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Jônatas Dias Lima

Blog da Vida

Opinião e notícia sobre as causas pró-vida e pró-família

Como o Instituto João Paulo II para Matrimônio e Família está sendo destruído no atual pontificado

A instituição que já foi referência mundial em temas de família passou por uma completa transformação sob as mãos do grão-chanceler, um entusiasta do movimento LGBT

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Em 2017, pouco depois de Vicenzo Paglia – o bispo que aprecia arte homoerótica dentro de igrejas – ser indicado pelo papa Francisco para chefiar a principal entidade dedicada a temas de família no Vaticano, este blog já anteviu o futuro sombrio daquela instituição.

O Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família foi criado pelo próprio João Paulo II e, por muito tempo, foi referência mundial para todos que se dedicam ao estudo e defesa da família natural na sociedade, desde acadêmicos até ativistas.

Infelizmente, o que ocorre com a entidade é o exemplo mais concreto de como o legado de João Paulo II no campo da família está sendo afetado pelo atual pontificado.

Separei a seguir um trecho do excelente artigo Sandro Magister sobre o caso, recentemente publicado no blog que mantém no jornal La Repubblica. É um resgate histórico que traz luz a quem ainda achava “confuso” o que esteve e está em andamento por lá. A adaptação para o português é minha.

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Instituto João Paulo II. A trama, o mandante, o assassino

Trocado o nome, reescritos os estatutos, substituídos os professores e refeito o ordenamento dos estudos. Com o papa Francisco um autêntico terremoto atingiu o Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família – esta é a denominação original – fundado pelo papa Karol Wojtila nos primeiros anos de seu pontificado e confiado inicialmente à direção de Carlo Cafarra, teólogo de grande competência na matéria e futuro cardeal.

Em texto anterior, coloquei em evidência a motivada revolta de numerosos estudantes e de tantos professores titulares contra essa revolução, revolta que chegou a um ponto sem retorno depois do apoio público dado pelo papa emérito Bento XVI ao mais autorizado dos expurgados, o ex-presidente do Instituto, Livio Melina.

Vicenzo Paglia e uma parte da polêmica pintura que ele próprio encomendou para a catedral de sua antiga diocese. Há um autorretrato dele mesmo na pintura. Nu.
Vicenzo Paglia e uma parte da polêmica pintura que ele próprio encomendou para a catedral de sua antiga diocese. Há um autorretrato dele mesmo na pintura. Semi-nu e abraçado a outro homem.

É improvável, contudo, que Francisco reveja seus atos. Deduz-se isso a partir da implacável determinação com a qual colocou em ação a mudança, com uma manobra planejada desde anos e executada totalmente a partir de cima, posta em obra por seu mais obediente executor, Vicenzo Paglia, o arcebispo colocado pelo papa no topo do Instituto com o título de Grão Chanceler.

Em comparação com Paglia, o papel do atual presidente do Instituto, Pierangelo Sequeri – teólogo milanês de reconhecido valor inexplicavelmente adaptado a esta tarefa – parece evanescente, vacilante e totalmente subordinado, como se pode intuir da cronologia dos fatos dos últimos dois anos, pontualmente reconstruída pela vaticanista norte-americana Diane Montagna para o Life Site News.

A cronologia se inicia a partir da nomeação de Paglia como Grão Chanceler, em agosto de 2016, e do Motu Proprio com o qual no ano seguinte o papa Francisco mudou o nome – e em perspectiva a essência – do Instituto.

No entanto, há um “antes” que é indispensável recordar, se se quer também entender melhor como a ofensiva contra o Instituto criado por João Paulo II começou no início do pontificado de Jorge Mario Bergoglio.

Trata-se da lista dos participantes da primeira sessão do Sínodo sobre a Família, em 2014, na qual não havia nenhum representante do Instituto que, teoricamente, deveria ter sido um dos atores principais.

Atenção. Tal ausência não se produziu apenas na lista dos participantes por direito no Sínodo, delegados de conferências episcopais e chefes da Cúria, mas também entre os convidados por Francisco. Sinal de que já naquele momento estava desenhada na mente do papa o destino do Instituto, em paralelo com o resultado predeterminado que ele queria imprimir ao Sínodo, destinado a dar caminho livre à comunhão eucarística para divorciados que voltaram a se casar.

Não é casualidade que entre os quatro cardeais que depois do Sínodo expuseram ao papa Francisco suas “dúbia” sobre o fundamento doutrinal desse resultado estava precisamente Carlo Caffarra, o homem símbolo da história do Instituto.

 

Leia a íntegra aqui (em inglês, espanhol, italiano ou francês).

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Sobre Vicenzo Paglia, leia também:

 

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