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Defesa da Vida, Natalidade

Entenda como o declínio da natalidade prolonga a crise econômica

As consequências da drástica diminuição no número de nascimentos ainda é subestimada pelos governos, mas seus efeitos negativos já são inegáveis

Autora:  Susan Yoshihara, Vice Presidente de Pesquisa do C-Fam (Center dor Family & Human Rights)

 

Especialistas se esforçam para entender por que a economia global ainda fraqueja anos após a crise econômica mundial de 2008. The Wall Street Journal dedicou uma semana de primeiras páginas abordando uma grande e subestimada causa: o declínio da natalidade e o envelhecimento médio da população. Eles descobriram que, em uma economia globalizada, os índices demográficos de um país afetam o resto do mundo.

Em 2016, a população em idade produtiva das maiores economias vai cair pela primeira vez desde 1950, incluindo a Rússia e a China. Enquanto isso, o número de pessoas com 65 anos ou mais vai subir. A necessidade de bens duráveis produzidos em países em desenvolvimento vai diminuir, deixando em dúvida as perspectivas da próxima geração.

Um em cada cinco idosos no Japão ainda está empregado, o dobro da média dos países desenvolvidos. Uma saúde relativamente boa permite que o Japão direcione apenas 10% de sua economia à saúde, enquanto nos Estados Unidos o gasto é de 17%.

Com exoesqueletos flexíveis, os trabalhadores idosos do Japão têm a mesma capacidade de levantar peso de pessoas trinta anos mais novas. Um robô chamado Pepper ajuda os idosos com algumas de suas necessidades de saúde. Na nova cesta de itens para o índice de preço do consumidor, o governo japonês reduziu refeições escolares e acrescentou aparelhos auditivos.

Aproximadamente um de cada quatro idosos japoneses vive abaixo da linha da pobreza – 40% a mais do que entre toda a população. Como não haverá pessoas suficientes para cuidar dos túmulos das famílias no futuro, idosos espalham “cinzas falsas” de casas flutuantes em Tóquio para se preparar para essa alternativa. Uma empresa de balões vai jogá-las do céu por cerca de dois mil dólares.

Em contraste, um quarto do mundo será africano até 2050 e 1,3 bilhão de pessoas com uma idade média de apenas 28 anos serão então a força de trabalho do mundo. Entretanto, a Europa, com carência de mão de obra, está pagando a governos africanos para levar de volta seus cidadãos que vivem ilegalmente na Europa.

A África fica para trás do Leste Asiático na geração de empregos e na infraestrutura – escolas e estradas, por exemplo. Apenas 9% dos adultos da Nigéria estão estavelmente empregados, diz The Wall Street Journal, um panorama típico para a região.

A Índia provê um bom exemplo para aqueles que esperam que a indústria levará a África a um rápido desenvolvimento. Como outras nações em desenvolvimento, a Índia enfrenta “desindustrialização prematura” e um alto índice de desemprego. Como os países desenvolvidos estão envelhecendo, a demanda pelo que a indústria produz, de carros a mobiliário, está se estabilizando, com pouca possibilidade de aumentar.

A China capitalizou a sua imensa população em idade produtiva para se tornar a segunda maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos. Mas depois de três décadas de planejamento familiar forçado pelo Estado, as fábricas estão enfrentando a escassez de mão de obra, já que os filhos únicos estão deixando o trabalho para cuidar de seus velhos pais. Os salários chineses subiram por uma década com base em aumentos de mais de 10%, o que fez com que as corporações buscassem mão de obra barata em outros lugares. Os executivos da Levi Strauss consideraram uma mudança para a África, onde os salários são baixos e a geração mais nova é numerosa.

De acordo com The Wall Street Journal, o dividendo demográfico da China se tornou um “peso demográfico”. Uma das razões é que décadas de matança de bebês meninas na China, como na Índia, “eliminou o casamento universal, o fundamento da organização socioeconômica durante séculos.” Na metade do nosso século, haverá 186 homens solteiros para cada 100 mulheres na China; na Índia, a proporção será de 191 para 100. Mesmo que a média de nascimentos por sexo se corrigisse da noite para o dia, 21% dos homens chineses e 15% dos indianos estariam ainda solteiros aos 50 anos.

Os Estados Unidos emergiram como um vencedor nessa comparação. Em média, a força de trabalho dos países desenvolvidos vai encolher 26% até 2050. A dos Estados Unidos vai crescer até 10% no mesmo período, perfazendo 60% da população total – ainda assim, abaixo dos atuais 66%. The Wall Street Journal prevê que o déficit do comércio americano com a China vai se tornar positivo até 2042, em boa parte devido à vantagem demográfica dos Estados Unidos sobre a China.

 

Acesse a versão original do artigo na página do C-Fam.

Tradução: Felipe Koller

1 Comentário
  1. Sem contar com o fenômeno conhecido como herbivore men, no Japão e os MGTOW na europa ocidental e Estados Unidos; homens jovens, em grande parte filhos únicos, que, por terem testemunhado a ação de instituições e Estados aparelhados a favor da guarda materna e manutenção de pensão alimentícia entre outros custos “de criação” às expensas de seus pais litigados, acabam optando por fugirem da tal obrigação do matrimônio e por extensão qualquer obrigação cívica e patriótica (por mais artificiais que eu as considere) e tocam o barco sozinhos, com trabalho de meio período, inventando meios de sair das garras do Estado em menor ou maior grau. A saúde reprodutiva das civilizações como um todo tendem a se comprometer na medida em que os homens se apercebem que tanto governos quanto mulheres (inconscientemente; doutrinadas) trabalham em conjunto para “ferrar” as expectativas de futuro do homem que não quer se castrar em nome da sociedade politicamente correta e nem ser burro de carga ou caixa eletrônico ambulante.

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