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Vatican News/Bigstock
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Religião

Braço direito de Bento XVI e Francisco relata visita a Schumacher

O arcebispo Georg Gänswein contou detalhes de visita ao ex-piloto: “Ele sente que ao seu redor há pessoas que o amam”

No próximo dia 29 de dezembro, o acidente de esqui que Michael Schumacher sofreu em Meribel, nos Alpes franceses, completa 5 anos. E pela primeira vez desde então, uma descrição um pouco mais precisa de seu estado de saúde foi revelada na terça-feira (27/11) – e por ninguém menos que o arcebispo Georg Gänswein, secretário pessoal do Papa Emérito Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, uma espécie de responsável pela residência papal – é ele quem cuida da agenda do Papa Francisco.

Em uma entrevista à revista alemã Bunte, Gänswein descreveu a visita que fez ao heptacampeão de fórmula 1 na metade de 2016, em sua residência perto de Genebra, na Suíça, a convite de Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo.

“Primeiro conversei com Corinna Schumacher e a mãe dela. Depois, um terapeuta trouxe Michael Schumacher à sala de estar. Me apresentei e disse a ele que sou seu admirador secreto, que costumava assistir às suas corridas e que ficava fascinado pela maneira como alguém pode conduzir um carro daqueles àquela velocidade debaixo de qualquer tempo”, contou o arcebispo.

Mick Schumacher e outros filhos de esportistas que estão começando a brilhar

“Segurei suas mãos, que estavam quentes. Algumas coisas não são capazes de serem expressas em palavras, mas por um toque, sim. Segurar a mão de uma pessoa enferma é algo profundamente cristão, que oferece consolo e proximidade. Isso foi importante para mim”, continuou. “O seu rosto é aquele que todos conhecemos, o típico rosto de Michael Schumacher. Está apenas um pouco mais inchado”.

“Ele sente que ao seu redor há pessoas que o amam, que se preocupam com ele e, graças a Deus, o mantêm distante do público curioso. Uma pessoa doente precisa de discrição e compreensão”, descreveu Gänswein. “É possível sentir que ele percebe os encontros e que a proximidade da família é importante para ele. A família é o ninho protetor de que Michael precisa. Sua esposa é a alma da família”.

“Na despedida, fiz um sinal-da-cruz em sua testa e prometi rezar por ele”, concluiu o arcebispo, que diz cumprir a promessa. “Claro que incluo Michael Schumacher e sua família em minhas orações. O Natal é a festa do nascimento de Cristo, a encarnação do amor divino. Palavras confortantes que dão força não apenas aos parentes mais próximos de Michael, mas também a seus milhões de fãs em todo o mundo”.

Proximidade

Gänswein mantém contato desde então com Corinna, a esposa do ex-piloto. Um ano depois da visita, ele arranjou um encontro entre ela, os filhos de Schumacher e o Papa Francisco, no Vaticano. A estrela do automobilismo havia participado de uma audiência papal em outubro de 1999, com João Paulo II.

“Especialmente quando se está doente, é preciso o conforto da família e proteção do público. Não há problema em minha visita ter se tornado conhecida. No entanto, não revelaria nada privado e confidencial”, disse Gänswein após a repercussão da entrevista ao jornal Bild.

O arcebispo de 62 anos é o titular da Prefeitura da Casa Pontifícia desde 2012. Como secretário pessoal de Joseph Ratzinger desde 2003 – dois anos antes de sua eleição ao papado –, Gänswein foi uma das principais figuras da transição entre os pontificados de Bento XVI e Francisco e ainda é a ponte entre o atual papa e o seu predecessor. Ele mora com o papa emérito no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, e pratica tênis e esqui.

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