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Hoje, 8 de outubro, em muitos lugares do mundo e do Brasil, comemora-se o Dia do Nascituro. Para não deixar a data passar em branco aqui, trago para vocês esta inspirada lista produzida pelo padre Frank Pavone, um gigante no movimento pró-vida mundial que, desde 2016, atua como conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em questões de defesa da vida.

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No início desse ano, por ocasião da March for Life, em Washington, tive a inesquecível oportunidade de conhecê-lo pessoalmente (fotos abaixo), o que só fez crescer a admiração que tenho por esse sacerdote.

Vocês vão notar que a mensagem é dirigida aos pró-vida norte-americanos, mas com facilidade é possível adaptá-la à realidade brasileira:

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O movimento pró-vida dos Estados Unidos é forte e bem organizado; mais do que no resto do mundo. É vasto e complexo, e compreende uma grande variedade de atividades, organizações e pessoas de todas as idades e classes. As principais atividades do movimento incluem oferecer alternativas ao aborto, intervir diretamente para salvar bebês, educar, agir politicamente e dar alívio às mulheres que já tenham abortado.

Segundo as estatísticas, a cada 50 horas que uma pessoa dedica a qualquer atividade pró-vida, uma vida é salva.

O movimento pró-vida pode ser ainda mais efetivo se cada um dos nossos perceber claramente os objetivos específicos que existem no momento, adotar soluções orientadas por esses objetivos, e não por aquilo que é mais cômodo ou conhecido. Pode-se ajudar a causa levando-se em conta as seguintes considerações:

 

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1)      Há uma necessidade urgente de recrutar pessoas que participem das atividades pró-vida. Tudo o que fazemos, incluindo as orações, requer pessoas comprometidas para fazê-lo. Todos devem reconhecer que há lugar para cada um no movimento e as habilidades de todos podem ser aproveitadas.

2)      É necessário capacitar as pessoas que recrutamos. Há programas de ativismo pró-vida que ajudam a combater as frequentes perdas de colaboradores. A capacitação proporciona a perspectiva necessária para trabalhar eficazmente e evitar o desânimo.

3)      Os ativistas pró-vida precisam fazer planos de longo prazo para que cesse a morte de bebês. Esse plano não pode ser apenas uma reação às ações da parte contrária, mas sim refletir nossas metas, tratando de alcança-las de forma deliberada e efetiva.

4)      O movimento precisa de mais profissionais atuando em tempo integral, que dediquem seus conhecimentos em distintas áreas para tratar do problema aborto. Há seminários sobre formas de levantar fundos para quem deseja dedicar-se dessa forma ao movimento, mas não dispõe de recursos financeiros para manter-se.

5)      Aqueles que lutam contra o aborto têm tanto direito de se concentrar no tema aborto quanto os Alcoólicos Anônimos têm direito de concentrar seus esforços contra o alcoolismo, ou tanto quanto a Sociedade Americana contra o Câncer tem o direito de se concentrar no combate ao câncer. Ainda que todos devamos nos preocupar com qualquer ataque à vida humana, os grupos pró-vida não devem pensar que estão obrigados a combater todos os males que existem debaixo do sol. Este seria um desperdício de energias imprudente, nada prático e injusto, até o ponto de não obter êxito em nenhum aspecto. Temos que insistir no fim do aborto, sem dar desculpas por nossa insistência.

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7)      O aborto é mal para todos, não só para os cristãos. Os partidários pró-vida devem buscar oportunidades de apresentar sua mensagem tanto em termos religiosos como em termos seculares, com argumentos tomados de fontes reconhecidas. De outro modo, fecha-se uma porta aberta no debate e a parte contrária colocará a posição pró-vida em uma categoria exclusivamente de “crença religiosa” para logo considerarem-se alheios a essa crença, invocando a liberdade de religião. O fato é que, mesmo com liberdade de religião, o aborto é tão intolerável quanto o roubo.

8)      Ao estimular o público para uma firme posição pró-vida, não é suficiente incentivar para que “sejam pró-vida”, mas que reconheçam sua oposição ao aborto. É importante levá-los ao ponto em que estejam dispostos a persuadir outros para que não façam abortos. De fato, a maioria dos americanos se opõem à grande parte dos abortos. Mesmo assim, os abortos continuam acontecendo por que muitas pessoas não querem “impor sua moralidade” sobre os demais. Essa não é uma simples questão de moralidade, mas sim de justiça. A justiça exige não apenas que pensemos como é devido, mas que tomemos as medidas necessárias para proteger a vítima.

9)      O aborto é um fenômeno local. Embora devamos continuar nossas ações junto ao governo, os abortos não acontecem nos salões do Congresso. Ocorrem ao virar a esquina. Temos que nos assegurar de que, ao dirigir nossa atenção para Washington, não estamos esquecendo nossas comunidades locais. Os partidários pró-vida têm que dar resposta local ao aborto, identificando onde ocorrem as mortes, e quem as leva a cabo, protestando nas fábricas de abortos locais e oferecendo ajuda local concreta às mulheres que a necessitem.

10)   Os abortos se baseiam numa dupla mentira:

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  • O “feto” não é um ser humano igual a nós;
  • O aborto ajuda às mulheres.

Sempre tratando de refutar a primeira mentira, temos que chamar a atenção também à segunda. O aborto causa dano às mulheres, tanto fisicamente quanto psicologicamente, e hoje mais do que nunca há evidências disso. Temos que propagar essa verdade. Muitas mulheres endurecem seu coração contra seu filhos, mas sem deixar de se preocupar com o próprio bem-estar.

Ao demonstrar que ser pró-vida significa ser pró-mulher, rebatemos as ações dos que são pró-aborto e querem aparentar ser defensores dos “direitos da mulher”. O verdadeiro interesse da mulher se demonstra com a posição pró-vida.

A mensagem pró-vida não é “ame o bebê e esqueça a mulher”. Nem tampouco se pode supor que a mensagem pró-aborto seja “ame a mulher matando o bebê”. A única posição razoável, que é a que sustenta o autêntico movimento pró-vida, é “por que não amamos aos dois?”.

 

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Padre Frank Pavone

Diretor nacional da Priests for Life.

 

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