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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Sem afetividade, não existe desenvolvimento moral

Pais precisam adaptar sua rotina às necessidades das crianças, que se refugiam no mundo virtual Etapa caracterizada pela adaptação ao meio físico e social, a Primeira Infância é um período essencial do desenvolvimento das nossas crianças. Afinal de contas, é justamente a fase em que acontece o rompimento da vida familiar para o surgimento de […]

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Pais precisam adaptar sua rotina às necessidades das crianças, que se refugiam no mundo virtual

Etapa caracterizada pela adaptação ao meio físico e social, a Primeira Infância é um período essencial do desenvolvimento das nossas crianças. Afinal de contas, é justamente a fase em que acontece o rompimento da vida familiar para o surgimento de uma nova experiência, mais aberta ao mundo exterior.

Infelizmente, em meio a uma sociedade agitada e cada vez menos presencial – os smartphones são os grandes responsáveis por isso – o acolhimento e afetividade se tornam cada vez mais secundários. E não devem ser: as crianças precisam disso para a criação de relações interpessoais positivas, que as façam enxergar a sociedade de maneira humana e mais próxima.

Para compensar sua ausência, muitos pais adotam a metodologia material: dão tudo que os filhos pedem. E a história é antiga: isso não resolve o problema. Nesse contexto, os pequenos têm “tudo” e, ao mesmo tempo, não têm nada. Afetividade não se ganha com entretenimento frente a uma tela de vidro e, sim, com interação presencial e carinho.

É sempre válido ressaltar que quantidade não é qualidade. O cotidiano atribulado permite pouco tempo junto das crianças? Valorize o vínculo afetivo nos simples fatos do dia a dia: um café da manhã rápido, mas interessado no dia dos filhos; o trajeto para a escola com o diálogo, em vez do rádio ligado; e, acima de tudo, ouvir mais. Um interlocutor atento extrai muito mais do que o questionador.

As atividades domiciliares, nesse sentido, são ótimos momentos para isso. São situações de parceria – de separar as roupas para lavar a enxugar louças – que podem servir como pano de fundo para diálogos leves e que criam maior proximidade entre pais e filhos. Além de criar um senso de responsabilidade, essa “ajudinha” também cria valores como responsabilidade e trabalho em equipe.

Apesar de ser citado como vilão, há muitas famílias que utilizam os grupos de redes sociais como forma de estarem próximos. Dinâmicos e práticos, eles permitem saber onde os filhos estão e o que estão fazendo de forma prática. Mas não se restrinja a eles: um abraço e uma demonstração de carinho paternal só agregam aos nossos bens mais preciosos.

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