só propaganda”, e que ela é que, na verdade, é pró-vida, e não aqueles que se opõem ao aborto. Mais tarde, uma criança pergunta o que Deus acha do aborto. “Acho que é tudo parte do plano de Deus”, responde Bonow.

Esse tipo de propaganda é necessário para dar sustento a um movimento que se fortaleceu com a noção de que matar um nascituro não é necessariamente um mal a ser tolerado, mas um bem social pelo qual todos devemos brindar. Pôr o aborto sob essa luz é uma parte fundamental do esforço de obrigar os contribuintes a assinar embaixo dessa noção – um objetivo oficial do Partido Democrata na atualidade. Muitos norte-americanos, compreensivelmente, assustados com esse último desenvolvimento no debate sobre o aborto.

Data de 12 semanas para fazer aborto não tem base científica, diz doutora em microbiologia

Então é melhor conquistá-los desde cedo. Shout Your Abortion está no caminho: Bonow anunciou no Twitter que o grupo vai lançar um livro infantil sobre aborto neste ano. Esse novo aceno às crianças – que, de todas as maneiras, nem deveriam ter que saber que um mal tão grave como o aborto existe – é o sinal emblemático de uma perturbadora mudança no movimento pró-aborto, que se segue à já ampla tendência de ativistas de esquerda de conquistar as crianças para suas ideias progressistas já desde cedo.

É claro que os norte-americanos veem as crianças, com razão, como o futuro da nação, e é uma inclinação humana natural esperar que quando elas crescerem adotem as visões com que concordamos, em vez daquelas das quais veementemente discordamos. Mas a estratégia da esquerda de infectar as crianças com política e de moldar sua visão é particularmente agressiva.

A is for Activist (“A de Ativista”, em tradução livre), por exemplo, é um livro ilustrado lançado recentemente, cujo público-alvo são crianças de 7 anos. O livro introduz os leitores nos preceitos do progressismo radical. “Em todo lugar em que brincamos, a justiça ambiental é o caminho”, diz um trecho. “L-G-B-T-Q! Ame quem você quer, porque o amor é verdadeiro! Liberte suas noções de emoções limitadas”. Essas são as expressões na página que fala sobre a letra L.

“É impossível obter dados precisos”, diz médico que expôs ao STF a fragilidade dos números pró-aborto

A mensagem do livro fica ainda mais radical quando chega na letra T: “T de Trans, confie na verdade, no ele-ela-eles que você é!” E a escolha natural para a letra X é, obviamente, Malcolm X: “Aulas de história podem ser complexas. Recorde Parks. Recorde King. Recorde Malcolm. E deixe soar a liberdade!”

Exemplos danosos de doutrinação de crianças pela agenda progressista incluem a tentativa da Planned Parenthood de elaborar o currículo de educação sexual de escolas públicas e os esforços crescentes da extrema-esquerda para ensinar a ideologia transgênero às crianças e substituir os pais quando crianças derem sinais de disforia de gênero.

Mas talvez nenhum desses esforços é tão sinistro quanto a decisão do Shout Your Abortion de usar crianças como armas em uma guerra para defender a depravação pró-aborto. Em um momento do vídeo, Bonow pergunta a uma adolescente se ela tem alguma tatuagem. Em seguida, ela mesma mostra a sua, no lado de dentro de seu lábio: “Aborto”.

 

©2019 National Review. Publicado com permissão. Original em inglês.

***

Recomendamos também:

***

Curta nossa página no Facebook e siga-nos no Twitter.

 

 

1 Comentário
Leia também