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Esther Cristina Pereira

Educação, Família e Escola

Reflexões sobre educação e a relação escola-família

Avós são pais pela segunda vez graças aos millennials

A terceirização da educação tem se tornado comum nos dias atuais. Nos referimos assim àquelas situações em que os pais – por conta de um cotidiano atribulado ou, não raro, inexperiência – deixam os filhos para criação dos avós. Nesses casos, é possível que haja uma série de problemas na criação dos pequenos que explicarei […]

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A terceirização da educação tem se tornado comum nos dias atuais. Nos referimos assim àquelas situações em que os pais – por conta de um cotidiano atribulado ou, não raro, inexperiência – deixam os filhos para criação dos avós. Nesses casos, é possível que haja uma série de problemas na criação dos pequenos que explicarei a seguir.

Primeiramente, é necessário ressaltar que não há aqui nenhuma crítica a crianças que sejam criadas por outras pessoas que não sejam os pais biológicos; o fato a que me refiro é quando há a presença paternal, porém, nenhum tipo de paternalismo responsável. Vivemos uma geração de “eternos adolescentes”: pessoas que, mesmo aos 30 anos de idade, vivem um irrefreável desejo por menos responsabilidade e não aceitam a vida batendo à porta, mesmo nesses casos.

O que pode explicar a situação atual é, justamente, a forma que as crianças dos anos 80 e 90 foram criadas: longe da rigidez de outrora, muito mais apegados a sonhos do que à realidade e, mesmo mais velhos, perseguindo sonhos e expectativas irreais. Isso pode ser causado por um gap geracional: hoje avós e bisavós, os então adultos da época tentaram compensar a sua criação de forma que mimaram demais essa geração. Mas nem tudo é culpa, quando se tenta fazer o bem.

Como tudo na vida, equilíbrio é fundamental. Hoje, falta a esses “adolescentes adultos” o tom de responsabilidade que os mais velhos têm de sobra. Por isso, acham que faz mais sentido criá-los à sombra dos avós, cuja vida e trajetória é de maior sucesso que a deles. Vale-se ressaltar: os desafios atuais da sociedade moldam muito como nos sentimos. Nunca foi tão competitiva a busca por bons empregos, sucesso afetivo, financeiro e emocional. As pressões na mente também podem afetar como nos sentimos e, talvez, por isso relegue-se esse papel a quem, teoricamente, já “venceu” na vida.

Faço essa problematização tendo em mente que a participação dos pais é necessária: por mais que nos sintamos aquém do desafio que nos é imposto, precisamos buscar aprender e nos adequar sempre. Conheço diversos casos de pais de primeira viagem que buscaram conselhos e, passado algum tempo, desenvolveram a autonomia e confiança necessária para cuidar de uma criança de forma mais autônoma. Assim como é importante ouvir os mais velhos: os avós são de participação vital também. Mas jamais devem decidir sozinhos o futuro dos netos.

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