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Pais e filhos

Como superar o momento em que os filhos saem de casa

É inevitável passar pela sensação de vazio quando os filhos partem para a própria vida, afinal foram muitos anos de dedicação e casa cheia, mas é possível contornar a situação

Todo mundo sabe e há um consenso que diz: criamos os filhos para o mundo. Ainda assim, muitos pais – na maioria das vezes as mães – sofrem com a saída dos filhos de casa. Na verdade a conhecida “Síndrome do Ninho Vazio” pode ser desencadeada com os filhos ainda morando com os pais, mas vivendo de forma totalmente independente deles.

Para a mediadora de conflitos e escritora Suely Buriasco, é inevitável passar pela sensação de vazio quando os filhos partem para a própria vida e ganham o mundo, afinal foram muitos anos de dedicação e casa cheia. “De repente, um doloroso silêncio reina. É algo como sentir que se perdeu a utilidade e que a vida já não tem significado”, conta Suely.

Existem várias maneiras de identificar que a pessoa está passando por essa fase: palpitações, dor no peito, sensação de sufocamento, tremor e suor frio. A emoção pode ser transformada em dor de cabeça e muscular, principalmente nas costas. As intensidades dessas manifestações podem ser agravadas nas mulheres mais maduras, por causa da menopausa. Outros sinais de alerta são crises de ansiedade, angústia, variação do humor, do apetite, do sono etc.

No de aparecimento de qualquer dos sintomas, é importante procurar ajuda e observar por quanto tempo eles persistem. Isso porque uma situação não tratada e conduzida da maneira incorreta pode desencadear uma depressão. “É preciso procurar ajuda quando a pessoa não consegue dominar os ímpetos destrutivos da tristeza, de não se conformar, associados ou não com o mal-estar físico. Essa conclusão é mais difícil para quem passa pela situação, por isso é importante que o cônjuge ou os mais próximos estejam atentos”, completa Suely.

Vencendo a turbulência

Se a sensação de tristeza e vazio é inevitável, dar a volta por cima é uma escolha. É possível, e muito saudável, que as pessoas identifiquem o que é amor e o que é apego e passem a cultivar o primeiro e desestimular o segundo. Aceitar o fato de que seus filhos cresceram e precisam passar para essa nova etapa da vida também é importante.

“Vejo muitas mulheres compartilharem frases nas redes sociais do tipo: ‘meus filhos são o meu mundo’, então eu penso: que bom, desde que se entenda que eles terão seus próprios mundos e o seu mundo vai ter que sobreviver sem eles. O papel da mãe deve ser sempre de impulsionar os filhos para a vida e não de retê-los, muitas vezes até com chantagens emocionais. Em sã consciência que mãe gostaria de imputar culpa aos filhos? Mas infelizmente é o que muitas fazem. Um bom começo é não dividir o sentimento de perda com os filhos, deixá-los ir e cuidar de si mesma”, orienta Suely.

O momento pode ser uma ótima oportunidade de aproveitar a nova fase, resgatar sonhos antigos e se envolver com isso.  A sugestão da mediadora é criar novas rotinas incluindo atividades prazerosas, viagens, cursos, leituras, exercícios físicos etc. “O momento ainda é propício para revigorar o relacionamento amoroso e resgatar o ‘eu’ muitas vezes perdido em meio a tantos ‘nós’”, finaliza.

1 Comentário
  1. Olá. Não precisa ser tão doloroso assim. Existem dois tipo de distâncias à serem vencidos. Um deles é o distanciamento apenas físico, enquanto o outro, afetivo. É este o elo forte que pode manter os laços afetivos, principalmente no distanciamento físico, pois ele permite contatos mais frequentes ou não tão distantes, entre pais e filhos, após esta separação. Há outros fatores ainda que “compromete” a harmonia emocional, que normalmente ocorre com o pai ou a mãe sendo viúvos (o que vem aumentar ainda mais a carência e a saudade), quando não agravado ainda pela nora ou pelo genro rsrs. Com estes, sempre que possível, deve se manter uma relação mais próxima possível da verdade, da sinceridade, sem falsidades nem demagogias, com o intuito de ganhar mais atenção do filho (ou filha). Essa relação “aberta” e verdadeira ajuda à se estabelecer o respeito mútuo ou, no mínimo, um “adversário” à altura. Para não ter que passar por momento tão nebuloso, quanto o afastamento “físico” dos filhos, melhor que vá construindo uma relação melhor com eles, amorosa, afetiva, respeitosa, aberta e sincera. Curta mais os filhos. PROJETO VIVA+ Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.

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