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Virtudes e Valores

5 descobertas curiosas sobre a solidão

Ao contrário do que se possa imaginar, a maior parcela de solitários está entre os jovens de 16 a 24 anos, e não entre os idosos

O imaginário popular costuma apresentar como solitária aquela pessoa com mais idade, que mora sozinha e não costuma receber muitas visitas. Ou ainda, muitos pensam que a pessoa que se sente sozinha tem poucas habilidades sociais e que a solidão é um sentimento puramente negativo. Mas um estudo feito por acadêmicos de três universidades britânicas diz que estas e outras concepções feitas comumente em relação aos solitários, não são verdade. Os alunos das universidades de Manchester, Brunel e Exeter, juntamente com a Wellcome Collection, entrevistaram 55 mil pessoas ao redor do mundo, para a pesquisa BBC Loneliness Experiment, e destacaram cinco pontos importantes:

 

1) A solidão não é um sentimento puramente negativo

Mais de 40% das pessoas entrevistadas acham que a solidão pode ser positiva. E segundo John Cacioppo, neurocientista que morreu em março deste ano, as pessoas evoluem para vivenciar a solidão, porque ela pode ser útil, ainda que desagradável. Os seres humanos sobreviveram desde sempre, por meio da cooperação, e quando excluídas de um grupo, tendem a se conectar com outros indivíduos. O problema, nesse ponto, é que isso pode se tornar crônico, levando a um sério impacto no bem-estar e até na saúde. Sentimentos de solidão crônica estão associados a um risco aumentado de depressão após um ano.

 

2) Quem se sente sozinho tem habilidades sociais que não são melhores ou piores que a média

Por meio de um teste que utiliza uma série de fotografias de expressões faciais e mesmo só de olhares para avaliar se as pessoas conseguem identificar que tipo de emoção está representada, os pesquisadores concluíram que a afirmação acima é falsa. Isso porque não houve diferença entre a pontuação média daqueles que se sentiam sozinhos com frequência e dos que não se sentiam.

 

3) Jovens se sentem mais sozinhos que os mais velhos

O estereótipo comum, quando se pensa em alguém solitário, é de que seja uma pessoa mais velha que more sozinha e receba poucas visitas. Esse conceito não está totalmente errado já que 27% dos participantes com mais de 75 anos se sentem sós com frequência ou muita frequência. Mas os níveis de solidão mais altos foram identificados, na verdade, entre jovens de 16 a 24 anos. Nesse grupo, 40% dos entrevistados declarou que se sentem sozinhos com frequência ou muita frequência. Esse resultado muito provavelmente se deve ao fato de que, talvez, os jovens estejam mais dispostos a admitir esse sentimento do que os mais velhos. A explicação é que a chegada da vida adulta faz com que eles se sintam mais solitários, porque é um momento de transição.

 

4) O inverno não é necessariamente a estação mais solitária do ano

Por conta dos dias mais curtos, com pouca incidência de sol e ar gelado, o inverno pode parecer ser uma estação propícia à solidão. Mas quando perguntadas sobre isso, as pessoas entrevistadas pelos pesquisadores disseram que o inverno é tão solitário quanto qualquer outra estação do ano. Esse conceito pode ter nascido principalmente no hemisfério norte, por conta do Natal que acontece bem no meio da estação. Então a junção “frio + medo de passar o Natal sozinho”, tenha contribuído para que alguns achem a estação mais solitária.

 

5) Pessoas que se sentem sozinhas são mais empáticas

O estudo mediu dois tipos de empatia: um referente à dor física e outro à dor social, e não houve qualquer diferença entre as pessoas que se sentem tristes quando alguém sofre um acidente, aquelas que se entristecem por quem sofre bullying na escola ou as pessoas que sentem sozinhas. Apesar disso, os solitários apresentam com frequência uma pontuação maior quando verificada sua empatia à dor social. Isso se deve ao fato de que elas sabem o que é ser deixado à margem.

 

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