O silêncio expressa a raiva, a frustração e a mágoa do parceiro, e ainda causa feridas profundas no relacionamento.| Foto: Bigstock
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O tratamento do silêncio é uma arma que provavelmente todo casal já usou pelo menos uma vez. Sem dizer uma palavra, esse recurso expressa ao mesmo tempo raiva, frustração, mágoa, manipulação, resignação e desapontamento. Porém, também pode causar feridas profundas no relacionamento. Como lidar com isso quando o seu cônjuge utiliza essa ferramenta?

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1. Não suponha que você sabe a razão do silêncio

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As causas podem ser complexas e variadas. Assumir que você pode descobrir de forma simples o que passa pela cabeça e pelo coração de seu cônjuge pode ser contraprodutivo. Se o seu cônjuge não explicou o silêncio, suas suposições podem piorar o cenário, causando ainda mais raiva e mais silêncio. Seu cônjuge o verá como alguém arrogante ou simplista.

2. Explique ao seu cônjuge que você precisa e quer se comunicar

Isso parece bobo, mas interpretações erradas do que o outro quer acontecem com frequência entre um casal. Às vezes o seu cônjuge pode pensar que o silêncio está trazendo paz à relação, mas na verdade é uma sensação falsa. Não tenha medo de parecer necessitado do seu cônjuge ao lhe explicar o quanto sente falta de se comunicar com ele.

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3. Esteja pronto para ouvir e não apenas para falar

A comunicação é uma via de mão dupla. Se o seu cônjuge sente que você quer que ele deixe de lado o silêncio apenas para que você possa ser ouvido e respondido, preferirá se manter calado. É preciso realmente desejar ouvir o que o outro tem a dizer e aprender a ouvi-lo com qualidade, sem interrupções ou pré-julgamentos.

4. Não seja irônico quando a comunicação for restabelecida

Se o seu cônjuge resolve quebrar o silêncio e fazer o esforço de falar com você, seja gentil e compreensivo. “Até que enfim!” e “Ah, aprendeu a falar de novo!” não vão ajudar em nada e provavelmente vão fazer seu cônjuge se arrepender de ter aberto a boca.

5. Pratique a regra de ouro na maneira como você reage

Trate o outro como você gostaria de ser tratado. Lidar com um cônjuge que trata você com gélidos silêncios pode suscitar várias emoções negativas e dificultar a prática da regra de ouro. Mas ainda assim vale a pena, em parte porque você deseja deixar claro o quanto é importante para você interagir com seu cônjuge. Tente se colocar no lugar dele.

6. Esteja disposto a se livrar de sua mágoa

Guardar mágoa pode ser natural e mesmo compreensível em certas situações. Mas também pode ser devastador. Esteja pronto para pôr uma pedra em mágoas passadas e começar do zero se você deseja restabelecer a comunicação com seu cônjuge.

7. Dê tempo ao tempo – e reserve tempo

Boa parte de ser compreensível com seu cônjuge consiste em não ser insistente e lhe dar o tempo necessário para lidar com a dor que sente e que está na origem do seu silêncio. Ao mesmo tempo, é importante garantir tempo de qualidade juntos, para vocês dois, quando o silêncio terminar: tempo sem as preocupações com os filhos e o trabalho. Momentos a dois precisam estar na agenda de vocês

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Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]

8. Esteja pronto para pedir e oferecer perdão

O silêncio pode vir de uma ferida que você não percebeu ter causado. Se esse assunto surgir, não fique na defensiva: disponha-se a avaliar a si mesmo e a reconhecer o erro. Pedir perdão, de maneira profunda e significativa, pode curar muitas coisas em um relacionamento. Outras vezes, o silêncio pode vir de uma culpa ou vergonha que seu cônjuge esteja sentindo. Se for esse o caso, demonstre-se aberto ao perdão. Admitir os próprios erros é uma das coisas que mais nos faz humanos, assim como acolher o outro que erra.

9. Abra o olho para o silêncio passivo-agressivo

O silêncio pode ser uma ferramenta de manipulação muito poderosa nas mãos de um cônjuge passivo-agressivo. Isso faz tudo mais difícil. Procure saber mais sobre esse tipo de comportamento para lidar melhor com a situação.

10. Não desista

Se você se sente solitário devido ao tratamento de silêncio dado por seu cônjuge, não caia na autocomplacência. Seja compreensivo e, quando se sentir fraco, se abra com parentes e amigos que possam lhe ajudar – e não piorar o problema do seu relacionamento.

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