Fotos: Divulgação/Arquidiocese de Quito
Fotos: Divulgação/Arquidiocese de Quito| Foto:

Os corpos de 51 bebês abortados que, desde 2014, não tinham sido reclamados por suas famílias, receberam homenagens em uma missa de exéquias e foram sepultados em um rito presidido pelo arcebispo de Quito, Fausto Gabriel Trávez, nessa quarta-feira (26/07). Os corpos eram conservados no instituto médico legal da província de Pichincha, no Equador.

A Pastoral Familiar da Arquidiocese de Quito, através do projeto Bebés al Cielo, é a responsável pela iniciativa. O objetivo do projeto, criado há seis meses, é justamente reclamar os bebês abortados no território da arquidiocese. Trata-se da primeira cerimônia ligada ao projeto.

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A celebração contou com a participação de oficiais da polícia, que transportaram os pequenos caixões antes de entregá-los a voluntários tidos como “padrinhos” dos bebês. Também esteve presente a diretora geral do Serviço Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Paula Vernimen Aguirre.

“Agradeço a vocês de todo o coração. Apenas pessoas com corações grandes como vocês podem sentir e perceber o amor e o carinho de que esses bebês precisam”, disse o bispo auxiliar de Quito, Danilo Echeverría, durante a celebração. “Obrigado por se aproximarem a essa realidade tão dolorosa e oferecer seu espírito de fé e de amor”.

“É muito triste, mas é um triunfo pró-vida fazer com que o Estado e a polícia reconheçam como pessoas e cidadãos as crianças nascituras”, disse um dos “padrinhos”. No Equador, o aborto é ilegal em todos os casos, exceto como último recurso se a gravidez oferece risco de vida para a mãe e em casos de violência sexual contra mulheres com transtornos mentais.

 

Com informações da Arquidiocese de Quito.

 

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