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Virtudes e Valores

Como Copenhague está dando sepultamentos dignos aos moradores de rua

Mendigos ganharam um ponto prestigioso no cemitério mais famoso da cidade.

Ao morrer, moradores e rua geralmente são sepultados sem cerimônia em túmulos anônimos e baratos. Mas isso está mudando em Copenhague, na Dinamarca, onde um ponto prestigioso no cemitério mais famoso da cidade foi reservado para os moradores de rua.

De acordo com o site Deseret News, cerca de dez moradores de rua já foram cremados e sepultados na nova seção do cemitério. Stine Helweg, especialista em cemitérios da cidade, disse ao blog Atlantic’s CityLab que alguns mendigos visitam e choram na nova seção. “Eles colhem flores nas floriculturas e chegam aqui com vários buquês.”

O cemitério de Assistens é o mais famoso da Dinamarca. Mais de 300 mil pessoas estão sepultadas ali. No passado, os moradores de rua eram cremados e as urnas eram enterradas em covas com pouca ou nenhuma informação biográfica que identificasse o falecido.

Sem uma tumba específica para visitar, as pessoas em luto geralmente lembravam dos seus entes queridos com fotografias penduradas em uma grande árvore. Depois que a árvore foi removida pelo governo local, o grupo de defesa Giv Din Hånd convenceu o município a reservar uma parte do cemitério para os moradores de rua.

“Um túmulo familiar é um lugar para lembrar dos falecidos e falar deles”, disse Michael Espensen, que trabalha na ONG. “Isso também é assim para os moradores de rua. Como a maioria deles não tem família, os seus amigos da rua se tornam a sua família.”

Nos Estados Unidos, muitas das grandes cidades enterram seus moradores de rua em “sepulturas para indigentes”. Os milhares de mendigos que morrem a cada ano em Nova York são enterrados por presidiários em túmulos anônimos em uma pequena ilha inabitada.

Mas alguns lugares acharam maneiras de honrar os seus moradores de rua falecidos. Segundo o Deseret News, em Seattle, um grupo de mulheres promove vigílias na calçada em honra dos mendigos falecidos nas ruas. Outras cidades realizam ações semelhantes.

“É algo espiritual e ao mesmo tempo um grito de guerra”, diz Carol Cameron, do Homeless Remembrance Project de Seattle. “Nós choramos e as pessoas nos ouvem. Há tantos moradores de rua hoje. Mortos ou vivos, moradores de rua são importantes.”

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, reconhece a moradia como um direito humano básico, mas o direito a um enterro digno não é mencionado.

 

Com informações de Deseret News.

Colaborou: Felipe Koller.

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