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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Vilã do dia a dia, problemas da sociedade afetam educação

É um assunto corriqueiro, mas quantas vezes nos pegamos conversando sobre como “o mundo está virado ao avesso”, ou que o noticiário parece mais negativo a cada dia que passa? Com a globalização e a internet a centímetros de distância – nos smartphones ou na tela do computador – passamos a acompanhar quase que em […]

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É um assunto corriqueiro, mas quantas vezes nos pegamos conversando sobre como “o mundo está virado ao avesso”, ou que o noticiário parece mais negativo a cada dia que passa? Com a globalização e a internet a centímetros de distância – nos smartphones ou na tela do computador – passamos a acompanhar quase que em tempo real qualquer tragédia que acometa o mundo. Vimos a esmo, por exemplo, as imagens do fatídico caso do Massacre de Suzano, reproduzido de forma irresponsável por muitos programas de TV à data do ocorrido.

Nesse contexto, vemos que o mundo ao redor dos nossos jovens pode ser tão nocivo quanto as más companhias: seriados violentos, jogos de videogame que incentivam condutas questionáveis de caráter e, é claro, as redes sociais com seus conflitos ideológicos. É papel do educador ensinar e a sociedade, em seguida, mostrar o caminho inverso? Podemos trabalhar em conjunto para resguardar a índole dos nossos jovens.Um exemplo muito bom para isso é a postura de alguns motoristas no trânsito. Não seria exagero dizer que, nas grandes metrópoles brasileiras, o deslocamento ao trabalho se tornou tão cansativo quanto o próprio ofício: cidades como São Paulo exigem, não raro, que o proletário encare horas lidando com um ambiente estressante, em que uma desatenção pode resultar em um buzinar incessante ou, no pior dos casos, um custo para o bolso. Com toda essa pressão, muitos acabam descontando ao redor: cometem imprudências, proferem impropérios e arranjam briga por motivos que, de cabeça fria, pareceriam banais.

É o mesmo caso com nossos jovens: educados para uma realidade desafiante, muitos acabam criando um mundo de problemas a partir de situações básicas, que com o acompanhamento correto seriam bem menos complicados de resolver. Exemplo de responsabilidade com o próximo, a coleta seletiva – que muitas escolas orientam os alunos a praticar – é uma metáfora excelente: devemos filtrar o que é essencial e renovável, e descartar o que não nos serve. Porém, até as coisas inúteis podem ser reaproveitadas, de forma sustentável. Isso aplica-se na vida também.

O hábito da leitura, tão perdido em tempos recentes, é um forte alento para quem busca bagagem intelectual e educacional em meio ao ruído que o mundo moderno nos apresenta. Os clubes do livro, outrora tão populares em universidades, parecem cada vez mais escassos. Em meio a cortes sucessivos nos orçamentos para a educação, faz-se essencial que nós, enquanto educadores e pais, sejamos responsáveis por orientar as crianças e adolescentes a um caminho que crie uma sustentação para os desafios que se apresentam.

Qualidade tão necessárias aos adultos, o bom-senso deve ser instigado no caráter desde as idades mais tenras, como uma espécie de auto regulação emocional: jovens que têm autonomia para lidar com seus sentimentos conseguem ir mais longe e, consequentemente, são positivos para a saúde sócio emocional da sociedade. Se quisermos construir um mundo e um ambiente que seja mais saudável, devemos começar pelo nosso círculo social.

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