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Bernardo Pires Küster

Vida sem Censura

“Análises e notícias sobre a vida. Sem censura e sem receio.”

Marielle e o novo homem da esquerda

Os ativistas psolistas da Marielle reclamam que ainda não há uma conclusão na investigação do caso de sua execução. Essa mesma gente que reclama para si os ideais intocáveis de igualdade é também a mesma (hipócrita) que exige exclusividade e preferência para seu próprio benefício. Exige celeridade da Justiça para si, e protesta contra a suposta velocidade […]

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Os ativistas psolistas da Marielle reclamam que ainda não há uma conclusão na investigação do caso de sua execução. Essa mesma gente que reclama para si os ideais intocáveis de igualdade é também a mesma (hipócrita) que exige exclusividade e preferência para seu próprio benefício. Exige celeridade da Justiça para si, e protesta contra a suposta velocidade no processo do Tipréx de Lula. Exige, demanda, protesta e reclama contra a morosidade de nosso sistema judiciário. (Apenas 8% dos casos de homicídios têm algum encaminhando decente no Brasil, ou seja, dos quase 70.000 assassinatos, apenas 5.600 são apurados. Os psolistas querem ser a elite; querem tratamento diferenciado; são VIP: Very Important Psolist.)

Perdoe-me a sinceridade, atitude incomum no meio jornalístico, mas estou bem certo de que não vêem a hora de o processo ser concluído segundo suas expectativas somente para soltar um grande “Viu? Nós falamos!” na cara da sociedade. Também estou bem certo de que as investigações, caso não sejam manipuladas, irão levar a resultados diferentes daqueles esperados pelos psolistas e globalistas. Os melhores indícios apontam para um conflito interno entre facções do narcotráfico carioca.

Não me surpreende a incoerência dessa gente, pois esta não é – nem nunca foi – a preocupação de revolucionários socialistas. A verdade, para eles, é mero desassossego burguês, gentinha de mentalidade aristotélica retrógrada que tem a ousadia de fixarem-se no inaudito princípio de identidade. O que importa é o admirável Brasil novo, a nova sociedade, o novo homem soviético, quero dizer, psolético. Este é a versão atualizada, tipo updated, da velha esquerda brega, da qual o condenado Lula e sua xará Gleisi LULA Hoffmann são os melhores representantes.

O discurso mofado, aquele cansativo ramerrão da “luta de classes”, “opressor versus oprimido”, “leis que governam a História”, “alienação” e incontáveis blá-blá-blás da esquerda estão sendo substituídos pelo homo psoléticus, Boulos e D’Ávila no topo da nova espécie. Aprenderam que seu novo público não quer destrinchar O Capital, decorar a análise de Marx em 18 Brumário ou as estratégias mefistofélicas de Gramsci. Deixe disso.

@ esquerd@, hoje, cada vez mais pós-modern@ e burr@, é também cada vez mais abertamente anti-cristã. Não é mais a esquerda das Comunidades Eclesiais de Base da década de 70 e 80; da Pastoral Carcerária, de Dom Paulo Evaristo Arns; e da Comissão Pastoral da Terra, de Marcelo Barros e João Pedro Stédile. Ela agora é psolética: da maconha, do aborto, das feminazi, do gênero e da militância LGBTTQI+. Burra e histérica, basicamente. Incapaz, por isto, de realizar o esforço que os velhos barões da esquerda fizeram nos anos 1960, tentam simplesmente, mediante gritos e mamilos ao léu, transformar o mundo num grande DCE.

Essa é toda a razão para realizarem um esforço tremendo a fim de fazer uso político da morte de uma vereadora, perdoe-me a franqueza, inexpressiva. Não possuindo estratégias profundas, é mero grito e propaganda. As sutilezas revolucionárias gramscianas foram postas de lado. Abriram alas para rostinhos bonitos e mentes vazias; traíram a melhor tradição da esquerda, das carrancas e inteligências mais ou menos superiores.

Demograficamente, digamos, o homo petista já está velho. Parafraseando Malcolm Muggeridge, educou a si mesma ao ponto da imbecilidade, poluiu e drogou a si mesma até a ponto da estupefação, e acabou como um cansado, maltratado e velho brontossauro, beirando à extinção.

Há uma coisa, porém, que a esquerda ainda sabe fazer muito bem – e nisto habita sua chance de prevalecer, a despeito de sua inabarcável burrice. É uma velha estratégia resumida por Paulo Freire dessa forma: é preciso “unir os diferentes para derrotar os antagônicos”. Se o vários grupos e movimentos da direita fizessem um esforcinho sequer nessa direção, não teriam concorrência alguma. Intervencionistas, monarquistas, liberais, conservadores, anarcocapitalistas, libertários, mbeelistas, alas católicas, alas protestantes, espíritas. Há, nelas, pontos de contato importantes que, pelo menos por ora, poderiam convergir. O orgulho e o purismo ideológico, no entanto, os conduzirá à infâmia.

Todas as mais elevadas discussões da direita, por mais profundas e verdadeiras que possam ser, permanecerão restritas e contidas pelo simples fato de saberem negociar, momentaneamente, um ponto ou outro de sua tão pura doutrina. Falta um tico de pragmatismo. I’m sorry, folks, but that’s true.

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