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Conheça algumas mulheres que fazem ou fizeram toda a diferença na luta pela proteção da vida humana, desde a concepção até a morte natural.

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Elas nunca abandonaram a luta pelos direitos das mulheres. Todas as mulheres. Inclusive aquelas que ainda estavam no ventre de suas mães.

 

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Zilda Arns

Mãe de cinco filhos, a médica pediatra fundadora da Pastoral da Criança e três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz foi responsável direta pela significativa redução da mortalidade infantil no país nas últimas décadas. O próprio governo federal reconhece o protagonismo de Zilda na causa.

É uma pena, contudo que o mesmo governo pareça fazer questão de omitir qualquer menção às atividades de Zilda na luta contra o aborto. Em 2007, ela concedeu uma entrevista à revista do Instituto Humanitas Unisinos, no qual tratou especificamente sobre o tema. Na ocasião, ela afirmou que “tentar solucionar os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no país com a legalização do aborto é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país”.

Na mesma entrevista, ela explica porque a educação e as políticas de assistência à maternidade são muito mais eficazes e humanas do que o cruel simplismo da liberação do aborto. Zilda também foi indagada sobre a atuação de alguns grupos feministas que militam pela legalização da prática. Com base na sua experiência e na rede de contatos que possuía, ela afirmou: “Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, com o evento das novas tecnologias e conhecedoras profundas do sofrimento humano, deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento”.

Foi Zilda quem tomou a iniciativa de consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para que respondesse ao discurso tão propagado de “1 milhão de abortos” no Brasil. E a OPAS não apenas confirmou que não existe nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, como também lamentou que o nome da instituição estivesse sendo usado de forma leviana para justificar o número exagerado.

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Questionada sobre um plebiscito para que se decidisse a respeito da legalização do aborto, no Brasil, Dra. Zilda Arns dizia estar convencida de que o aborto não é matéria para se decidir em voto. “Não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas”.

 

Gianna Jessen

Gianna Jessen é provavelmente a palestrante pró-vida mais requisitada do mundo, e isso não se deve apenas à sua notável habilidade como oradora, mas principalmente ao chocante testemunho que tem para dar ao mundo. Ela é sobrevivente de um aborto que não deu certo.

Quando sua mãe tinha 17 anos e descobriu que estava grávida, ela foi numa clínica de abortos onde lhe aplicaram uma solução salina que devia queimar o feto por dentro e por fora, fazendo-o ser expelido sem vida em menos de 24 horas. A solução agiu em Gianna por 18 horas, mas, para a surpresa de todos, ela foi expulsa do útero com vida, pesando apenas 900 gramas.

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Com um senso de humor impagável ela conta que, para sua sorte, o médico abortista não estava na clínica na hora em que nasceu. Segundo ela, era comum que os bebês nascidos vivos em situações como essa fossem mortos, mesmo fora do útero. Depois, o homem que deveria matá-la foi obrigado a assinar sua certidão de nascimento.

Infelizmente, ela não saiu ilesa da tentativa frustrada de aborto. Foi diagnosticada com paralisia cerebral e os médicos chegaram a dizer que ela sequer conseguiria levantar a cabeça, sentar ou engatinhar. A previsão agourenta, assim como o aborto, não se concretizou. Depois de três anos fazendo uso de um andador, a única sequela visível no corpo de Gianna é o andar manco, o que não a impediu de se tornar uma estrela da causa pró-vida desde cedo.

Aos 14 anos ela começou a dar palestras e a fazer pregações em comunidades cristãs contando sua história. Sua fama se espalhou principalmente nos países de língua inglesa, como Reino Unido e Austrália, e na década de noventa o New York Times chegou a aponta-la como um símbolo do debate sobre o aborto nos Estados Unidos. Hoje com 38 anos, Gianna tornou-se compositora, escritora e é presença certa nos principais congressos pró-vida do mundo.

Em 2012, foi lançado o filme Bebê de Outubro, inspirado na história de Gianna.

Confira abaixo parte de uma das palestras de Gianna, que ocorreu em 2008 a parlamentares australianos em Melbourne:

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Alveda King

Alveda King vem de uma família de líderes engajados em causas sociais. Ela é filha do reverendo Alfred Daniel Williams King, um reconhecido ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos, e sobrinha de Martin Luther King Júnior, o mais famoso dos King, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1964 e morreu assassinado por denunciar o preconceito racial nos Estados Unidos.

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Quando jovem, chegou a fazer dois abortos, conheceu de perto o drama de uma gravidez na adolescência e a força das propagandas de incentivo para que garotas pobres e negras abortem. A experiência a ajudou a definir o foco de sua luta. Hoje ela é considerada uma das personalidades pró-vida mais influentes dos Estados Unidos e seus discursos relacionam constantemente as semelhanças entre os argumentos levantados para a justificação do aborto com os que eram usados na defesa da escravidão.

Em 2006, numa entrevista que concedeu à agência de notícias Zenit, Alveda disse que dos 45 milhões de abortos estimados nos Estados Unidos, realizados desde 1973, aproximadamente 15 milhões ocorreram em famílias afro-americanas.

Segundo ela, nas comunidades carentes de maioria negra as redes de clínicas abortistas, como a Planned Parenthood, impõe o aborto como “agenda prioritária”.

Em maio de 2012, no VI Congresso Mundial das Familias, em Madri, Alveda disse:

“A cultura da morte baseia-se nas mesmas mentiras que sustentavam a segregação racial e a discriminação nos Estados Unidos, levando a valorizar algumas vidas e a desprezar os outras. Sustentava-se a opressão e violência racial, indicando que alguns eram menos humanos do que outros, dependendo de sua cor, e esta violência justificava linchamentos, espancamentos, expulsão pelos cães … eu mesma fui testemunho disso; hoje são outros mártires violentados e oprimidos, mas a justificação é a mesma mentira de que uns seres humanos são superiores a outros.”

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Atualmente Alveda dirige um dos setores da organização Priests For Life e é presidente da Fundação King for America.

Em 2013, Alveda atuou como apresentadora e narradora do documentário Blood Money (Dinheiro Sangrento), que denunciou como funciona a indústria do aborto nos Estados Unidos. A íntegra do documentário está disponível no YouTube: