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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Forma de desenvolvimento para ações contra o bullying

Alunos criam, de forma autônoma, um projeto para erradicar assédios dentro da escola Há pelo menos duas décadas, a expressão “bullying” entrou no vocabulário de uma forma irreversível. Até o início deste século, pouco se falava do problema – que existe de diferentes formas e graus, mas ainda muito usado de forma errônea – e […]

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Alunos criam, de forma autônoma, um projeto para erradicar assédios dentro da escola

Há pelo menos duas décadas, a expressão “bullying” entrou no vocabulário de uma forma irreversível. Até o início deste século, pouco se falava do problema – que existe de diferentes formas e graus, mas ainda muito usado de forma errônea – e consiste numa prática que pode soar inofensiva, mas cria um ambiente hostil por meio de ações que geram implicância, preconceito e não raras vezes volta-se a violência, física ou psicológica. As redes sociais, então, apenas surgiram para potencializar tal efeito.

No bairro Santa Quitéria, em Curitiba (PR), os alunos da Escola Atuação tiveram uma ideia que demonstra o poder de engajamento dos jovens quando guiados ao caminho correto. Trata-se da “Brigada do Bullying”, que surgiu a partir da observação de um problema entre meninas da Escola.

Formada por uma comissão de estudantes, a iniciativa busca traçar estratégias de combate à prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos às vítimas.

Os monitores vão às salas todo mês, a fim de entregar papéis nas salas para chamar atenção à questão, de forma que quem esteja sofrendo assédio descreva quaisquer problemas que estejam acontecendo. Essa ideia já tem sido praticada em várias escolas na Europa.

Há que se ressaltar e colocar em pauta, no entanto, que nem tudo pode ser tratado como bullying. Não devemos erradicar as brincadeiras no ambiente escolar – apelidos carinhosos sempre existirão, assim como o bom humor dentro da sala de aula – mas, sim, reforçar que qualquer repetição de algo incômodo – de forma insistente e a ponto de importunar o lado psicológico dos alunos – pode ser caracterizado como assédio moral, assim como ter implicações para o resto da vida. São os chamados “traumas”, que afetam autoestima e, não raro, reprimem o pleno desenvolvimento das habilidades dos jovens.

O fato é que ações como essas ajudam a conscientizar as crianças sobre o mundo em que vivemos, assim como auxiliam na criação boas práticas de cidadania desde cedo. O bullying deve ser tratado como uma situação grave, que afeta a condição psicológica das crianças e adolescentes. Essa é uma maneira de moldar a sociedade de uma forma positiva desde sua essência, afinal eles é que criarão o mundo de amanhã.

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