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Operação Acolhida/ Força-Tarefa Logística Humanitária do Exército Brasileiro
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Virtudes e Valores

Em viagens até a fronteira com a Venezuela, curitibano já levou 100 toneladas de alimentos

Luiz Pimentel está viajando pela quinta vez, neste ano, de Curitiba até a fronteira com a Venezuela, para levar suprimentos a famílias que sofrem com a crise no país vizinho

O curitibano Luis Pimentel de Freitas, de 57 anos, acaba de embarcar em mais uma viagem para oferecer ajuda humanitária àqueles que sofrem com a crise da Venezuela e buscam asilo no Brasil. Até chegar à fronteira entre os dois países, ele cumprirá um trajeto de 5,4 mil quilômetros, em 10 dias de viagem. Embora seja cansativo, o amor pelos mais necessitados é ainda maior e já se tornou uma missão de vida para o morador de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Ele construiu com lego uma prótese para seu braço: “hoje posso fazer tudo o que você faz”

Parte desta longa viagem, mais precisamente até Pacaraima (RR), será feita com seu caminhão que traz na carroceria uma mensagem de esperança – Este é o caminho: Jesus – para aqueles que se aproximam do veículo em busca de suprimentos básicos como comida, roupas e remédios. Já a outra parte do caminho, ele segue por água, sobre uma balsa, com destino a Santa Elena de Uairen, na Venezuela.  Lá ele encontrará famílias de comunidades carentes que vivem em situação de calamidade. “Esta já é a quinta vez que encho o caminhão e levo as doações até essas pessoas”, explicou ele ao Sempre Família.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Pimentel começou a arrecadar doações em fevereiro deste ano, quando voltou de sua primeira viagem. Para esta, inclusive, tudo o que ele levou foi comprado com seu próprio dinheiro. As 10 toneladas de suprimentos saíram de uma reserva de dinheiro que ele havia feito ao juntar quatro anos de adiantamento de férias  – que somaram R$ 30 mil – além de outros R$ 13 mil de outras economias.

“Muitos fogem de lá para sua própria sobrevivência”, observa o curitibano, que é gerente de uma loja de pneus. “Não consigo ver uma criança desnutrida, como as que eram mostradas no noticiário. Elas estavam doentes e sem condições dignas para viver e eu precisava fazer algo”, conta. Depois dessa primeira viagem que transformou sua vida, Pimentel não se aquietou com a situação miserável daquele povo, ficou sensibilizado ao acompanhar o dia a dia dos venezuelanos e decidiu continuar com essa missão.

Anderson se juntou a Luis na missão de ajudar os venezeulanos. Foto: Arquivo pessoal
Anderson se juntou a Luis na missão de ajudar os venezuelanos. Foto: Arquivo pessoal

Então, em abril, ele entregou mais 21 toneladas de alimentos. Alguns meses mais tarde, em julho, ele voltou ao país para doar 30 toneladas de itens básicos, e em agosto ele repetiu o número de suprimentos levados anteriormente. Com tanta dedicação, o curitibano ganhou reconhecimento em sua cidade e por isso uma rede de solidariedade começou a se formar.

Um dos que se solidarizaram com o trabalho de Pimentel foi Anderson Ramos que é missionário de uma igreja evangélica em Fazenda Rio Grande, outra cidade da Região Metropolitana de Curitiba. Ele já arrecadou centenas de peças de roupas e alimentos para os que sofrem naquele país. “Estamos unindo as forças. Todo quilo de comida faz uma grande diferença no final”, observa. Além dessa doação, Pimentel recebeu ajuda dos hospitais Erasto Gaertner, de Curitiba, e Albert Einsten, de São Paulo. “Nesta quinta vez estou levando 17 toneladas”, afirma.

Um trabalho de formiguinha

“Bem poucos ajudam. Não é todo mundo que tem o amor ao necessitado, muito menos disponibilidade como a do Anderson. Estou feliz que mais pessoas estão se conscientizando disso”, desabafou Pimentel, que em outros momentos já disponibilizou tempo e dinheiro para ajudar famílias necessitadas. Um deles foi quando aconteceu uma enchente em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e o outro foi ajudar, por seis anos consecutivos, famílias em Israel.

Nesse trabalho de formiguinha, o curitibano está fazendo sua parte. Sensibilizado com a fragilidade da população venezuelana, ele deu o primeiro passo e agora inspira outras pessoas com esse gesto enriquecedor. “Fico frágil com tudo o que acompanho porque não consigo fazer o que desejo. Embora tenha me empenhado em juntar dinheiro e arrecadar alimentos, gostaria de fazer mais por eles. Tento levar, além do alimento físico, espiritual também”, finaliza.

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