Divulgação/arquivo pessoal| Foto:

Uma enfermeira pediátrica do estado do Novo México, nos Estados Unidos, adotou uma de suas pequenas pacientes, que passou mais de um ano no hospital. “Como enfermeira, às vezes você cria laços com os pacientes”, disse Amber Boyd, de 28 anos, à ABC News. Ela já trabalhou com vários bebês com a saúde comprometida, como a sua filha adotada, Nicole.

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“Isso se deu várias vezes na minha carreira, mas nunca de maneira tão forte como foi por essa criança”, disse Boyd. “Ela estava sozinha e realmente doente. Acho que foi instinto maternal. Penso que foi um laço que deveria acontecer”.

Nicole nasceu em 26 de dezembro de 2012, com onfalocele, uma deficiência de nascença na qual os órgãos digestivos estão fora do corpo. Poucos meses depois, Nicole foi transferida para uma unidade de terapia intensiva neonatal, onde Boyd trabalha, no hospital da Universidade do Novo México.

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“Nicole estava muito mal durante todo o seu primeiro ano de vida”, disse a enfermeira. “Por volta do seu primeiro aniversário, ela estava melhorando, mas as suas necessidades estavam muito além do que qualquer pessoa poderia oferecer em casa. Os seus pais biológicos perderam os direitos sobre ela e a sua irmã gêmea já tinha sido adotada por outra família. Eles não eram profissionais da saúde e ela precisaria muito de cuidado intensivo em casa. O hospital estava procurando um orfanato com recursos médicos”.

“Eu disse: ‘Bem, isso é algo que eu poderia fazer em casa”, conta Boyd. “Mas então eu me perguntei: ‘Isso é loucura? Eu estou louca?’”

Ela levou a ideia de adotar Nicole ao seu marido, Taylor, que imediatamente concordou que eles deveriam cuidar da pequena. Em junho de 2014, Nicole foi para a casa do casal. Em fevereiro de 2015, o processo de adoção foi oficializado.

“Já estávamos planejando ter filhos e eu sou adotada”, conta Boyd. “Mas não esperávamos por essa. Quando a levamos para casa, ela tinha um ano e meio. Ela se adaptou perfeitamente. É uma guerreira e abraçou tudo”.

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“Ela está sempre feliz; é raro vê-la chateada. É a criança mais forte que eu já conheci. Ela encara tudo com um sorriso e vai em frente”, conta a mãe.

A colega de Boyd no hospital, Camille Walker, conta que lembra quando elas receberam Nicole. “Ela foi uma das pacientes mais difíceis que já tivemos. Ficou conosco por muito tempo”.

A política do hospital oferece a pacientes de longo prazo uma enfermeira principal. “Amber foi a primeira a assumir o encargo”, conta Walker, de 27 anos. “Sempre havia aquela grande pergunta em torno de Nicole: ‘Quem a levaria para casa?’”

“Saber que Amber e todos os seus irmãos foram adotados torna isso muito mais especial. Além disso, na época, Taylor era professor de crianças com necessidades especiais”, diz Walker. Para ela, a combinação entre o casal e a menina foi providencial.

“Eles têm tudo o que essa garotinha precisa”, diz ela. “Com os pais que tem, é como se Nicole tivesse ganhado na loteria”.

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Com informações de ABC News

Colaborou: Felipe Koller