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Trabalho

Cuidado: exagerar no trabalho pode ser fuga da vida pessoal

Para saber se você está exagerando, faça uma pergunta para si mesmo: A minha vida é definida pelo que sou ou pelo meu trabalho?

Você se afastou de amigos e familiares por conta do trabalho? Privilegia a agenda profissional sempre? Esses podem ser sinais de que você tem exagerado no trabalho.

De acordo com Ari Brito, especialista em neuropsicologia, a pessoa precisa manter em equilíbrio as sete saúdes (física, mental, intelectual, financeira, social, espiritual e profissional). “Vejo diariamente pessoas falando que estão trabalhando cada vez mais porque o mercado está difícil ou que estamos em crise. A questão é mais de autoafirmação do que de elementos externos. A pessoa se sente insegura por ‘n’ questões e acaba se dedicando mais e mais para reforçar sua presença e ocupar espaços”, conta Brito.

Para saber se você está exagerando, faça uma pergunta para si mesmo: A minha vida é definida pelo que sou ou pelo meu trabalho? “Responda sinceramente! Se a resposta for a primeira opção (muitos estão neste caminho), você já sabe que está se dedicando demais ao seu trabalho e sua vida está em segundo plano. Será necessário ressignificar isso, entender que o seu trabalho faz parte de você, mas não o contrário”, alerta Brito.

Sgundo a coach Letícia Dias Radaic, muitas pessoas exageram no trabalhado por não se sentirem felizes em casa. Outras pelo apego excessivo à vida material, especialmente o desejo de conquistar um lugar de reconhecimento no meio profissional. “Geralmente o que acontece nesses casos é que a pessoa em casa não se sente importante ou reconhecida, então para se sentir-se relevante procura no trabalho a realização da vida como compensação desse sentimento de falta na vida pessoal. Isso não quer dizer necessariamente que a família não reconheça o papel da pessoa em casa, quer dizer que a pessoa não sente. É provável que venha de uma criação em que os pais valorizavam muito mais os resultados que a criança trazia como bons comportamentos, boas notas etc. do que as demonstrações de sentimento”, completa Letícia.

Faça a seguinte avaliação:

  • Você troca saúde e tempo de lazer pelo trabalho?
  • Frequentemente deixa de almoçar?
  • Divertir-se e relaxar não têm mais importância?
  • Quando tudo é motivo para falar de negócio ou trabalho. O trabalho vira uma obstinação permanente.
  • O trabalho é a sua única fonte de satisfação?
  • Você sempre leva trabalho para casa e assume atividades que são responsabilidade dos seus colegas?
  • Sempre chega tarde em casa para evitar conflitos?
  • Trabalha durante horas, sem interrupção para não precisar pensar na vida pessoal?
  • Se afastou da família e dos amigos por causa do trabalho?
  • Evita entrar em contato com emoções?
  • Precisa estar envolvido em alguma atividade o tempo todo?
  • Usa o trabalho para encobrir sentimentos?

“O limite do saudável e da compulsão pelo trabalho é delicado. Cabe a cada indivíduo refletir e analisar a sua situação atual e, se preciso, buscar um especialista para ajudar. É necessário ter cuidado porque trabalhar demais é visto pela sociedade como algo bom, sinônimo de sucesso. A pessoa geralmente não percebe que está passando dos limites, uma vez que esse comportamento é seguido de promoções, reconhecimento profissional e de aumento de salário. Geralmente a busca pela ajuda de um especialista acontece quando a situação já está fora de controle e a saúde já está comprometida”, finaliza a psicóloga Daniela Knapp.

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