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Saúde

Aprenda a prevenir o câncer de pele nas crianças

Entenda porque o protetor solar é tão importante na praia e saiba como identificar a gravidade dos sintomas

A chegada do calor bem antes do início do verão trouxe com ela a necessidade de alertar sobre os perigos do câncer de pele em crianças e a importância da prevenção. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a primeira causa de mortalidade entre crianças e adolescentes de 1 a 18 anos. Por ano são diagnosticados 10 mil novos casos de câncer no país nessa faixa etária. Ainda segundo o Inca estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.

O câncer de pele, apesar de não ser um tipo comum na infância, deve ser prevenido já com os bebês. De acordo com o dermatologista Gilvan Alves, a principal causa da doença é a superexposição ao sol, e os danos solares são cumulativos. “A pele das crianças é muito mais sensível do que a dos adultos. Os pais devem estar sempre atentos com a proteção dos filhos”, conta Gilvan.

O médico Dolival Lobão, chefe do serviço de Dermatologia do INCA, destaca que os raios UVB (ultravioleta B) são os grandes vilões. E esses raios são mais incidentes das 10 às 16h, daí a recomendação de nunca nos expormos ao sol neste horário. Já os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce, estão presentes na mesma intensidade das 7h às 19h, ou seja, sem proteção, tomar sol em qualquer horário faz mal para a pele. Além das diversas versões de filtros solares disponíveis, o médico lembra que já existem roupas com a capacidade de filtrar a radiação. E como as áreas mais afetadas pelo câncer de pele são a cabeça e o pescoço, Lobão recomenda o uso de chapéus ou bonés. E lembra: “Não existe bronzeamento saudável”.

O médico chama a atenção dos pais aos sinais que possam indicar um câncer de pele ou outras doenças: sinais assimétricos, com cor heterogênea e elevações. “Percebendo qualquer alteração incomum na pele do filho os pais devem procurar um especialista”, conclui.

 

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