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Trabalho

Felicidade no trabalho é questão de mudança de hábitos

Apesar de o conceito de felicidade não ser único e tampouco se manter constante, alguns hábitos estão sendo bastante difundidos na contemporaneidade para se chegar até ela

Você é feliz no seu trabalho? Uma pesquisa realizada em 2014 indicou que 56% dos profissionais brasileiros afirmaram estar insatisfeitos com o trabalho. Isso pode estar acontecendo porque, segundo a psicóloga, coach e professora de Gestão de Pessoas da IBE-FGV, Eline Rasera, a vida moderna tem se apresentado estressante em decorrência dos afazeres pessoais, profissionais, sociais ou todos juntos.

Para a especialista, no ambiente de trabalho não é diferente e, para ser feliz, é preciso mudança de hábitos. “Às vezes, basta mudar pequenas atitudes ou comportamentos frente à rotina. É fazer as mesmas coisas de forma diferente e não necessariamente migrar para outra carreira ou profissão.”

Segundo a professora doutora em Qualidade e especialista em Desenvolvimento Organizacional da IBE-FGV, Rita Ritz, o conceito de felicidade ou infelicidade profissional é algo subjetivo, que tem significados diferentes para cada pessoa. “Ter um bom salário, com certeza, é um fator motivador para o funcionário. Sozinho, porém, pode não ser suficiente para garantir satisfação, principalmente quando o ambiente de trabalho é ruim ou a atividade não faz sentido para o colaborador”, explica.

Fatores

Ainda de acordo com Rita, o importante é isolar todos os fatores e identificar exatamente aquilo que está causando a infelicidade antes de tomar qualquer decisão. As duas especialistas concordam que a infelicidade profissional causa malefícios psicológicos, como desânimo e tristeza, ou evoluir para algo mais grave impactando não só na vida do funcionário, como de toda sua família.

Por outro lado, o profissional feliz trabalha cada vez melhor, com qualidade e mais comprometimento. “O funcionário se sente fazendo parte de algo maior e que faz todo sentido na vida dele”, completa Rita. Alguns hábitos costumam ser favoráveis, tanto para produzir uma percepção de alegria como para mantê-la. Apesar de o conceito de felicidade não ser único e tampouco se manter constante, alguns hábitos estão sendo bastante difundidos na contemporaneidade e podem valer aqui:

  • Tenha uma alimentação correta
  • Pratique exercícios físicos
  • Controle o consumo para não se endividar
  • Alimente os relacionamentos com os amigos e com os familiares
  • Não fume ou deixe de fumar
  • Não beba em excesso
  • Enxergue a vida com mais otimismo.

A neurociência explica que mudar um hábito é mais difícil do que criar um novo. Apesar dessa dificuldade, isso é possível e costuma trazer grandes benefícios quando a troca é por um hábito favorável. “Mas as pessoas mudam se elas quiserem, se entenderem que aquela mudança vai trazer alguma vantagem. Portanto ela deve ser de dentro para fora, uma motivação intrínseca para que seja sincera e duradoura”, conta Rita, que convida às pessoas a refletir. “Vale a pena uma reflexão neste sentido: o que me motiva? O que me faz ir para este sentido e não para o outro? O que eu busco? Só depois desse entendimento, um empreendimento em busca da mudança de um hábito vai fazer sentido e eu vou realmente me esforçar para alcançá-lo”, finaliza.

“Às vezes, basta mudar pequenas atitudes ou comportamentos frente à rotina. É fazer as mesmas coisas de forma diferente e não necessariamente migrar para outra carreira ou profissão.”

Mindfulness

As especialistas sugerem uma prática denominada Mindfulness como uma ferramenta para adotar novos padrões de comportamento e ter mais qualidade de vida. O estudo dessa modalidade já tem mais de 40 anos e prega uma vida focada no momento, sem apego ao passado e ansiedade pelo futuro. “É viver o aqui e o agora e sem julgamentos. Experiências já têm demonstrado a legitimidade da prática como uma intervenção eficaz para doenças físicas e emocionais”, comenta Eline Rasera.

A premissa básica é esvaziar a mente, para depois usá-la em sua plenitude. Seu conceito pode ser aplicado em ambientes corporativos, ou familiares, sempre com a ajuda de um instrutor que repassa exercícios, como dar foco nas pequenas atividades diárias e saborear cada momento. “Isso mesmo. Sentir o sabor das coisas e o prazer de cada ação. Dar sentido e significado. Abrir-se para a experiência única, numa atitude não crítica.”

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