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Casamento e Compromisso

Como equilibrar a vida financeira no início do casamento

Veja as dicas de um consultor financeiro para planejar, elencar prioridades e se preparar para imprevistos no início do casamento

Não deveria, mas o dinheiro é um dos principais motivos de desentendimento entre um casal no início do casamento. E assim como em outras áreas de relacionamento, falar sobre as finanças é importante para a saúde da união. Por isso, a radialista Franciele Ribeiro dos Santos, de 35 anos, e seu marido, já conversavam sobre o assunto antes mesmo de se casarem.

Casados há pouco mais de um ano eles organizaram uma planilha orçamentária e fazem anotações sobre gastos diariamente. Além disso, eles tentam ser justos na divisão de despesas – quem ganha mais é responsável pelas contas mais altas – e juntos fazem o possível para economizar. “Priorizamos as conquistas. Depois de um tempo sabemos que vamos usufruir de outras coisas”, afirma Franciele.

O que os casais que mais brigam por causa de dinheiro têm em comum

Agora o casal está esperando o primeiro filho e passou a pensar mais ainda no longo prazo. Mas, mesmo assim, ela confessa que eles têm “dificuldade em ter uma economia mensal, uma reserva que venha nos deixar mais tranquilos em certo sentido”. O consultor financeiro de casais, Ricardo Alexandre Fiorelli, salienta que no início do casamento realmente não é fácil cuidar das finanças – principalmente se cada um tiver uma forma diferente para lidar com dinheiro ou se o casal optar por manter dois sistemas de organização financeira separados.

Segundo o especialista, a separação das finanças acontece porque não há uma conversa saudável sobre dinheiro. “Então, enquanto um guarda dinheiro o outro vive endividado ou sem reservas e acaba-se criando um rico e um pobre na mesma casa”, destaca o consultor.

Conta conjunta ou separada?

Fiorelli recomenda optar por um sistema que funcione para os dois para estruturar a área financeira. De uma forma geral, o mais funcional é o híbrido, em que o casal mantém uma conta conjunta e duas individuais ou uma conta conjunta e dois cartões de crédito individuais. A ideia é que na conta da família sejam concentrados todos os pagamentos referentes ao que ambos usufruem juntos, como aluguel, financiamentos e lazer. E nas individuais sejam contabilizados os gastos específicos de cada um.

“Claro que o casal pode ou não optar por dividir esses gastos individuais de maneira proporcional à renda de cada um ou simplesmente juntar tudo em um bolo só e dividir igualmente entre ambos”, esclarece Fiorelli. Para facilitar o controle, um dos dois deve ficar responsável pela organização financeira, garantir que tudo seja pago em dia e controlar os gastos e investimentos de acordo com o que foi decidido e planejado em conjunto.

Prepare-se para os imprevistos

É fundamental estar preparado para eventos inesperados que possam prejudicar o orçamento familiar. O consultor financeiro explica que existem dois tipos de imprevistos: o que pode ser programado e o que não pode. Os programáveis são as contas que chegam todo ano, porém, são esquecidas com a rotina do dia a dia.

É fundamental estar preparado para eventos inesperados que possam prejudicar o orçamento familiar

Gastos como IPTU, IPVA, imposto de renda e até dos presentes de aniversário, entram nessa lista de programáveis. Ricardo recomenda adotar uma estratégia proativa, organizando uma “conta de chegada” para cada item. “Se eu pago todo ano o IPTU vou dividir o valor dele por 12 e colocarei em um investimento conservador, para o pagamento à vista, com desconto, no próximo ano”, exemplifica.

Para o que não pode ser programado, deve-se utilizar uma técnica defensiva – a famosa reserva de emergência. Ela será usada tanto para eventos ruins, como um acidente de carro ou tratamento de uma doença, quanto para acontecimentos bons, como uma viagem inesperada ou o casamento de uma pessoa querida. A sugestão é começar poupando pequenos valores e aumentar aos poucos, sempre com metas a serem cumpridas.

Como montar uma planilha financeira eficiente?

O consultor financeiro esclarece que a planilha é um mapa do planejamento financeiro e serve para direcionar o caminho a ser seguido. Sua estrutura deve conter a renda e outras três categorias principais:

– Investimentos: esta categoria deve estar sempre em primeiro lugar e serve para construir reservas de emergência e caminhar para a independência financeira.

– Gastos sem culpa: são a recompensa de um orçamento bem elaborado. Aqui estão incluídos lazer, estética, compras e outros itens para melhorar a qualidade de vida.

– Gastos de sobrevivência: são as contas com moradia, transporte, educação e outros.

Clique na imagem abaixo e baixe uma planilha financeira preparada por Fiorelli:

Gastos

 

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